Para a polícia não existe outra rota de investigação. Marcelo matou os pais e avós e foi à escola revelar a chacina para os amigos

PSICÓLOGOS INFANTIS

Fonte G1: De acordo com depoimentos dados à Polícia Civil de São Paulo por cinco colegas de escola, Marcelo Pesseghini, principal suspeito de matar a família e se suicidar em seguida, o adolescente se queixava que se sentia “sozinho” mesmo quando seus pais, que eram policiais militares, voltavam cansados do trabalho. Está sendo investigado se o casal passava por alguma crise conjugal e se isso poderia ter contribuído de algum modo para o estudante de 13 anos cometer os crimes. Os parentes da vítima não acreditam que o garoto seja o assassino.

[Puxa, que coisa incomum: os pais chegavam cansados do trabalho…]

“Me sinto sozinho”, disse Marcelo aos amigos do Colégio Stella Rodrigues, segundo eles contaram ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O órgão investiga a autoria da chacina ocorrida entre os dias 4 e 5 de agosto dentro de duas casas num mesmo terreno na Brasilândia, na Zona Norte da capital.

O DHPP pretende ouvir ainda na próxima semana mais dois amigos do colégio que teriam aparecido caminhando ao lado de ‘Marcelinho’, como era chamado, em imagens gravadas por câmeras de segurança. A investigação também quer colher os depoimentos de cinco policiais militares que poderiam ter entrado nas residências onde as vítimas foram encontradas mortas. Mais de 40 pessoas já falaram com o departamento.

[Puxa, estes cinco policiais ainda não foram ouvidos!… Seriam eles os policiais da quadrilha de assaltantes de caixas eletrônicos, denunciados pela mãe de Marcelo, que morreu ajoelhada pedindo clemência?]

Também são aguardados os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), da Política Técnico-Científica, para corroborar com a tese

[para corroborar com a tese, não sendo para isso não servem?]

de que Marcelinho assassinou com [certeiros] tiros nas cabeças [para cada morto uma bala]: os pais, o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, e a cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, a avó materna Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos. Em seguida, o investigado teria se matado com um disparo na cabeça. A arma usada foi uma só: a pistola 40 da mãe.

foto pai mão e filho

avó materna Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos
Avó materna Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos
Tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos
Tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos

O motivo dos assassinatos e do suposto suicídio ainda não são conhecidos. O objetivo dos policiais com os depoimentos e com os laudos é o de traçar o perfil psicológico do garoto de 13 anos; tentar esclarecer o caso e entender quais teriam sido as razões que levaram Marcelinho, o único suspeito, a cometer os crimes. Entre as hipóteses estão a de surto psicótico desencadeado por algum grande trauma. O estudante morava com os pais num dos imóveis. No outro ficavam a avó e a tia-avó. Quando não estava em casa, ia para a escola ou estava fazendo tratamento contra uma doença genética que tinha. Segundo relatos de testemunhas, ficava a maior parte do tempo em casa, mesmo durante as brincadeiras com os poucos amigos que possuía.

LÍDER

Desde o dia dos crimes, algumas informações levadas ao conhecimento do DHPP, principalmente por conta dos depoimentos dos colegas, mostram que Marcelinho havia criado um grupo, “Os Mercenários”, inspirado no game “Assassins Creed”.

[Quem cria grupo assume o papel de líder. Sinaliza que era um garoto com mando sobre os colegas]

No dia do crime, Marcelo estava cabisbaixo dentro da sala de aula, e um dos amigos perguntou, brincando: ‘tentou matar a avó de novo e não conseguiu?’ Marcelo respondeu ‘não, hoje consegui’. Um dos meninos disse também que naquele dia antes de entrar na sala de aula, Marcelo foi pra uma roda de amigos e disse ‘hoje matei meus pais’.

[Que bando de garotos insensíveis. Um amigo revelar que matou os pais jamais merecer nenhum comentário de desaprovação…  E a informação de um crime hediondo, mais fantasiosa que possa parecer, ser guardada como segredo, ou ser motivo de galhofa]

Um dos garotos falou que um dia Marcelo chegou à escola com um ferimento no rosto. O amigo perguntou o que era. Ele disse que havia atirado com uma pistola 40, e o tranco da arma o machucou.

Outro depoimento revelou que um dia Marcelo chegou à escola orgulhoso e contente dizendo ‘hoje meu pai matou dois bandidos’.

[A polícia já ouviu “cinco colegas” de Marcelo, e vai interrogar mais “dois amigos”. Pelos menos, para sete companheiros de escola, Marcelo fazia confidências. Não era uma pessoa sozinha, isolada, tudo indica bem falastrão. Tinha orgulho do pai, de matador que era]

Confira

[Impressionante as fotos. Todas sem marcas de sangue… Parecem pessoas dormindo em paz…]

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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