Coisa rara de acontecer: jornalistas em greve contra o salário da fome e do medo

charge jornalista

O salário do jornalista brasileiro (para ser espancado e ameaçado de morte e fazer o que o patrão ordena) é humilhante. Quanto mais rica a empresa, mais baixo o salário.

O salário de merda enriquece os barões da imprensa. Os corruptos sempre compram uma mídia para lavar o nome e abrir todas as portas, principalmente as dos palácios e cofres dos bancos oficiais.

O Brasil devia ter uma lei, reivindicada em plebiscito, e aprovada em referendo, igual a do Equador: dono de mídia não pode possuir outros negócios, outros interesses que a imprensa verdadeira, comprometida com o nacionalismo, o patriotismo e o bem geral do povo.

Os jornalistas brasileiros trabalham em gaiolas de ouro e moram no cu do mundo. São pobres de marré deci.

Por que os patrões oferecem apenas um mês de estabilidade? Além de ser um emprego precário e temporário, o jornalista continua sendo despedido a pedido de qualquer Salomé. Nos anos pares de passaralho (barca), quando são recrutadas as equipes para promover campanhas eleitorais. Nos anos ímpares, as demissões em massa para formar uma redação favorável ao previsível adesismo. A política do rei morto, viva o rei. Ou do golpismo, de desestabilização dos governantes contrários ao status quo.

Para evitar  demissões, nos países verdadeiramente democráticos, os empregados elegem os conselhos de redação, com os votos e eleição de jornalistas que não exercem cargos de chefia, cargos de confiança, da máxima confiança do patronato.

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Jornalistas divulgam contracheques para provar que recebem mal no Pará

por Edson Caldas

Os funcionários do jornal Diário do Pará, Portal Diário Online (DOL) e TV RBA, em greve desde a última sexta-feira (20/9) por melhores condições de trabalho, decidiram publicar seus holerites no Facebook para comprovar o valor de seus salários.
A iniciativa surge após o diretor de redação do Diário, Gerson Nogueira, declarar em entrevista ao Portal dos Jornalistas que, apesar das “reclamações”, a média salarial na empresa era “de R$ 2,6 mil, superior inclusive à de cidades como Salvador e Recife”.
Indignados, os trabalhadores começaram a divulgar seus contracheques. Entre as principais reivindicações da greve, está o aumento do atual salário no Grupo RBA, proprietário dos veículos, e um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR). Hoje, repórteres e fotógrafos do grupo ganham em média R$ 1.000 brutos. Com descontos, o salário pode chegar a menos de R$ 800.
“Essa situação vem se arrastando há muito tempo”, relatou Sheila Faro, presidente do sindicato, em entrevista à IMPRENSA na semana passada. “A vontade de mudar, ganhar mais, de ser valorizado e respeitado fez com que, na última assembleia, deliberássemos pela greve.”
Na última quarta-feira (25/9), os jornalistas rejeitaram uma proposta do Grupo RBA. A empresa ofereceu R$ 1.300 de salário e um mês de estabilidade. A presidente do sindicato classificou a proposta como “vergonhosa”.
“A greve continuará por tempo indeterminado até que suas reivindicações sejam atendidas”, declarou a entidade em comunicado. “Para demonstrar flexibilidade nas negociações, o Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA), atendendo às deliberações da categoria, apresentará nova proposta à empresa, com intuito de chegar a um acordo e concluir as negociações.”
jornalista imprensa marrom

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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