TSE deseja consulta popular este ano?

Custa mais de R$ 500 milhões

por Iolando Lourenço e Renata Giraldi

Colaborou Débora Zampier

Agência Brasil

vote

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima que a realização de uma consulta popular sobre a reforma política poderá custar cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos, caso a convocação ocorra ainda este ano. A previsão leva em conta números atualizados das últimas eleições municipais, realizadas em 2012, que custaram R$ 395 milhões, uma média de R$ 2,81 por eleitor. [Este custo teve uma auditoria independente?  Tudo na justiça fica acima do teto].

Além dos R$ 500 milhões estimados pela Justiça Eleitoral, há despesas também com a publicidade para esclarecimento do eleitorado nas emissoras de rádio e televisão, assim como na mídia impressa e online.  No ano passado, a produção da campanha Voto Limpo, para veiculação gratuita em rádio e televisão, custou R$ 2,8 milhões ao TSE. [Pagou caro. Me dê este dinheiro que faço um longa metragem]

Uma vez definido o modelo de consulta, a empresa responsável pela publicidade precisa de pelo menos 30 dias para preparar o material [Trata-se de uma empresa incompetente. Fica minha sugestão: que as agências de publicidade e os estudantes das faculdades de Comunicação apresentem projetos. As agências costumam super faturar para os três poderes. Digo como ex-dono de agência, com várias campanhas realizadas, e como ex-professor de propaganda política, de publicidade comercial e de comunicação governamental].

É necessário também calcular os custos relativos ao deslocamento de eleitores em áreas distantes do país, principalmente no meio rural. [Quem paga o transporte nas eleições? Isso não é proibido?] A consulta popular poderá ficar mais cara devido ao aumento do eleitorado e à necessidade de reforçar a segurança nos locais de votação, resultado dos protestos recentes que tomaram o país. Em 2012, os gastos com a Força Nacional somaram R$ 24 milhões [Uma disputa eleitoral é diferente. Existem bandos de corruptos que disputam os cargos. Eles brigam e matam para possuir os rentáveis negócios de uma prefeitura, por exemplo].

O Executivo sugeriu como possíveis datas os feriados de 7 de Setembro ou 15 de Novembro, mas ainda há a opção de realizar a consulta com as eleições presidenciais do ano que vem, reduzindo custos. Em 2010, os acrianos votaram em referendo sobre o fuso horário local no segundo turno das eleições daquele ano. [Acontece que o povo já esperou demais pelas reformas no judiciário, no executivo, no legislativo.

Na Agência Brasil, para escrever uma notícia de cinco parágrafos são precisos três jornalistas. Parece a justiça eleitoral, que trabalha nos anos ímpares. E, possivelmente, paga horas extras nos anos pares

As elites brasileiras têm mais medo de plebiscito e referendo, que o diabo da cruz.

Parece que o TSE, pela primeira vez na sua história, teme os gastos com uma consulta popular].

transporte

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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