A inveja e o premiado jornalista André Beltrão

André Beltrão
André Beltrão
Na inveja que permeia a vida dos incapacitados para o trabalho.
Depois de ganhar o prêmio de melhor Repórter Esportivo do Ceará, fui demitido sem justa causa. Nesta mesma semana, fiz uma matéria com o goleiro Birigui dos juniores do Ferroviário Atlético Clube que ganhou o prêmio de melhor matéria em todos os segmentos do estado Ceará. Essa matéria saiu no Globo Esporte local, e iria passar na edição nacional do Globo Esporte. Um mau caráter chamado Paulo César Norões, que só tem o segundo grau, e trabalhava como repórter porque o pai era diretor da Verdes Mares, resolveu pegar a minha matéria, regravar o meu texto, fazer a passagem e a entrevista com Birigui, e mandar a mesma para o Globo Esporte nacional, com a concordância do pai e do editor do programa. A matéria saiu no Globo Esporte nacional. Reclamei em vão. Uma semana depois fui demitido. Eu ganhava, na época, cinco mil reais por mês, e fui trabalhar na Tv Cidade Sbt, em Fortaleza, por 600 reais.
Na Globo, recebia mais de 300 cartas de telespectadores. Ele recebia umas 10 cartas. A maioria desses imbecis foram demitidos tempos depois, por roubarem à Verdes Mares.
Segui a minha carreira! Esta é uma pequena história sobre a inveja. Um dia,  faço um filme sobre a inveja.
Esse canalha me prejudicou em todos os sentidos, mas ele, e mais ninguém, conseguem tirar a minha dignidade. Sempre fui um Jornalista honesto e competente. Perguntem há quem trabalhou comigo. Confirmem esta história no Ceará. Quem tiver hombridade vai confirmar.
redação liberdade jornalista
Nota do redator do blogue: publico o testemunhal de André Beltrão por vários motivos. Primeiro para enaltecer seu idealismo e amor à profissão. Idem para afirmar que o Brasil precisa de uma política de direitos autorais que proteja os jornalistas e não os empresários. E mais: as redações são gaiolas de ouro, e os jornalistas trabalham como prisioneiros, que a profissão está demasiadamente hierarquizada por feitores que promovem assédio moral, assédio sexual, stalking e censura.
O paradoxal da história da Imprensa: o ditador Getúlio Vargas, no Estado Novo, regularizou o trabalho do jornalista. Trinta anos depois, o triunvirato da ditadura militar de 64 regularizou a profissão. 
Sabe o ditador que o dono do jornal não tem a ousadia de ser oposicionista.  
Vários nomes da imprensa (PJ) contratam uma equipe de terceirizados, preferencialmente estudantes e velhos jornalistas da lista negra, que escrevem as matérias que o figurão assina.
Acontece o mesmo com renomados marqueteiros (marreteiros), na maioria ex-contatos de agências de publicidade, analfabetos em ciências política e comunicação social. No caso do Mensalão: foram punidos Marcos Valério, um vendedor, e seu sócio diretor de arte. Um profissional de criação não tem tempo para se envolver em negociatas, e nada conhece dos feudos  da corrupção, desde que passa as 24 horas do dia preocupado em encontrar e planejar a estratégia de campanhas de publicidade e/ou propaganda, em idealizar os melhores filmetes, spots e jingles, em escrever o texto preciso , em selecionar a foto ícone, em resumir a mensagem em um slogan e em um símbolo. Coisa que os Marcos Valério não sabem fazer.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

2 comentários em “A inveja e o premiado jornalista André Beltrão”

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