Hoje é Dia da Jornada Mundial pelo Trabalho Decente

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É uma data escondida pela imprensa e inúmeros sindicatos, principalmente os que realizam greves de teatro, e são dominados por pelegos.

 

A data foi instituída em 2007, no Fórum Social Mundial de Nairóbi, na Nigéria, e serve para reforçar a luta dos trabalhadores,  Sindicatos e instituições de proteção aos direitos trabalhistas por mais condições dignas de remuneração e trabalho  em todo o planeta.Trabalho decente é aquele adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança e capaz de garantir uma vida digna aos trabalhadores.
Este conceito foi formalizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1999  e sintetiza a ideia de que mulheres e homens têm o direito de realizar um trabalho produtivo, em condições dignas de liberdade e segurança. Para a garantia desse direito foram criados quatro eixos estratégicos: a promoção dos direitos do trabalho, a geração de mais e melhores empregos, a extensão da proteção social e o fortalecimento do diálogo social.

Trabalho Decente no Brasil
No Brasil, a promoção do trabalho decente tornou-se um compromisso assumido pelo Estado em 2003, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Três anos depois, foi elaborada a Agenda Nacional do Trabalho Decente, que inclui a geração de empregos com igualdade de oportunidades, a erradicação do trabalho escravo e infantil e o fortalecimento do diálogo social.

Em agosto de 2012, o País poderia ter avançado ainda mais nessa agenda, caso os empresários não tivessem impedido a conclusão da I Conferência do Trabalho Decente, ao fugirem do encontro.

Desafios são grandes, mas a luta continua
A luta dos trabalhadores por melhores condições ainda enfrenta grandes desafios no país: o racismo e  discriminação de gênero no ambiente de trabalho; o trabalho escravo e infantil; a alta incidência de acidentes e mortes no trabalho; as baixas remunerações principalmente no norte e nordeste do pais; os ataques das entidades patronais, por meios jurídicos e políticos, aos sindicatos e entidades de classe; a falta de médicos peritos e a demora na conclusão dos processos de auxilio doença, além do sucateamento da Previdência Social, etc.

 

São lutas longas e difíceis, mas que só vão mudar com a união e mobilização dos trabalhadores. A luta continua.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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