Quem defende os direitos humanos recebe ameaça dos que prendem e arrebentam

 

Policia-gaucha-investiga-Latuff

Quando o Congresso Nacional fará uma investigação sobre as organizações criminosas que suicidaram Mosquito, que levaram ao exílio  André Caramante, Mauri König e que, também, ameaçam de morte Lúcia  Rodrigues, Carlos Latuff, para citar casos recentes?

“Essas organizações policiais, que reúnem não só membros ativos das forças de repressão, como também simpatizantes com perfil fascista, anti-comunista, anti-petista, machista e homofóbico. É sabido que dois desses perfis, Fardados e Armados e Rondas ostensivas tobias de aguiar “Rota” estão incitando seus membros a tomarem ações violentas contra mim”, denunciou Latuff.

O Brasil, campeão de censura judicial contra blogueiros que denunciam a corrupção, permite que a internet seja usada para as mortes anunciadas de jornalistas, poetas, escritores e artistas.

Há uma explícita mea culpa mea maxima culpa nesses blogues quando atacam os desfensores dos direitos humanos. 

LATUFF É MEU AMIGO, MEXEU COM ELE, MEXEU COMIGO!

 

latuff1

por Ivam Pinheiro

 

Carlos Latuff está entre aqueles que lutam contra a opressão do capital e por uma sociedade justa e fraterna. Antes de tudo, é um humanista, internacionalista e revolucionário, que sofre as dores dos oprimidos, seja onde for.

Militante corajoso, independente, coloca sua arte, sempre inteligente e radical (no bom sentido da palavra), a serviço da esquerda de todo o mundo e da humanidade. Uma charge de Latuff vale mais que muitos manifestos, fala por si, emociona.

Mais uma vez, Latuff está ameaçado de morte.

Justamente indignado com a violência policial, fez, em suas próprias palavras, uma “provocação” em torno do assassinato de um casal de PMs paulistas.

Por mais que a emoção o tenha levado a exagerar o tom da “provocação”, temos a obrigação política e moral, os revolucionários e progressistas, de lhe prestar solidariedade e blindá-lo diante das ameaças de que tem sido vítima, por parte de fascistas que tentam se aproveitar de um momento de compreensível destempero verbal do nosso Latuff.

É bom que saibam os que o ameaçam do carinho que lhe devotam um incalculável número de pessoas e organizações políticas e sociais no mundo todo.

E que depois do “Cadê o Amarildo?”, os matadores, com ou sem farda, de carreira ou de aluguel, vão ter que pensar muito antes de assassinar covardemente um ser humano, seja ele um pedreiro ou um artista. Não mais os deixaremos em paz, a cada covardia.

Com nossa solidariedade, sabemos onde estará por muitos anos o jovem Latuff: numa prancheta, com sua pena implacável contra as opressões e em nossas manifestações contra elas, com a alegria dos que lutam por uma sociedade onde todos nos possamos chamar de companheiros.

fuleco-remocoes

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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