Por erros graves, TCU recomenda parar sete obras do Governo Federal

A engenharia civil brasileira está repleta de erros:

Obras super, super faturadas.  Licitadas por um preço, que vai sendo reajustado a cada propina paga.

Obras inacabadas e regiamente pagas.  Gastaram tanto que a verdinha foi embora.

Obras fantasmas. Apenas existem as  faturas de pagamento. Temos estradas fantasmas, e máfias do asfalto espalhadas por todo o Brasil. Milhares e milhares de ruas estão asfaltadas de mentirinha. Outra ladroagem: as operação tapa-buracos ou mijadinhas de asfalto.

Os erros de obras inauguradas são a cara do Brasil: o estádio do Engenhão no Rio de Janeiro, construído para os jogos da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, pode ser derrubado por uma ventania mais forte. O Palácio da Justiça do Estado do Rio Janeiro é um luxuoso edifício cai mas não cai. Depois de construído, no hospital da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco descobriram que os elevadores não tinham espaços para as macas na horizontal.

Estádio Engenhão, Rio de Janeiro
Estádio Engenhão, Rio de Janeiro

Pelo mundo, a FTC publica a lista dos 60 erros mais engraçados e bizarros. Fotos.

O Correio da Manhã de Portugal mostra erros de engenharia que “resultam de distrações, ou de falta de jeito. Estes erros de construção e engenharia parecem inacreditáveis, mas é possível encontrá-los um pouco por todo o lado.

Por exemplo, já imaginou ter um poste de eletricidade em frente à garagem? Ou uma parede construída por cima da tampa de uma sanita? Pois… mas é possível“.

Existe um blog que relata erros no Brasil. “O prédio de 35 andares, Edifício Real Class, ainda em construção na sua fase de acabamento, pertencente a construtora Real Engenharia, em Belém, desabou no sábado, 29 de janeiro de 2011. Chovia e ventava muito no momento do desabamento.

Real Class desabou em Belém
Real Class desabou em Belém

A destruição foi total, afetou a estrutura de edifícios e casas na vizinhança, danificou a rede elétrica, e os escombros atingiram pessoas que passavam no momento do desabamento (inclusive dentro de carros). Vários carros que estavam na rua ficaram cobertos de poeira e pedras. Um bloco de concreto caiu no meio da rua. Informações preliminares indicam que um edifício ao lado do prédio também corre o risco de cair.

Há informações preliminares – não confirmadas – de um engenheiro civil que supostamente trabalhou na construção do prédio Real Class e que relatara haver um erro absurdo na concretagem de pilares dos primeiros pavimentos.
Por que ocorrem desabamentos na construção civil? Os erros técnicos que geram estes acidentes na construção civil têm três causas básicas:

• Erros de avaliação na escolha do terreno, pela falta de uma sondagem séria que identifique os materiais que compõem o solo (areia, argila, aterros, áreas de turfa).

• Erros de cálculo das fundações, da estrutura, distorções do projeto arquitetônico, etc.

• Erros na execução da obra, resultantes da aplicação de materiais de baixa qualidade ou inadequados. Um exemplo é a utilização de areias com salitre encontradas próximas ao mar, que comprometem a qualidade do concreto pela corrosão na armadura de ferro — problema que pode surgir até muitos anos após a conclusão da obra.

TCU auditou 136 obras públicas em todo o País, com dotações orçamentárias de mais de R$ 34,7 bilhões

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, no dia último dia 6, recomendar a paralisação de sete obras que receberam recursos do Governo Federal. Dentre elas, quatro fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A recomendação está no relatório Fiscobras 2013.

 

Ponte em construção: do nada para lugar nenhum
Ponte em construção: do nada para lugar nenhum

Ao todo, 136 auditorias foram realizadas pelo TCU. Destas, sete possuem erros graves e, segundo o órgão, devem ser paralisadas: a Ferrovia Norte-Sul, no Tocantins; a Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia; o esgotamento sanitário em Pilar, em Alagoas; a Avenida Marginal Leste, no Rio Poty, no Piauí; a Vila Olímpica Parnaíba, no Piauí; a pavimentação da BR-448, no Rio Grande do Sul; e a ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-153, no Tocantins.

Além disso, algumas obras foram recomendadas a terem seus valores retidos, por precaução. São elas: a Ferrovia Norte-Sul, em Goiás; a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; o Canal do Sertão, em Alagoas; o terminal fluvial de Barcelos, no Amazonas; os trens urbanos de Salvador; os trens urbanos de Fortaleza; a construção de Adutora Pirapama, em Pernambuco; e a melhoria do Complexo Esportivo Canarinho, em Roraima.

As 136 obras públicas auditadas têm dotações orçamentárias de mais de R$ 34,7 bilhões.

 dna tucano metrô

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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