Quem matou Geralda Guabiraba, na Pedra da Macumba? Por que jornalistas que investigaram o crime foram ameaçados de morte?

A morte de Geralda Guabiraba “guarda mistérios”, sim, que jornalistas foram ameaçados de morte. Tanto que a TV Record parou com o jornalismo investigativo. A polícia descobrindo quem ameaçou a jornalista Leniza Krauss e o produtor Lumi Zúnica chegaria ao criminoso ou quadrilha envolvida.  Acontece que a polícia nunca leva em conta as ameaças a jornalistas. Quando quem matou Geralda Guabiraba deve ser um psicopata, uma pessoa profundamente doente, ou um sádico, um serial killer, capaz de todo tipo de selvajaria para encobrir crimes hediondos.

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Cena de crime, Pedra da Macumba guarda mistérios

por André Caramante

A entrada da fazenda Trovão sempre está forrada de garrafas de bebida (inteiras e quebradas), copos, restos de animais e de frutas, panos, charutos, esmaltes, vasos e flores, além de muitas velas.

À esquerda do portão, às margens da altura do km 8 da Estrada da Santa Inês, em Mairiporã (Grande São Paulo), fica a Pedra da Macumba, assim chamada por ser usada por praticantes de religiões afro-brasileiras para fazer suas oferendas.

Lá, Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba, 54, foi encontrada morta à 0h45 do dia 14.

O corpo de Geralda, mulher de José Pereira Guabiraba, um dos diretores comerciais do Grupo Estado, estava sem olhos e sem a pele e a musculatura do rosto.

Segundo os legistas, Geralda morreu em decorrência de um corte no pescoço, além de ter recebido uma pancada nas costas, possivelmente quando estava ajoelhada.

O trecho da Estrada da Santa Inês onde fica a pedra é uma região onde poucas pessoas circulam a pé.

Sem calçadas e cercada por mato, a estrada é uma das rotas para os moradores dos condomínios de alto padrão no pé da serra da Cantareira.

SENTIMENTO DIFERENTE

“Ah, moço, a gente sente uma coisa diferente quando passa por aqui. É algo que não dá para explicar direito, mas a gente sente mesmo”.

Assim o pedreiro Oscar José Siqueira, 53, descreve a Pedra da Macumba, distante 500 metros de sua casa.

“Naquele sábado pela manhã, quando passei aqui, vi o corpo. As poucas pessoas que moram aqui só falam disso, afirmou Siqueira.

A polícia trabalha com as hipóteses de que Geralda tenha sido morta por vingança ou atraída para a pedra para participar de algum ritual.

Do apartamento onde Geralda vivia, no bairro Lauzane, na zona norte, até a pedra são 10 km de distância.

A polícia sabe que Geralda saiu de casa na sexta-feira 13 sozinha em seu carro.

Um comerciante disse ter visto o carro na estrada, por volta da 1h30 do sábado, com um homem forte ao volante. Um outro veículo o seguia.

O celular e o computador da dona de casa são investigados. Dois dias após o crime, alguém usou o computador de Geralda para pesquisar sobre um tipo de veneno conhecido como chumbinho.

Caso continua sem resposta

Fernando Mellis, do R7

Amiga de Geralda disse que dona de casa tinha confissão a fazer antes do crime

Na madrugada de sábado, 14 de janeiro de 2012, o corpo da dona de casa Geralda Guabiraba, de 54 anos, foi encontrado em um lugar conhecido como Pedra da Macumba, em Mairiporã, na Grande São Paulo. A mulher estava caída, com os dois braços abertos e uma cesta em cada mão. Havia um corte profundo no pescoço dela. A pele do rosto tinha sido cortada, com precisão cirúrgica, e os olhos arrancados. Um ano depois da morte, o inquérito continua parado no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), sem suspeitos para o assassinato.

investigação foi transferida da Delegacia de Mairiporã para o DHPP no começo de março de 2012. O diretor do departamento, Jorge Carlos Carrasco, chegou a dizer, com base em depoimentos, que a vítima poderia ter se suicidado e depois ter sido atacada por algum animal silvestre. Porém, segundo a promotora do caso, Fernanda Pimentel Rosa, a hipótese foi descartada pelo Ministério Público depois que os resultados dos exames do IML (Instituto Médico Legal) foram analisados.

— Com base no laudo necroscópico e nos laudos da exumação, ficou comprovado que a causa da morte foi um corte profundo no pescoço, o que afasta a possibilidade de ter havido suicídio. Os laudos também excluem a possibilidade de ataque por animais.

Laudos

O exame necroscópico feito no corpo da dona de casa confirmou que a causa da morte foi esgorjamento (degolamento). Além disso, foi constatado que ela tinha ingerido chumbinho — veneno popular usado para matar animais domésticos.

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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