Hoje há necessidade do oxigénio do Evangelho para reacender a esperança nos corações

De acordo com o papa, nos tempos atuais há uma indiferença com relação à fé, que para alguns não é considerada importante para a vida humana. O pontífice recordou que muitas pessoas têm se afastado da Igreja. “Diante desta situação, os cristãos devem fazer visível aos homens de hoje a misericórdia de Deus, sua ternura para todas as criaturas”, afirmou. Disse que a Igreja precisa acolher a todos e ajudá-los a “respirar o amor e a esperança”, mas também é necessário “sair e levar este amor e esta esperança”. Pediu, ainda,  para que os cristãos mostrem um modo concreto de viver a fé, por meio do amor, harmonia, alegria, sofrimento.

“A Igreja é enviada para despertar esta esperança, especialmente em lugares marcados por condições difíceis, às vezes desumanas, onde a esperança não respira, se asfixia. Necessitamos do oxigênio do Evangelho, do sopro do Espírito de Cristo Ressuscitado, para que volte a reascender a esperança nos corações”, acrescentou.

 

A orquestra de Deus

A Igreja é como uma grande orquestra, «a orquestra de Deus», na qual  todos se expressam, cada um com as próprias características e as suas peculiaridades dando vida a uma sinfonia harmoniosa cujo maestro é o Espírito Santo. É a imagem da Igreja proposta pelo Papa Francisco esta manhã, quarta-feira 9 de Outubro, durante a audiência geral. Com efeito, prosseguindo a série das catequeses dedicadas ao Credo o Santo Padre aprofundou a «característica» que se refere  à «Igreja una, santa, católica…», explicando os seus significados começando pela catolicidade, termo que deriva «do grego “kath’olòn” que significa “segundo o todo”, a totalidade». Por conseguinte, a Igreja é católica porque «é o espaço, a casa na qual nos é anunciada “a fé na sua totalidade”, na qual a salvação que Cristo nos trouxe é oferecida a todos».

Quanto à universalidade da Igreja o Papa Francisco esclareceu que a palavra serve para fazer compreender que a Igreja é uma casa aberta à «totalidade das pessoas». Não só: significa ainda que ela está presente em toda a sua universalidade também no mais pequeno dos seus componentes, como pode ser uma comunidade paroquial.

Por fim a unidade. Unidade, esclareceu o Pontífice, que deve ser entendida na diversidade de cada uma das pessoas que dela fazem parte. Aliás, insistiu o Papa, a sua riqueza consiste  precisamente na diversidade. E «este é  positivo na Igreja: cada qual dá o seu, o que Deus lhe concedeu, para enriquecer os outros». Por este motivo «se há mexericos – admoestou – não há harmonia, mas luta. E esta não é a Igreja. A Igreja é a harmonia de todos: nunca intrigas um contra o outro; nunca litígios».

Aceitemos portanto o outro, «aceitemos que haja uma variedade justa», recomendou o bispo de Roma porque a uniformidade mata a vida. A vida da Igreja é variedade, «e quando queremos impor esta uniformidade a todos, matamos os dons do Espírito Santo». Por conseguinte, é necessário manter viva esta diversidade que enriquece a Igreja.

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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