Quando as mulheres falam grosso

Sou do tempo que, em mulher, não se bate nem com uma flor.

Cantou o genial Capiba:

Sempre ouvi dizer que numa mulher
Não se bate nem com uma flor
Loira ou morena, não importa a cor
Não se bate nem com uma flor.

Já se acabou o tempo
Que a mulher só dizia então:
– Chô galinha, cala a boca menino
– Ai, ai, não me dê mais não

Fiel a este princípio, fico imaginando o controle emocional do jornalista Mauro Donato quando foi espancado por uma policial feminina.

mauro

“Na primeira foto do alto, à esquerda, estou eu. Mas não vamos falar de mim, pelo menos por enquanto.
É sempre delicado e desconfortável quando nos tornamos personagem. Não é esse o nosso papel. O papel da imprensa é o de ser um olho. Um olho sem cor e crítico. O problema é que parece que a PM assumiu a incumbência de cegar este olho”, escreve Mauro Donato.

Veja como os policiais defendem suas colegas fardadas:

As mulheres não devem imitar o que de pior existem nos homens.

exagero policial femina

Exemplar comportamento o da policial Andréia Pesseghini, que denunciou os colegas envolvido nos assaltos a caixas eletrônicos em São Paulo.

No jornalismo a Rachel Sheherazade terminou demitida da SBT, por escancarar a orquestração da Imprensa contra os protestos do povo nas ruas.
Rachel Sheherazade
Quis imitar Arnaldo Jabor que caiu fora da Globo por ser mais realista que o patrão.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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