Os jornalistas acharam linda a pobre seleção do Taiti. Por quê?

por Moacir Japiassu

 

Nossos jovens narradores e comentaristas esportivos adoraram a presença da seleção do Taiti entre os grandes, mas Janistraquis, veteraníssimo de muitos outros episódios futebolísticos pela vida afora, pede licença para expressar seu sentimento de discórdia:

“Será que é mesmo com o coração de Mamãe Joana que deveremos avaliar a presença dos taitianos, com seus 24 gols contra e apenas um a favor?

É algo comovente, reconheço, o comportamento de abundosa alegria daqueles que praticam um futebol indigente e que a incúria dos cartolas tentou transformar em atração turística nesta Copa das Confederações.

Na verdade, o grandioso gesto o que fez foi destruir a luta dos craques pela artilharia da competição, pois não há de merecer respeito quem enfiou 4 ou 5 gols num adversário inopioso.

Nossos jornalistas esportivos vivem a repetir que futebol é coisa séria, mas são os primeiros a jogar a razão para escanteio diante do mais extravagante apelo à  pieguice. Nota zero para todos eles.”

Meu desabusado amigo e assistente de trabalho está coberto de razão; afinal, se o futebol deixou de ser a tal “coisa séria” que sempre apregoou, o jornalismo esportivo deveria continuar a merecer algum respeito.

tati - jiSeleção de futebol do Taiti é destaque no ‘Jornal da ImprenÇa’ (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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