Subtenente matou 63 favelados e mais a mulher arrastada pelo carro da polícia de Sérgio Cabral

Como é possível um serial killer ficar solto nas ruas, depois de 63 mortes, a procurar nas favelas, na chamada ação pacificadora da polícia, sua próxima vítima?

Foi preso agora, porque filmado, na viatura militar que arrastou um mulher viva, pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Uma trabalhadora negra, mãe de quatro filhos, que se transformou na vítima n. 64. Isto é, apenas um número na longa e sangrenta lista de assassinatos de um bandido, pistoleiro fardado.

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Informa o portal Terra: Os três policiais militares (PMs) presos por terem arrastado a auxiliar de serviços Claudia Silva Ferreira, no Rio de Janeiro, constam como envolvidos em 62 autos de resistência (mortes de suspeitos em confrontos com a polícia). Pelo menos 69 pessoas morreram em supostos tiroteios com os três soldados estaduais desde 2000. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo.

O recordista é o subtenente Adir Serrano Machado, com envolvimento em 57 registros de autos de resistência (com 63 mortos). O subtenente Rodney Archanjo aparece em cinco ocorrências (com seis mortos). Já o sargento Alex Sandro da Silva Alves não tinha participação em nenhum auto de resistência até o último domingo, quando um adolescente de 16 anos, suspeito de envolvimento com o tráfico, morreu durante a operação no Morro da Congonha, em Madureira, zona norte, onde Claudia morava.

Os policiais foram presos em flagrante no domingo, por determinação do comando do 9º Batalhão da PM. Eles são acusados de negligência na prestação de socorro à auxiliar de serviços Cláudia Ferreira da Silva, após ser baleada no Morro da Congonha, durante operação da PM no último sábado, que acabou arrastada depois de cair do porta-mala do carro dos policiais. O trio foi enquadrado no crime de “deixar, no exercício de função, de observar lei, dando causa direta à prática de ato prejudicial à administração militar”, previsto no artigo 324 do Código Penal Militar.

Deviam ser acusados pelas monstruosidade de mais um assassinato frio, covarde, impiedoso, com a marca da brutalidade das invasões da polícia nas favelas.

E os outros trucidamentos serão investigados? Certamente que não.

Para a polícia, comandada por Sérgio Cabral, foi cousa de pouca conta, um “ato prejudicial à administração’, que teve um protesto sem importância política, com a presença de 50 moradores.

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Protesto de 50 negros. Isso não quer dizer nada
Protesto de 50 negros. Isso não quer dizer nada

Até agora a PM não liberou os retratos dos bandidos fardados.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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