Belo Horizonte esquece as 22 mortes das enchentes e reza para não chover hoje para festejar a virada de ano

Belo Horizonte. Moradores de três prédios foram obrigados a deixar os imóveis. Foto João Henrique do Vale
Belo Horizonte. Moradores de três prédios foram obrigados a deixar os imóveis. Foto João Henrique do Vale

 

Subiu para 22 o número de mortes confirmadas devido às chuvas que atingiram Minas Gerais nos últimos dias. Um corpo foi encontrado em Virgolândia (357 km de Belo Horizonte), na região do Vale do Rio Doce. Segundo a Defesa Civil, a identidade da vítima ainda não foi confirmada. Essa foi terceira morte registrada no município, onde, na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff sobrevoou o local.

Mais de 12 mil pessoas tiveram que sair de suas casas em Minas. Dessas, 3.015 estão em abrigos. As demais foram acolhidas por parentes e amigos.

Doença

No Espírito Santo, outro Estado que sofre com as chuvas nas últimas semanas, a secretaria da Saúde investiga a primeira morte por suspeita de leptospirose, doença transmitida através do contato com água e lama contaminada por uma bactéria presente na urina de ratos.

O caso foi registrado no sábado, na Grande Vitória. Segundo a secretaria, exames preliminares apontaram a suspeita de que a morte tenha ocorrido devido à doença.

Um novo exame foi enviado à Fiocruz para confirmar o diagnóstico. O resultado deve sair em até 30 dias. A identidade da vítima não foi divulgada.

A gerente de vigilância em saúde, Gilsa Rodrigues, afirma que a leptospirose é uma das maiores preocupações após as fortes chuvas no Estado.

Ela pede que a população fique atenta a sintomas como febre, dor no corpo, mal-estar, vômito, diarreia e dor de cabeça. “Na presença desses sinais, as pessoas precisam procurar imediatamente os serviços de saúde”, diz.

A secretaria também alerta para a possibilidade de doenças como hepatite A, febre tifoide e diarreia. Outra preocupação é a dengue -só neste ano, antes das chuvas, o Estado registrou 80 mil casos suspeitos, contra 54 mil em 2011.

22 mortes anunciadas. Mais do que previstas para dias de chuva. As novidades de Minas Gerais são festivas.

Uma rua de BH
Uma rua de BH

Na contagem regressiva
Réveillon da Alterosa na Pampulha traz novidades e espera público recorde
São esperadas mais que as 300 mil pessoas que foram à orla da Pampulha em dezembro passado

por Eduardo Tristão Girão

Show de fogos da Alterosa vai colorir os céus de BH
Já virou tradição: na virada do ano, quem está em Belo Horizonte e quer ver um belo show de fogos segue sem pestanejar para a orla da Lagoa da Pampulha. Na noite de terça-feira, o 24º Réveillon da TV Alterosa vai enfeitar o céu da capital mineira, com efeitos que prometem impressionar pela variedade de cores e formas. Para esta que é a grande festa pirotécnica do país em termos de diversidade (será também a maior da história do evento), é esperado um público recorde.

Todos os tipos de fogos existentes foram providenciados para a festa. Serão acionados de balsas e numa base em terra, com impressionantes 155 efeitos e cores variadas. Cakes e morteiros de até 10 polegadas, aéreos e aquáticos vão enriquecer o espetáculo. Este ano, o público poderá observar novas bombas, como a peixe verde, a lanterna japonesa, as abelhinhas prateadas, 1.000 cores, 1.000 palmeiras, carinha feliz, folhas de outono, flor de minas, cascata, maracá e leque, além do duplo coração, pensado para os apaixonados.

Serão 15 minutos de queima de fogos, de seis balsas espalhadas pelo espelho d’água da lagoa, entre a Igreja São Francisco de Assis e o vertedouro, e num ponto em terra, na Avenida Otácilio Negrão de Lima, próximo ao Museu de Arte da Pampulha. O formato segue padrão autorizado pelo Corpo de Bombeiros e é considerado o maior espetáculo pirotécnico embarcado em lagoa do Brasil, dividido em momentos especiais para os mineiros, com fogos que parecem abraçar o público.

“2014 será show de bola” é o tema desta edição do Réveillon da Alterosa. Por isso, o espetáculo de fogos terá as cores da bandeira nacional, com o verde simbolizando as matas e florestas, o amarelo representando o ouro e as riquezas, o azul exprimindo o céu e o branco enaltecendo o sentimento de paz. Corações e caras felizes farão, em efeitos especiais no céu, homenagem ao sentimento de união das famílias.

Os campeões mineiros deste ano no futebol também terão momentos distintos para comemoração. Chuva de prata para o Atlético Mineiro e estrela azul para o Cruzeiro, homenageando as importantes conquistas esportivas dos dois clubes. Bombas douradas vão representar o povo de Minas e será reservada para o final apoteótico o vermelho, cor compartilhada pela bandeira do estado e a logomarca da TV Alterosa.

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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