Quanto o Brasil gasta com armas não letais de mentirinha?

Conquista do Império Inca
Conquista do Império Inca

 

Informam os governos estaduais que, seguindo determinação de protocolos internacionais, as secretarias da Segurança Pública (SSP) e as Polícias Militares continuarão utilizando os armamentos não-letais necessários para coibir atos de violência durante manifestações populares.

Os governadores, notadamente nos Estados que construíram estádios inacabados para a Copa das Confederações, mentem quando afirmam que tais armas somente são usadas com o objetivo de garantir a ordem pública, depois de esgotadas exaustivamente todas as tentativas de negociação, e apenas em situações de extrema necessidade. Terceira mentira: Acrescentam que todos os excessos serão punidos.

A primeira mentira: canhão sônico, gás lacrimogêneo, bala de borracha e taser são armas que matam.

E mais: nas guerras de conquista das Américas, as armas mais temidas pelos índios, nos confrontos com os brancos europeus, eram os cavalos, treinados para pisotear pessoas; e os cachorros, para comer carne humana. Isso ainda acontece. Basta relembrar o caso do goleiro Bruno.

 

Desenho do grande cronista índio Felipe Huaman Poma de Ayala
Desenho do grande cronista índio Felipe Huaman Poma de Ayala

Nenhum dos governadores revelam o gasto secreto para adquirir tais armamentos. E, principalmente, as negociatas realizadas no comércio e no tráfico de armas.

Garanto que gastam mais com canis, baias e cocheiras do que com creches. E muito com armas, do que com livros.

indignados polícia livro

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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