O ASSASSINO MAURÍCIO SAMPAIO TENTA ATRASAR DECISÃO QUE O LEVARÁ A JÚRI

Jornal pede júri popular para a quadrilha que matou o jornalista Valério
Jornal pede júri popular para a quadrilha que matou o jornalista Valério Luiz

O ano de 2014 começou e a luta por justiça no caso Valério Luiz continua. Agora, depois de todas as audiências finalizadas, a defesa de Maurício Sampaio ingressou com uma série de pedidos protelatórios, visando atrasar o processo.

Nova expedição de Ofícios já expedidos e juntada de informações há tempos presentes nos autos estão entre os requerimentos. O juiz Lourival Machado, naturalmente, indeferiu tais manobras. Contra essa decisão, Sampaio interpôs recurso ao Tribunal (correição parcial).

O desembargador Ivo Fávaro, então, suspendeu o andamento do processo até o julgamento da correição (RITJGO, art.389, III).

A assistência à acusação já se manifestou pelo não provimento do recurso e imediata abertura de prazo para alegações finais, última providência antes da pronúncia, decisão que levará Maurício e os outros 4 réus a Júri.

Os covardes e cruéis bandidos da quadrilha que executou o jornalista Valério Luiz: Maurício Sampaio (mandante), Urbano Malta (organizador), Djalma da Silva (organizador), Ademá Figueredo (executor) e Marcus Vinícius Pereira Xavier (organizador).

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ORAÇÃO DE ANIVERSÁRIO DO FILHO DE VALÉRIO LUIZ

Pai, hoje você completaria 51 anos de idade. Esses últimos meses não têm sido fáceis e os próximos também não serão, mas nosso amor vencerá a barbaridade que fizeram. Por isso receba aí, no outro lado do mistério da vida, alguns pedidos de seu filho:

Dê-me firmeza ao lado da minha mãe e das minhas irmãs, mulheres que admiro, bem como ao lado do meu avô, homem com um dos espíritos mais abertos e bondosos que já vi;

altivez para erguer a cabeça perante qualquer adversário e jamais me deixar lisonjear pelos prepotentes simpáticos que, com uma condescendência dada a crianças, são elogiosos por me julgarem menor;

cara de pau contra as de paisagem que torcem o nariz ao me ouvirem falar a verdade. Lembrarei do Ford Ka preto crivado de balas sempre que preciso, mesmo quando incômodo, pois é obsceno os narizes torcidos usarem o passar do tempo para tomar cobrança por justiça como falta de educação.

Para muitos círculos sociais, meu pai, a etiqueta é mais importante que a moralidade. Não se importam com mãos sujas de sangue, desde que lavadas antes de se sentar à mesa.

Dê-me discernimento para não ser injusto com ninguém e domínio sobre a revolta e a ansiedade interiores, nada pode tirar o foco do trabalho irrepreensível desenvolvido até agora;

capacidade de pedir perdão por eventuais destemperos, emoções às vezes transbordam e o orgulho é virtude quando somos agredidos, não quando agredimos;

humildade para reconhecer precedência aos maiores e mais sábios, evitando as indelicadezas de chegar sem ser chamado, rezar missa pro padre e pleitear lugares que não são meus;

gratidão pelos amigos que, compartilhando de alguma forma nossa dor, participam dos eventos e manifestações, postam nas redes sociais, ou simplesmente são prestativos, pacientes comigo e com nossa família.

Finalmente, dê-me algodão para os ouvidos sempre que os responsáveis por agir, inclusive juízes e desembargadores, aconselham-me a abrandar meu coração e deixar tudo nas mãos de Deus. Ora, senhores, Deus está na força do meu coração.

Amém.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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