Para onde vai o dinheiro do imposto sindical dos jornalistas?

Finalmente algo acontece na comportada redação: o terrorismo dos velhinhos que perderam as eleições do Sinjope. Os onze pés-na-cova tiveram quatro votos
Finalmente algo acontece na comportada redação: o terrorismo dos velhinhos que perderam as eleições do Sinjope. Os onze pés-na-cova tiveram quatro votos

Todo sindicato confessa que tem uma pobreza de Jó. Principalmente o dos jornalistas. Começa pela Fenaj – um antro de pelegos da CUT.

Existem treze sinônimos para dois sentidos da palavra antro:

1. seio. Os ladrões deitam a cabecinha e dormem no luxo e na luxúria. São malucos por congressos internacionais, viagens, hospedagem em hotéis de luxo.

2. algar, catacumba, caverna, cavidade, cova, covil, fantasma, fossa, furna,gruta, lapa, toca.

Valem todos os sinônimos para definir o sindicalismo brasileiro.

Os pelegos nunca explicam onde enterram as botijas de ouro e prata do dinheiro dos associados, do imposto sindical & outros, dos convênios e ajudas e mais ajudas dos governos federal, estaduais e municipais.

Primeiro sinal de que existe dinheiro em jogo: são capazes de tudo para não perder a boca: até de matar. As páginas policiais registram vários assassinatos. Transcrevo notícia do Estadão sobre as eleições do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo – Sindmotoristas, nos dias 25 e 26 de julho:

Definitivamente a briga pelo controle do Sindimotoristas – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo não tem como principais motivos questões ideológicas ou a sede pela representatividade de uma categoria.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus em São Paulo movimenta por ano milhões de recursos.

Mas reportagem do jornal O Estado de São Paulo relembra uma série de denúncias sobre movimentações ilegais de muito dinheiro por parte da atual diretoria do Sindicato e da ala de oposição.

Presidente do Sindicato desde 2004, Isao Hosogi, o Jorginho, é acusado pelos adversários de desviar R$ 500 mil por mês de contratos de planos de saúde, compras de cestas básicas e convênios com farmácias, mercados e outros estabelecimentos. Assassinatos de sindicalistas e de motoristas nas portas das garagens foram atribuídos a esta denúncia.

Jorginho teria, segundo a oposição, uma casa de alto padrão em Itanhaém e outra em Ilha Bela, no Litoral de São Paulo, além de um patrimônio de R$ 16 milhões.

Já a situação acusa os oposicionistas de diversas irregularidades e envolvimento em vários crimes.

Um dos “cabeças” de chapa de oposição, “Valdevan Noventa” há cerca de cinco meses, antes de romper com Jorginho, era diretor justamente de finanças do sindicato.

Ele foi investigado por suspeita de “lavar” dinheiro do tráfico de drogas da favela do “Paraisópolis” em lotações da cidade de Taboão da Serra.

O vice dele, Edivaldo Santiago, que esteve à frente de uma das maiores greves de ônibus da cidade de São Paulo, era parceiro de Jorginho. Ele também é suspeito de enriquecimento ilícito.

Há ainda poucas investigações sobre a atuação de sindicalistas.

Também há suspeitas de relacionamentos irregulares, onde o dinheiro fala alto, entre o Sindicato e funcionários de diversos escalões da SPTrans, da Secretaria Municipal de Transportes e até de empresas de ônibus.

A “caixinha” de R$ 5 mil para pretendentes a vagas em diversas funções na Via Sul Transportes, envolvendo membros do sindicato, nunca foi levada a sério pelas autoridades responsáveis por investigações.

Nos últimos dois anos, há registros de pelo menos 19 mortes com suspeitas de envolvimento direto em questões do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus.

Pelo imposto  sindical, a receita é de R$ 1,4 bilhão.

FENAJ MORDE QUANTO DO IMPOSTO SINDICAL? E OS SINDICATOS DE JORNALISTAS?

Ninguém fala desse dinheiro.

O governo facilita por que não pede prestação de contas. É um dinheiro que pode ser gasto com:

a) assistência jurídica;

b) assistência médica, dentária, hospitalar e farmacêutica;

c) assistência à maternidade;

d) bolsas de estudo;

e) cooperativas;

f) bibiotecas;

g) creches;

h) congressos e conferências;

i) auxílio-funeral;

j) colônias de férias e centros de recreação;

l) estudos técnicos e científicos;

m) finalidades desportivas e sociais;

n) educação e formação profissional;

o) prêmios por trabalhos técnicos e científicos.

(Continua)

Por que as urnas voadoras (drones) das eleições do Sinjope foram pilotadas pela CUT?
 
ovelha_carnivora

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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