A propósito de vandalismos

por Vittorio Medioli 

É realmente deplorável assistir a atos de vândalos que queimam carros, quebram vidraças, saqueiam lojas e, mais ainda, ver jovens arriscando-se sob chuva de bombas lacrimogêneas, mesmo aqueles pacíficos em seu direito de se manifestar que, atingidos na cabeça, podem ser mortos ou ter um olho esmagado por uma bala de borracha. Balas que se usam apenas em países incivilizados ou ditaduras. O vandalismo coloca em risco policiais, também insatisfeitos e inocentes, ao soldo de governantes que não elegeram.

O vandalismo mostrado nas telas, e comentado com desgosto e semblante fechado, revolta muita gente em suas casas. Deplorável a quebra de vidraças do Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ninguém concorda com isso. Agredir uma obra de arte projetada por Oscar Niemayer, admirada internacionalmente e que conserva obras de artistas famosos, despertou ao vivo as preocupações de milhões de pessoas. Um prédio tão genial, inspirador de milhares de outros em todo o planeta, palácio que hospeda a câmara dos botões do sistema diplomático do Brasil.

Depois ouvi dizer que vandalismo com o patrimônio e o dinheiro público é ter aberto, nos últimos dez anos, cerca de 50 novas embaixadas que se reportam a esse Itamaraty, a maioria em países exóticos e paradisíacos, dotadas com um mínimo de 25 funcionários. Nelas o embaixador mais simples ganha R$ 50 mil, o mais estrelado, R$ 70 mil, o funcionário de nível inferior, cerca de R$ 25 mil, entre o salário propriamente dito e as “verbas”. O custo de uma embaixada, segundo os dados que se podem encontrar fora da caixa-preta do Itamaraty, aponta um mínimo de R$ 10 milhões a cada ano por uma embaixada de menor porte. Nessa categoria se enquadra uma dúzia em paraísos caribenhos cercados de mar azul e fora da rota turística. Hoje o Brasil possui 92 embaixadas megalomaníacas cobiçadas por aliados e partidários que procuram o “dolce” e bem-remunerado “far niente”.

São Vicente e Granadinas (população de 121 mil), Santa Lúcia (162 mil), São Cristóvão e Nevis (51 mil), Barbados (279 mil), Antígua e Barbuda (88 mil) por um total geral de 701 mil habitantes, na mesma região, provavelmente custam mais de R$ 50 milhões por ano.

Transcrito O Tempo/ Tribuna da Imprensa/ Continua

 Notas marginais do retador do Blogue:
SÃO VICENTE E GRANADINAS
É um país das Caraíbas localizado nas Pequenas Antilhas. Sua cidade mais populosa é  Kingstown, com 24 mil e 518 habitantes.
sao vicente
Localização de São Vicente e Granadinas
Localização de São Vicente e Granadinas
SANTA LÚCIA
É um país insular das Pequenas Antilhas, no Caribe, próximo à MartinicaSão Vicente e Granadinas e Barbados. Seu nome foi dado por Cristóvão Colombo, que ali esteve, em 1502.
Castries sua cidade mais populosa: 12 mil 980 habitantes.
Santa Lúcia, considerada o quinto melhor lugar do mundo para passar a lua de mel
Santa Lúcia, considerada o quinto melhor lugar do mundo para passar a lua de mel
Santa Lucia, considerada o quinto melhor lugar do mundo para passar a lua de mel
Santa Lucia, localização
.
SÃO CRISTÓVÃO E NEVIS

Federação de São Cristóvão e NevesNevis ou Névis é um Estado soberano do Caribe ou das Caraíbas, mais propriamente parte das ilhas de Barlavento, e constituído pelas ilhas de São Cristóvão e Nevis. É também o menor país das Américas em extensão territorial e em número de habitantes.

A capital e sede do governo do Estado federado é Basseterre, com 12 mil e 920 habitantes, na ilha de São Cristóvão. A ilha menor, Neves, situa-se a três quilómetros de São Cristóvão, ficando esta separada por um estreito pouco profundo a que localmente se chama The Narrows.

 Basseterre
Vista de Nevis, a partir de São Cristovão
Vista de Nevis, a partir de São Cristovão
Localização de São Cristóvão e Nevis (em verde) no Caribe
Localização de São Cristóvão e Nevis (em verde) no Caribe

BARBADOS

 É o país mais oriental das Caraíbas (Caribe), situado no Oceano Atlântico, a leste de Santa Lúcia e de São Vicente e Granadinas, na área conhecida como Índias Ocidentais. Sua capital é Bridgetown, com 98 mil e 511 habitantes.

Conquistada pelos espanhóis em 1492, foi visitada pelos portugueses de 1536 até 1625. Nesta data foi reclamada pelos britânicos em nome de Jaime I de Inglaterra.

Manteve-se como colónia britânica até 1966.

Bridgetown

Localização de Barbados
Localização de Barbados

ANTÍGUA E BARBUDA

É constituído por 37 ilhas situadas entre o mar do Caribe (mar das Caraíbas e o Oceano Atlântico. É constituída por duas grandes ilhas, Antiga e Barbuda, e outras seis ilhotas: Great Bird, Green, Guinea, Long, Maiden e York; além de outras 29 ilhotas desabitadas. Separada por poucas milhas marítimas, o arquipélago faz parte das ilhas de Barlavento das Pequenas Antilhas, na América Central.

Os primeiros habitantes das ilhas surgiram há cerca de 4 400 anos. Em 1493, elas foram conquistadas por Cristóvão Colombo que as batizou, e colonizou em nome do reino da Espanha. Tal estatuto durou até 1667, quando foram vendidas à Grã-Bretanha, tendo estado sob soberania britânica até à sua independência em 1981.

St Johns, Antiga
St Johns, Antiga
Localização de Antígua e Barbuda
Localização de Antígua e Barbuda

PARIS, DOCE TURISMO

O Itamaraty chegou a pensar em criar uma embaixada na Martinica. Cobiça pirata desvanecida, quando um assessor de imprensa avisou que a Martinica continua colônia francesa.

Quando começaram as ondas de protesto, estavam em Paris Dilma, Geraldo Alckmin, Sérgio Cabral, os prefeitos de São Paulo, de Santa Maria do beijo da morte na boate Kiss, e mais três G-8 e respectivas cortes.

Sérgio Cabral só vive lá, lá em Paris, desejoso de ficar lá de vez, como embaixador, depois de deixar o governo do Estado do Rio de Janeiro em 1 de janeiro de 2015. Ele sonha colocar o pezão lá, para continuar um vida “merecida” de luxo e repentina riqueza.

Misterioso mesmo é que não existe nenhum mapa com as ilhas do Brasil, classificadas em oceânicas, marítimas e fluviais. O Brasil não tem mar, isso é verdadeiro. Falso, enganador é informar que o Brasil possui poucas ilhas, que são dadas como concessões pelo governador geral das ilhas, de identidade desconhecida.

Os donatários das ilhas doadas possuem luxuosas moradias. Coisa de faraó. Ou vendem as outorgas por vários bilhões de dólares a piratas de várias bandeiras.

As ilhas são paraísos aqui na terra. Esse vandalismo constitui um perigo para a soberania nacional. Ninguém sabe o que existe e o que acontece nas ilhas.

Fonte: Wikipédia/ Google

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s