Após assassinato de jornalistas, policiais são suspeitos de ameaçar testemunhas

Ao menos seis policiais militares estão sendo acusado por suspeita de ameaça a testemunha de um dos 14 casos apurados pelo Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Ipatinga, no Vale do Aço. O caso começou após o assassinato dos jornalistas Rodrigo Neto e Walgney Carvalho, no início deste ano.

Mortes de Carvalho (esq.) e Neto aconteceram este ano
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De acordo com o portal O Tempo, os PM’s ainda estão sendo acusado de coagir repórteres que estavam cobrindo o assunto durante audiência de instrução na ação contra o cabo Victor Andrade. O PM foi preso em abril acusado pela morte de Cleidson Mendes do Nascimento, 26, conhecido como Cabeça, em 2011.

Os militares investigados são testemunhas de defesa do cabo Victor. O Tempo informa que a investigação sobre as ameaças estão sendo realizadas pela 12ª Região da PM – responsável por Ipatinga – a pedido do Ministério Público de Minas. “Depois da morte do Cleidson, emagreci muito e mudei a cor do cabelo. Passaram de carro em frente à minha casa e disseram que eu mudei de cara, mas não de endereço”, contou a testemunha, que já teria deixado a cidade de Ipatinga.

Os casos
O jornalista Rodrigo Neto, de 38 anos, foi assassinado na noite de quinta-feira, 7 de março, por volta das 23h em Ipatinga (MG). Ele era repórter policial e co-apresentador do programa ‘Plantão Policial’, transmitido de segunda a sábado, das 12h35 às 14h, pela Rádio Vanguarda (1170 AM). Ele também escrevia para o jornal local ‘Vale do Aço’. Na época, colegas do profissional informaram ao Comunique-se que o crime ocorreu em frente ao bar conhecido como “Churrasquinho do Baiano”. Neto saiu do estabelecimento e estava entrando em seu carro, quando foi abordado por dois homens em uma moto, que começaram a disparar armas de fogo. Um dos tiros atingiu a cabeça do jornalista e outro, o peito. O radialista foi levado com vida para o Hospital Municipal de Ipatinga, porém não resistiu aos ferimentos.

Trinta e sete dias depois da execução do jornalista policial Rodrigo Neto, o repórter fotográfico Walgney Assis Carvalho, de 43 anos, foi assassinado. O crime aconteceu na noite de domingo, 14 de abril, por volta das 22h30, no bairro de São Vicente, em Coronel Fabriciano, na região do Vale do Aço mineiro. Neto e Carvalho trabalharam juntos em um jornal impresso da região. O profissional estava em um pesque-pague quando um homem em uma moto se aproximou, pelos fundos do estabelecimento, e disparou contra Carvalho. Um tiro atingiu a cabeça e outro, a axila. Ele morreu na hora, sem chance de ser socorrido. Freelancer do jornal local Vale do Aço, Carvalho também fazia trabalhos fotográficos para a perícia da Polícia Civil da região. Ele fez reportagens em parceria com Rodrigo Neto, jornalista policial assassinado no dia 8 de março, que além do impresso, atuava na Rádio Vanguarda (1170 AM), como co-apresentador do programa ‘Plantão Policial’. In Comunique-se.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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