Major Edson Santos onde está o cadáver de Amarildo?

Dez policiais militares foram indiciados pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, de 43 anos, morador da Rocinha, na zona sul do Rio. Eles são acusados de sequestro seguido de morte e ocultação de cadáver. A polícia também pediu a prisão preventiva dos PMs.

Que os promotores acrescentem os crimes de formação de quadrilha e tortura. Os malfeitores precisam revelar em que cemitério clandestino esconderam o cadáver de Amarildo. Um dos cemitérios de milhares de desaparecidos. Que é fantástica a profissional mágica policial de dar sumiço em suas vítimas.

Major Edson Santos, comandante da quadrilha que matou Amarildo e "pacificador" da Rocinha
Major Edson Santos, comandante da quadrilha que matou Amarildo e “pacificador” da Rocinha

O relatório do delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios, foi finalizado após duas testemunhas acusarem o major Edson Santos de tentar corrompê-las para acusar o traficante Thiago Neris, o Catatau, pela morte de Amarildo.

Para o delegado Rivaldo Barbosa, as provas do inquérito são suficientes para indiciar os suspeitos por tortura e ocultação de cadáver. Os investigadores, porém, ainda apuram onde teria ocorrido a tortura contra Amarildo. Tortura existe em qualquer delegacia.

Santos foi transferido do comando da UPP da Rocinha para o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Até esses dois depoimentos, Barbosa considerava ainda não ter indícios capazes de levar ao indiciamento dos PMs. Os depoimentos das duas testemunhas – mãe e filho de 16 anos, moradores na Rocinha – ocorreram praticamente por acaso. Em 25 de maio, o garoto foi ferido por um tiro de fuzil ao tentar fugir de PMs da UPP, que o acusavam de ligação com o tráfico. Levado à 15.ª DP, ele contou ao delegado Orlando Zaccone que havia acusado Catatau porque Santos lhe oferecera R$ 500 mensais para ele e a mãe.

Além do major, foram indiciados o tenente Luiz Felipe Medeiros, o sargento Jairo da Conceição Ribas e os soldados Douglas Roberto Vital Machado, Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho. Vítor Vinícius Pereira da Silva, Anderson Cesar Soares Maia, Rodrigo Wanderley da Silva e Fábio Brasil da Rocha Graça. Todos negam as acusações.

Esse major Santos e seus quadrilheiros soltos podem eliminar ou intimidar várias testemunhas.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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