Jornal troca manchetes. O certo: Cadeia para os policiais corruptos do PCC e torcedores violentos e sem castigo vão ser monitorados

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Parece que o governador Geraldo Alckmin teme a própria polícia que comanda. Foi noticiado que estava em uma lista dos marcados para morrer. Notícia de hoje: Um tenente da Polícia Militar foi preso administrativamente na corregedoria da corporação, por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Preso administrativamente? Ensina o Site http://www.stf.gov.br:

A PRISÃO ADMINISTRATIVA AINDA ESTÁ EM VIGOR NO BRASIL?

A Constituição federal de 1988, em seu artigo 5o, LXI, afirma que:

“ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei”.

Nesse sentido, diante da análise do texto do artigo acima, questiona-se se seria possível ainda no ordenamento jurídico brasileiro, a prisão administrativa prevista no artigo 319 do CPP? Leia

Informa o Portal Terra:

O primeiro tenente Guilherme William Pacheco da Silva, 36 anos, é citado em conversas telefônicas divulgadas recentemente pelo Ministério Público paulista (MP-SP), que apontam a ligação de policiais com membros do grupo criminoso. Ele, que está lotado atualmente no 16º Batalhão de Polícia Militar, é suspeito de associação com o crime organizado.

“A instituição, alinhada com seus objetivos estratégicos de valorizar os bons policiais militares e de adotar instrumentos eficazes de depuração interna, ressalta que está com a atenção redobrada quanto à proteção de seus policiais, bem como atenta, rigorosa e implacável contra eventuais desvios de conduta de seus integrantes”, disse a PM paulista em nota.

Interceptações telefônicas mostram extorsões feitas por policiais civis e militares contra bandidos importantes da facção, que são sequestrados e mantidos em cárcere em delegacias. Até mesmo parte do material apreendido na investigação do MP era colocado à venda aos criminosos.

Em um dos grampos mais graves, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) são flagrados oferecendo arquivos de computadores e pen drives apreendidos na operação que terminou com a morte de Ilson Rodrigues de Oliveira, o Teia, em 2011.

Na chácara em que ele estava, policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) mataram três acusados e prenderam outros cinco. Computadores com documentos da facção, uma metralhadora, um fuzil e duas pistolas foram levados para a sede do Deic.

Em outro caso, policiais pedem R$ 300 mil para soltar um dos integrantes da facção conhecido como Jogador, mas aceitaram libertá-lo por R$ 130 mil pagos em duas parcelas – à vista e após 30 dias.

Para evitar uma nova onda de ataques, o governo espera que os chefes do bando sejam enviados por um ano para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Além disso, recorrerá a bloqueio dos sinais de celulares nos principais presídios dominados pelos bandidos, um investimento de R$ 30 milhões em 23 penitenciárias.

Apesar da imprensa noticiar com estardalhaço as ameaças do governo paralelo, o PCC, tem autoridade policial que parecer não saber de nada.

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Não é um caso para os panos quentes da possível ilegalidade de uma suave prisão administrativa.

Foram denunciados vários crimes da mais alta gravidade. Que colocam em jogo a vida de um governador, a autoridade do poder executivo e a liberdade e imparcialidade da justiça brasileira.

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Veja link. O PCC constitui um governo paralelo que se espalha por todo o Brasil, conforme a imprensa, principalmente pós a redemocratização, desde que a polícia estava toda voltada para a repressão política, quando eram cometidos crimes de sequestro, tortura e morte de presos que, inclusive, tiveram bens saqueados. Esta polícia, a serviço da ditadura militar pariu a polícia do PCC, para continuar a realizar os mesmos crimes e outros.

Como não existe comando único, a sigla PCC é mais um nome fantasia para esconder termos como milícia, força paramilitar, hoste, bando, quadrilha, chusma,  corja, malta, polícia bandida etc. Em uma mesma cidade podem atuar várias máfias.

Um relatório da Polícia Civil divulgado em março de 2011 responsabilizou dois grupos de extermínio formados por policiais militares por pelo menos 150 mortes na cidade de São Paulo entre 2006 e 2010. Entre as vítimas, 61% não tinha antecedentes criminais, sendo que 20% dos crimes teria sido motivado por vingança, 13% por abuso de autoridade, 13% pelo que o relatório chama de “limpeza” (como o assassinato de viciados em drogas), 15% por cobranças ligadas ao tráfico ou ao jogo ilegal e 39% “sem razão aparente”.

 O 18º Batalhão da Polícia Militar, onde trabalhava a cabo Andreia Bovo Pesseghini, 35 anos, – morta ao lado do marido, o filho, a mãe e uma tia, em agosto último, tem um histórico de suspeitas de corrupção e grupos de extermínio. A cabo Andreia, inclusive, denunciou colegas que participam de uma quadrilha de assalto a caixas eletrônicos.

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Ainda no Portal Terra:A advogada de um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) contou para seu cliente que se reuniu com um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e que ele teria se comprometido a avaliar o caso do criminoso. A conversa foi revelada em uma escuta telefônica que compõe a investigação do Ministério Público de São Paulo sobre a facção. O diálogo entre a defensora Lucy de Lima e Edilson Nogueira, conhecido como Birosca, foi gravado em 2010. O objetivo do encontro era tentar autorização para migrar o condenado do regime fechado para o semiaberto. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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