Brasil roubado. Uma das maiores riquezas do mundo que não beneficia Araxá

nióbio araxá

Os ladrões do Brasil levam o nióbio e deixam o buraco em Araxá
Os ladrões do Brasil levam o nióbio e deixam o buraco em Araxá

O deputado Edio Lopes (PMDB-RR) cobrou, em audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, uma política definida do governo para a exploração e comercialização do nióbio no Brasil. Ele questionou a política de preço para o metal, alegando que o nióbio tem uma cotação aviltada, em comparação com o aço e o ouro.

Nióbio pirateado.

“É necessário acompanhar, fiscalizar e esclarecer a política adotada na produção do nióbio brasileiro, principalmente no que se refere à exportação”, destaca.

Atualmente, afirma o deputado, existe um debate envolvendo a produção de nióbio no País. O metal é empregado em vários segmentos da indústria, tais como os de automóveis, equipamentos médicos, bélicos e nucleares. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o Brasil é responsável por 98% das reservas de nióbio conhecidas no mundo.

No Brasil, três empresas respondem pela totalidade da produção do nióbio, de acordo com informações de Lopes. Estão localizadas em Minas Gerais, Goiás e Amazonas. A Anglo American, empresa britânica instalada em Catalão (GO), é a segunda maior produtora de nióbio no Brasil. A empresa estima um crescimento de 6% ao ano. Conforme dados divulgados, a divisão do nióbio respondeu por uma receita de US$ 173 milhões (aproximadamente R$ 377 milhões) em 2012, com lucro operacional de US$ 81 milhões (aproximadamente R$ 176 milhões). [Isso é uma mixaria. Isso é roubo. É falta de patriotismo. De nacionalismo. De brasilidade]

Atuação do governo
Lopes ressalta que os críticos do modelo atual de exploração do nióbio no Brasil cobram uma maior atuação do governo federal, defendendo o controle do preço de comercialização do produto. Em alguns casos eles pedem até mesmo a estatização da produção, pois quem consome o nióbio são empresas transnacionais superespecializadas que devem fazer pressão para ter um produto a um preço acessível.

Segundo o deputado, “alguns analistas afirmam que, se o Brasil ditasse o preço do produto, poderia ganhar até 50 vezes mais do que recebe atualmente”. Ele cita o exemplo da China em relação à produção de terras- raras. [O Brasil tem 98 por centos das jazidas mundiais. E uma riqueza roubada. Que o Brasil entrega a preço de banana]

Nióbio: a maior riqueza dos Moreira Salles

niobio banana

A produtora de nióbio CBMM é avaliada em US$ 13 bilhões, com reservas para 200 anos.

Presente da ditadura militar

A mina de nióbio – que é misturado ao aço para uso na fabricação de automóveis, estruturas, gasodutos e turbinas – era só promessa e esperança em 1965, quando o embaixador e banqueiro Walter Moreira Salles se associou à companhia de mineração Molycorp, para produzir o metal em Araxá, no Triângulo Mineiro. Deu esse passo a convite de um amigo, o almirante Arthur Radford, que presidia o conselho da empresa americana.  Leia mais

 

O Brasil e o segredo do nióbio

por Júlio Ferreira

Marcos Valério

A cada vez mais no dia-a-dia, o tema é abordado em reportagens nas mídias escrita e televisiva, chegando a já ser alarmante. Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?

Como é possível o fato do Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?

EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saindo extra-oficialmente, não sendo assim computados.

Estamos perdendo cerca de14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo ser uma outra moeda nossa. Não é uma descalabro alarmante?

O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de nióbio na Amazônia”.

Há fortes indícios que a própria Funai esteja envolvida no contrabando do nióbio, usando índios para envio do minério à Guiana Inglesa, e dali aos EUA e Europa. A maior reserva de nióbio do mundo, a do Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira (AM), é conhecida desde os anos 80, mas o governo federal nunca a explorou oficialmente, deixando assim o contrabando fluir livremente, num acordo entre a presidência da República e os países consumidores, oficializando assim o roubo de divisas do Brasil.

O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos.

Estas ligas devido à resistência são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias e canos de armamentos leves e pesados, revertimentos externos de foguetes e cápsulas espaciais.

1 – Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais.
2 – Usado em eletrodos especiais para soldas elétrica.
3 – Devido a sua coloração é utilizado, geralmente na forma de liga metálica, para a produção de
jóias como, por exemplo, os ecastes.
4 – Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em super ligas para fabricação de componentes de motores de jatos, subconjuntos de foguetes, ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências ao calor da combustão.
5 – Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini.
6 – O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em  super condutores.

O nióbio se converte num super condutor quando reduzido a temperaturas criogênicas.
Na pressão atmosférica, tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos super condutores, 9,3.

Além disso, é um dos três elementos super condutores que são do tipo II (os outros são o vanádio e o tecnécio), significando que continuam sendo super condutores quando submetidos a elevados campos magnéticos.

(Transcrevi trechos)

niobio prop

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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