Espancamento do coronel Rossi polícia considera tentativa de assassinato

Trecho de nota do movimento Passe Livre: Não apoiamos o que aconteceu com o coronel da PM, mas também condenamos o atropelamento de manifestantes por um delegado no Grajaú nessa quarta-feira; os espancamentos do Christian em 2006, do Vinícius em 2011 e do Pedro em 2013, dentre vários outros, todos cercados por policiais em atos do MPL; os esculachos de adolescentes e moradores de rua dentro e fora das delegacias nessa sexta feira; os abusos contra mulheres, como aquelas obrigadas a  ficar nuas para a revista após a última manifestação; as mais de cem prisões arbitrárias, os ferimentos por balas de borracha e bombas de estilhaço de ontem; o bloqueio do Choque à entrada dos advogados nas DPs; os instrumentos e instrumentistas da Fanfarra do M.A.L. quebrados pela polícia essa semana.

coronel 2

coronel 3

Coronel Reynaldo Simões Rossi protegido por um policial
Coronel Reynaldo Simões Rossi protegido por um policial

 

O coronel Reynaldo Rossi afirmou que o sentimento é de dever cumprido, mas pede mudanças na legislação. “Estou me sentindo como todos os policiais que se feriram até hoje, sentimento de dever cumprido, mas com uma clareza muito grande que só uma mudança legislativa e um conjunto de ações que transcendam as ações de polícia vão poder resolver esse problema”, ressaltou.

O coronel disse, em entrevista exclusiva ao Jornal Nacional, que foi atacado após tentar prender alguns vândalos que estavam depredando o patrimônio público. “Eu me dirigia para o Parque D. Pedro para tomar pé dos primeiros conflitos que foram gerados aí pelos criminosos. Nos deparamos com autores de danos de novos pontos de ônibus. Tentamos prendê-los. No momento que nós passávamos a conduzi-los, fomos surpreendidos por um grupo de vândalos, criminosos, que passaram a agredir a mim e a meu policial. Era uma moça que nos havíamos tentado prender”, recordou.

br_estado_spaulo. vigança coronel

CORONEL:  ‘FUI ATINGIDO PELAS COSTAS”

Mesmo ferido, Rossi procurou conter o ânimo dos seus comandados para preservar a integridade física das pessoas que transitavam pelo terminal de ônibus naquele momento. “Quando consegui chegar junto a policiais militares fardados, por cautela e formação profissional, pedi para alertar aos comandantes para continuar com a mesma estratégia operacional que havíamos adotado para aquela manifestação. Qual seja: garantir a ordem, preservar a integridade física das pessoas e que o fato de eu ter sido atingido nao deveria mudar essa orientação”, revelou.

Por ter sido atacado pelas costas, o coronel afirmou que não teve sequer chance de esboçar uma reação. “Não havia essa possibilidade. Primeiro porque fui atingido pelas costas. E segundo por minha intenção naquele momento de só manter a prisão daqueles indivíduos que tínhamos conseguido fazer. Apesar do porte da arma e, inclusive pelo meu policial, optamos por preservar terceiros e não efetuar disparos e, graças ao conjunto de ações, saí e permiti que as coisas continuassem a bom termo”, disse.

Para ele, a agressão sofrida foi um ataque ao estado democrático de direito. “Não é o homem que está sendO atingido ali, é o estado de direito. É o estado que está ali para inclusive garantir esse direito de livre manifestação”, destacou. Veja vídeos 

coronel em ação

IMPRENSA ALTERNATIVA CONTA OUTRA VERSÃO

Via Geração Invencível O lado da história que a Rede Globells esqueceu de mostrar…

FOTO Jornal Urbano Mídia Independente: O coronel estava recolhendo nome e RG de todos os manifestantes (até ai nenhuma violência ou agressão) e naturalmente os manifestantes questionaram o porque dele estar anotando nomes e RG. Ele não deu respostas (obvio, não existe embasamento legal para o que ele estava fazendo) e começou a ficar irritado com as perguntas. Até que partiu pra cima de um dos jovens que o questionava, agredindo e ameaçando. O resto das imagens vocês assistiram na rede Globells, que preferiu não mostrar os dois lados da moeda.

