O palanque do pastoril profano de Marina Silva

Rede-de-Marina-Silva

Marina saiu do PT e queria um Partido Verde só para ela, que no Brasil até os partidos políticos têm dono. Foi candidata a presidente e perdeu. Inventou de criar outro partido Verde, o Rede Sustentabilidade da segunda candidatura a presidente, e não conseguiu. Terminou no PSB, um partido socialista, o socialismo do PSDB, que tem o apoio do Partido Comunista do Brasil, o PCB, o pecezão que virou o pós-comunismo do PPS de Roberto Freire, que apoiava José Serra para presidente, e este recusou a legenda, que foi oferecida à Marina Silva, que também recusou, preferindo ser comandada por Eduardo Campos.

Disse Marina que a Rede não conseguiu registro por causa do chavismo, do socialismo venezuelano de Hugo Chávez e dos presidentes Nicolás Maduro, Cristina Kircner, Evo Molares e Raimundo Correa. Certamente, que neste time do Mercosul inclui Dilma Rousseff, a guerrilheira esquerdista.

Quando Marina começou na política pelo Partido Revolucionário Comunista (PRC), comandado por José Genoíno.

Casas de tolerância para uma mulher de vida fácil

por Gilmar Crestani

Marina vem aí. Os partidos de aluguel ligaram a luz vermelha e escancararam as portas. Tem dias que a noite é um breu… A nova, quando caiu a máscara, entrou em processo de envelhecimento precoce e em dois dias, a máscara da Natura revelou em velocidade estonteante, a decrepitude dos velhos métodos da República Velha. Por traz de uma marionete sempre há quem manipule: Itaú, Globo e Natura seus financiadores ideológicos. A Natura fornece o creme do rejuvenescimento, a Globo tem o photoshop da embalagem perfeita e  o Itaú é entra com seu compromi$$o com as verdinhas….

A capacidade da gestora Marina Silva foi posta à prova na sua decisão de criar um partido para chamar de seu, a Rede Sustentabilidade. Não conseguiu. A sua coerência, ética ou seja lá o que isso significa, ficou de pé menos de 24 horas. Marina: “Não tenho plano B. Meu partido é a Rede ou a Rede”.  E agora a filiação ao PSB. A tal de fidelidade partidária, identidade ideológica ou coerência de vida depende de quem manipula a fontoche. Quem nasce para marionete só tem futuro de capacho.

Balaio de gatos é o “novo na política”

Os nomes que vão combater o “chavismo” já começaram a aparecer.

Walter Feldmann (ex-PSDB), notório capacho de Serra e FHC, Bornhausen (ex-DEM) que dispensa apresentações, Heráclito Fortes (ex-DEM), o homem de Dantas na política. Aliás, são “Fortes” os argumentos desta união da Marina com Heráclitores no combate ao chavismo:

Telegrama obtido pelo WikiLeaks aponta que o senador Heráclito Fortes sugeriu que o governo norte-americano estimulasse a produção de armas no Brasil para conter supostas ameaças de VenezuelaIrã e Rússia. Em correspondência assinada pelo então embaixador americano Clifford Sobel”.

Assim, Marina Silva e suas ONGs que defendem interesses norte-americanos na Amazônia se soma a outro capacho dos interesses do Tio Sam. Com Marina Silva e Heráclitoris juntos, ficam dispensados os espiões da CIA. Terão tudo em primeira mão e em papel timbrado e assinado, “com subserviência, mister Sam”. Marina se soma ao balaio dos ressentidos movida pelo mesmo ódio das velhas senhoras da Globo.

 

“Podemos fazer alianças pontuais. Não precisamos eliminar sonhos. Mas é preciso que fique claro que somos diferentes“, afirmou Marina sobre a nova sigla REDE. E depois esta outra: “Não tenho plano B. Meu partido é a Rede ou a Rede”. E há quem afirme que Marina é o novo na política…

Marina diz que foi vítima de ‘chavismo’

Em reunião antes de se filiar ao PSB, ex-senadora acusou PT de táticas semelhantes à do líder venezuelano

Chamada de “plano C”, aliança com Campos foi articulada pelo deputado paulista Márcio França (PSB)

por Ranier Bragon, Natuza Nery e Dimi Amora

 

Na longa reunião em que comunicou a seus aliados a disposição de ingressar no PSB, Marina Silva centrou críticas no PT e no governo, dizendo haver risco de instalação no país do estilo político do presidente venezuelano Hugo Chávez, morto em março, acusado por seus críticos de perseguição contra a oposição e a imprensa.

