A polícia dos governadores: Onde gastariam os estoques de armas não-letais, conquanto, no mínimo, letais à dignificação da pessoa humana, quando não à individualidade biológica mesmo?

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O problema é que a polícia age como mero agente repressor

por Humberto Guedes

Há problemas de comando e de preparo, planejamento mesmo, prejudicando a Polícia Militar enquanto força de segurança, em nosso caso voltada contra o povo desde a criação.

A polícia age como mero agente repressor. Portanto, é despreparada para mera ação aparadora de arestas, dos eventuais excessos passíveis de acontecer em manifestações populares de grandes números.

Ou seja, ao invés de identificar (infiltração, comunicação e filmagem – certo senhores estrategistas?) e prender os vândalos, que, diga-se, representam coisa de menos 0,3%, sim, menos de meio por cento dos manifestantes, leia-se, cidadãos exercendo seus direitos constitucionais, os “militares” a serviço de encastelados civis, num misto de cretinice, pois muitos são cretinizados para obedecer, e canalhice, pois alguns não estão nem aí para as leis mesmo, saem batendo em todo mundo indiscriminadamente.

Esta incompetência planejada atende aos covardes e aterrorizados governantes, que se acham eleitos para mandar ao bel-prazer nos demais predestinados a obedecer – claro, na mentalidade deles, ainda não familiarizada com noções como república, democracia, estado de direito, dignificação da pessoa humana, sociedade livre, justa e solidária etc., em que pese haverem jurado cumprir a Constituição em que estes princípios estão esculpidos.

Ademais, onde gastariam os estoques de armas não-letais, conquanto, no mínimo, letais à dignificação da pessoa humana, quando não à individualidade biológica mesmo?

E deveríamos dar graças, vez que, nas “comunidades”, saem dando tiro de fuzil mesmo, em remate à sua monstruosa concepção de segurança pública.

Saudações libertárias e desoladas.

BRA_OPOVO fortaleza protesto

NOTA DA REDAÇÃO DA TRIBUNA DA IMPRENSA – Guedes tem razão. Falta inteligência (em todos os sentidos) à PM. No caso das passeatas, é só proibir que fiquem com os rostos cobertos. Se estiverem com máscaras ninjas, vamos logo levando para averiguações. Simples assim. Os próprios (e verdadeiros) manifestantes apoiarão isso. (C.N.)

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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