Quantos brasileiros vão morrer de frio neste inverno?

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Publica o Portal Terra: Enquanto turistas festejam a chegada da neve na região serrana de Santa Catarina, o frio extremo começa a causar os primeiros estragos no Estado. Aulas foram suspensas, uma cidade decretou situação de emergência e  um morador de rua morreu em decorrência das temperaturas baixas. Em Biguaçú, cidade localizada na região metropolitana de Florianópolis.

Informa o Correio Braziliense: No município de Sinimbu, no Rio Grande do Sul, um homem de 53 anos foi encontrado morto em uma propriedade rural.

Quantos já morreram de frio, eis a pergunta neste Brasil de moradores de rua, de sem teto, de sem terra e favelados?

O Jornal do Comércio do Recife, compadecido e alarmado, faz uma longa reportagem: O vento forte e a queda na temperatura causaram a morte de pelo menos 40 mil pintinhos desde o início da semana em granjas da região de Sorocaba. Confira o relato do piedoso e matemático jornalismo.

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De acordo com o diretor responsável pelo setor de Urgência e Emergência da Santa Casa, em Passos, Minas Gerais, o médico José Ronaldo Alves, nesse período de inverno, o crescimento verificado é de até 40% nos atendimentos hospitalares.

Gripe, resfriado, pneumonia, sinusite, bronquite e outras doenças respiratórias são bastante comuns. Verifica-se, também, crescimento das doenças cardíacas como os infartos. As crianças e os velhos são as principais vítimas.

chuva enchente capitalismo charge

Quando as chuvas desabam pontes, casas, os governadores, que nunca realizam obras para evitar as tragédias anunciadas, correm para Brasília a choramingar milhões de reais. E, pelo visto e não visto, constroem cidades invisíveis e castelos no ar. É uma dinheirama que a chuva lava.

Que tem muita gente com frio, tem. Eis a prova:

Solidariedade e protesto nos seis meses da tragédia em Santa Maria

Familiares e amigos das 242 vítimas entregarão agasalhos

A manhã ensolarada deste sábado – dia em que a tragédia da boate Kiss completa seis meses – foi marcada por atos em homenagem às 242 vítimas do incêndio de 27 de janeiro, em Santa Maria. Por volta das 10h, familiares e amigos das vítimas começaram a se encontrar na Praça Saldanha Marinho e no Calçadão Salvador Isaía. O ato começou às 11h e o clima colaborou, com temperatura de 14ºC e sol a pino.

Os autores da homenagem estavam de preto, simbolizando luto. Entre os assuntos das conversas, relatos de saudosismos contrastavam com um sentimento uníssono de indignação e de perplexidade, pela soltura dos dois proprietários da casa noturna e dos dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira.

O protesto foi organizado por membros da Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia em Santa Maria (AVTSM). Desta vez, mesclado com solidariedade. Peças de roupas das vítimas estão sendo arrecadadas para doação à comunidade. São peças de inverno, agasalhos e casacos na maioria, que formam um kit. As vestimentas foram depositadas em caixas junto a uma barraca, que marca o ponto de encontro mensal dos parentes dos mortos no incêndio.

O grupo, de cerca de 60 pessoas, vestindo túnicas pretas saiu em caminhada pelo Calçadão e ruas centrais da cidade. Ao longo do trajeto, eles pedem doações de roupas e alimentos.

inundação enchente chuva

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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