No encontro ocorrido em sua casa, e que só terminou por volta das 5h de ontem, Marina disse que sua Rede Sustentabilidade foi vítima de “chavismo”, pela tentativa de aprovação no Congresso de projeto que sufocava as novas legendas e pelo alto índice de rejeição de assinaturas de apoio ao partido em cartórios como o do ABC Paulista, reduto do PT.

“O aparelhamento do Estado e das instituições pelo PT é insuportável. O caso da Venezuela é um populismo autoritário com inspiração militarista, aqui esse fenômeno é mais sofisticado”, disse o vereador paulistano Ricardo Young (PPS), um dos presentes à reunião.

Questionada em coletiva de imprensa sobre o uso da expressão, Marina afirmou que “houve um esforço para inviabilizar” o seu partido.

“Há, no país, uma tentativa, de forma casuística, de eliminar uma força política que legitimamente tem o direito de se constituir como um partido político. Vejo um risco de aviltamento da nossa democracia”.

No encontro com os aliados, Marina disse ainda que o PT comemorava ter “abatido ainda na pista” o “avião” da Rede. Essa reunião foi realizada logo após o encontro em que ela selou o acordo com o governador Eduardo Campos (PSB-PE).

PLANO C

“Você inventou isso. Agora, venha para cá urgentemente cuidar disso”, avisou, entre tenso e feliz, Campos ao deputado federal Márcio França (PSB-SP) na madrugada da última sexta-feira.

O paulista foi o idealizador da articulação que culminou na filiação de Marina.

França travou as negociações com o deputado Walter Feldman, que deixou o PSDB e ontem também se filiou ao PSB, e que é um dos principais operadores de Marina.

“Acreditávamos que a candidatura do Eduardo só aconteceria mais para frente, e seria necessário sangue frio para esperar. Com a filiação, vai se antecipar muito e ele só ganha com isso”, disse França.

Marina apresentou outra versão para a gênese do acordo, dizendo que ela teve a ideia de procurar Campos na reunião com os aliados logo após a sessão do Tribunal Superior Eleitoral que rejeitou a criação da Rede, na quinta.

Segundo ela, como todos falavam em plano A (a criação da Rede) e em plano B (sair candidata a presidente por outro partido), ela começou a bolar o “plano C” –”plano Eduardo Campos”.

“Ninguém teria coragem de propor a uma candidata com 26% das intenções de voto que ela desistisse de sua candidatura à Presidência para apoiar um outro candidato. Essa é uma iniciativa que só ela teria a capacidade de colocar na mesa”, afirmou o deputado Alfredo Sirkis (RJ), que também ingressou no PSB.

Ex-estrela do DEM, Heráclito Fortes virou PSB

por Josias de Souza

Frequentador da caderneta de políticos que Lula se empenhou para expurgar do Senado na eleição de 2010, o ex-senador Heráclito Fortes abandonou o DEM. Em cerimônia comandada pelo governador Wilson Martins, do Piauí, o arquirrival do PT filiou-se ao PSB. Vai ao palanque presidencial de Eduardo Campos em 2014 como candidato a deputado federal.

Heraclito, o Fortes
Heráclito, o Fortes

Eduardo estimulou o ingresso de Heráclito no partido. É o segundo inimigo figadal do PT que vira socialista em pleno voo. No final de agosto, tornou-se presidente do PSB de Santa Catarina Paulo Bornhausen (ex-DEM e ex-PSD), filho do ex-senador Jorge Bornhausen, outro velho desafeto de Lula e do PT. Num mundo de fronteiras ideológicas flexíveis, o PSB diversifica suas atividades. Além de partido, tornou-se clínica de cirurgias plásticas.

 

http://www.youtube.com/watch?v=xAc2_u-rLLA

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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