O doleiro Fayed Treboulsi, como estava previsto, foi solto por um juiz

O juiz Evandro Neiva de Amorim, do Distrito Federal, determinou a soltura do doleiro Fayed Treboulsi, preso por suspeita de envolvimento com um esquema de desvio de recursos de fundos de pensão. A decisão é sigilosa. A revogação da prisão foi feita porque o inquérito ter sido transferido para o Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de participação de autoridades no esquema. No Brasil, investigações contra autoridades como parlamentares devem tramitar no STF. Essa prerrogativa é conhecida como foro privilegiado.
O esquema de desvio de recursos foi levado a público pela Operação Miqueias, deflagrada no dia 19 pela Polícia Federal (PF). Essa ação desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 300 milhões num período de um ano e seis meses e causou prejuízos de R$ 50 milhões a fundos de pensão municipais. O plano atingiu vários Estados, mas era comandado a partir de Brasília.

Musa do crime já fez ensaio sensual

Luciane Hoepers, a pastinha que seduzia os prefeitos para a máfia
Luciane Hoepers, a pastinha que seduzia os prefeitos para a máfia do doleiro Fayed Treboulsi

A modelo Luciane Hoepers, presa pela Polícia Federal após a Operação Miquéias, fez um ensaio sensual ao qual a reportagem do R7 teve acesso.

De acordo com a PF, quatro modelos eram usadas pela quadrilha para atrair agentes políticos para o esquema. Luciane já foi liberada pela PF.

De acordo com a investigação da PF, Luciane e as outras modelos eram chamadas de “pastinhas”. Elas eram responsáveis por se aproximar dos prefeitos e convencê-los a desviar o dinheiro dos fundos de previdência municipais para ações de investimento indicadas pelo grupo criminoso.

Os recursos eram aplicados em papéis pouco atrativos, geridos pela própria quadrilha, e com alta probabilidade de insucesso. Em troca, os políticos ganhavam 10% do valor investido.

Durante a deflagração da Operação Miqueias, 23 pessoas foram presas. Outras quatro estão foragidas.

Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal e em nove estados. Além disso, a PF apreendeu carros importados e iates de luxo que eram comercializados com o dinheiro lavado no esquema. De acordo com a PF, pelo menos 10 dos carros apreendidos estão avaliados em R$ 500 mil cada.

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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