As estatísticas de Alckmin para esconder a violência policial

– “Por que o senhor atirou em mim?”. A pergunta do jovem baleado, e morto, ainda não foi respondida pela polícia de Alckmin, envolvida no massacre da família do menino Marcelo, cuja mãe denunciou a participação de soldados estaduais nos assaltos continuados de caixas eletrônicos.

Quantos a polícia de Alckmin já matou nestes primeiros dias do ano de 2014?

Escrevem os Advogados Ativistas:

████████████████ O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin anunciou que irá pagar bônus de até R$ 2 mil aos policiais se os números de homicídios dolosos e latrocínios diminuírem. Com as bonificações, o Estado pretende diminuir os índices de criminalidade.

No entanto, sabemos que nesse jogo político de “diminuir índices de criminalidade” vale tudo, inclusive manipular os tais índices. Quem assistiu ao filme Tropa de Elite teve um rápido vislumbre sobre como essas coisas funcionam:

“- Morte na praia, meu filho, é afogamento.
– Mas comandante, tinha uma perfuração no corpo.
– Aspira, você é legista, por acaso?”

Para ilustrar ainda melhor, lembremos de um recente exemplo real. O caso de Kaique dos Santos, homossexual encontrado morto no Centro de São Paulo, ele foi espancado e empalado. A polícia registrou o caso como suicídio. Registrando um caso como suicídio ao invés de homicídio, a polícia diminui os índices de homicídios e coloca um sorriso feliz no rosto do governador.

Se não bastasse, Dilma Rousseff anunciou também o investimento de R$ 1,1 bilhão no sistema penitenciário nacional e a criação de 47 mil novas vagas no sistema prisional.

Seu anunciou ocorre quase que simultaneamente com a divulgação do relatório do Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária das Nações Unidas. O relatório revela uma preocupação com o uso excessivo de privação de liberdade no Brasil, um país com uma das maiores populações carcerárias do mundo. No Brasil, a privação da liberdade está sendo usada como primeiro recurso, em vez de último, contrariando todas as normas internacionais de direitos humanos.

Como sempre, o buraco é mais embaixo e nenhum governante se mostra disposto a cutucar as feridas de um sistema falido. Segue o controle social da política tapa buracos que esconde grupos neonazistas e fornece terreno fértil para o crescimento de organizações criminosas, como o PCC.

por trás das estatísticas

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Um comentário sobre “As estatísticas de Alckmin para esconder a violência policial”

  1. As estatísticas no Brasil não correspondem à realidade!
    Das 13 a 14 milhões de famílias que recebem o bolsa família, nenhuma delas consta das estatísticas de desemprego!

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