Sandra Santos

Sandra Santos
Sandra Santos

“Líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de manter a mesma forma por muito tempo. No atual estágio “líquido” da modernidade, os líquidos são deliberadamente impedidos de se solidificarem. A temperatura elevada — ou seja, o impulso de transgredir, de substituir, de acelerar a circulação de mercadorias rentáveis — não dá ao fluxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo necessário para condensar e solidificar-se em formas estáveis, com uma maior expectativa de vida.” Zygmunt Bauman

não há mais tempo
para o poema
não há mais tempo
para o amigo

para o abrigo
para o antigo
para o início
seguimos

queimando etapas
queimando matas
queimando tantos
queimando outros
restando
sós
restando
ocos

( SS 2004)

Sandra Santos gravando poemas com Laís Chaffe (veste a camiseta do seu Cidade Poema) e Alexandre Brito
Sandra Santos gravando poemas com Laís Chaffe (veste a camiseta do seu Cidade Poema) e Alexandre Brito

Quero um barco meio mar
Um porto meio lar
Um corpo feito pra se amar
Crua e sem semente
Mente me confunde
Funde a minha e a tua neste instante
Um primeiro passo
Dum segundo passo
Dum terceiro passo..

Sandra Santos

cor-
ação
mar-
tela

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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