A meritocracia é sempre justa. Se você é milionário você vive em uma democracia… Se é pobre é porque não trabalhou o suficiente para ser milionário e não e ter democracia.
Vivemos em um mundo livre onde você pode fazer tudo desde que tenha bastante dinheiro. Fim.

PS: “Globells” é uma ironia e se refere a Goebbels, ministro da propaganda de Hitler

RELATO DE UMA ADVOGADA QUE ESTAVA PRÓXIMA AO CORONEL AGREDIDO

Publica Ativismo Social relato da T. Alves: “Eu estava pouco antes desse momento, tentando falar com o coronel, arrogante. Ele estava pegando o RG, e anotando com outro soldado, de todos os manifestantes que passavam. Quem chegava perto, só pra perguntar o que estava acontecendo, ou quem perguntava porque tinham detido uma menina que não estava fazendo nada, o manifestante era “fichado” por eles. Apresentei-me como advogada, e perguntei o motivo e finalidade desse fichamento. O coronel foi debochado, e recusou-se a responder. Insisti, e logo em seguida ele largou os RGs, e partiu para cima de um garoto vestido de black bloc que passava, segurando um mastro tipo pau de bandeira. Avançou pra cima do garoto e começou a bater, mas acho que não contava que todos que estavam em volta se revoltassem, e partissem para cima dele para ele largar o garoto. Depois disso não vi mais porque estourou a confusão, e saí de perto”.

Não há indício de que jovem tenha encostado em coronel agredido, diz defesa

 Trechos de reportagem de Fernanda Pereira Neves, publicada na F. de São Paulo:

O advogado do universitário Paulo Henrique Santiago dos Santos, 22, Guilherme Braga, afirmou neste domingo que não existe “nenhum indício de que o jovem tenha encostado” no coronel da PM, Reynaldo Simões Rossi durante o protesto que ocorreu na última sexta-feira (25) na região central de São Paulo.

O coronel foi espancado por cerca de dez pessoas durante o ato na frente do Terminal Dom Pedro 2º, e teve a clavícula quebrada, além de cortes nas pernas e na cabeça. A maior parte dos agressores flagrados em fotos e vídeos estavam mascarados. Souza é oúnico preso até o momento pelo crime e foi indiciado por tentativa de homicídio.

“Em nenhum momento ele aparece agredindo nas fotos. O bolo da agressão estava no meio da manifestação então tinha um monte de gente por perto então no quadro das imagens aparece o rosto dele. E com isso, a polícia identificou ele como agressor. Mas em nenhum momento, aparece ele agredindo”.

“Não existe nenhum indício de que meu cliente tenha encostado no policial. Existe apenas uma foto com ele próximo ao coronel. Essa situação beira ao absurdo. A gente está acostumado com muitos absurdos na polícia, mas essa situação é esdrúxula ao extremo”, afirmou o advogado à Folha.

A defesa do jovem, que chamou a prisão de “esdrúxula ao extremo”, entrou ontem (26) um pedido de liberdade provisória, mas foi negado pela Justiça. O advogado afirmou que entrará agora com uma pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça na segunda-feira.

Santos estuda relações internacionais na Faculdade Santa Marcelina e trabalha em uma empresa da região de Perdizes (zona oeste), conta Braga. “Ele é tranquilo, idealista e está totalmente assustado com essa situação. Ele perguntou do policial até mesmo porque ele estava naquela situação tentando apartar os ânimos”.

Ontem, a polícia disse que o rapaz deverá ser transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) do Belém na segunda-feira (28).

Ainda na avaliação da defesa, o jovem também não foi preso em flagrante, como registrou a polícia, e com isso ele não deveria permanecer preso. “Ele foi identificado nas fotos e a partir daí foram atrás e pegaram ele logo depois dos fatos”, disse ele, que apontou seu cliente como sendo “bode expiatório”.

A defesa de Santos também questiona o indiciamento do rapaz por tentativa de homicídio. Para o advogado, o caso se trata de lesão corporal.Além de Santos, outros sete adultos continuam presos após a manifestação e devem responder por crimes dano a patrimônio, roubo, associação criminosa, entre outros. Três adolescentes também foram apreendidos e foram encaminhados para a Fundação Casa.Ao todo, 92 pessoas foram detidas durante o protesto. Veja vídeos 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Um comentário sobre “Espancamento do coronel Rossi polícia considera tentativa de assassinato”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s