Belo Horizonte uma zona. Uma zona de guerra

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Manifestantes foram ouvidos na tarde desta terça-feira (25) em uma reunião extraordinária na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo o deputado Durval Ângelo, os militantes denunciaram abusos policiais praticados durante o protesto do último sábado (22) em Belo Horizonte.

Ainda segundo o parlamentar, denúncias muito sérias foram apresentadas na reunião. Uma delas foi um depoimento do médico Giovano Iannotti que afirmou ter tido uma arma apontada para si quando atendia o primeiro manifestante a cair do viaduto José Alencar e que a polícia negou socorro à vítima. “Além disso, ele denunciou que havia um policial mascarado que inclusive deu garantia para que ele atendesse ao ferido”, afirmou o deputado.

Durval Ângelo disse também que um cadeirante denunciou ter sido alvo de várias balas de borracha da Polícia Militar (PM) durante os protestos e foi atingido na barriga quando algumas pessoas tentavam ajudá-lo a sair do local. Outra denúncia foi de uma manifestante que afirma ter sido atendida com grosseria por um médico do Instituto Médico-Legal (IML). “Estamos tentando agora identificar esse médico”, garantiu. (R7)

Investigação

Membros da Comissão também demonstraram preocupação com o fato de que profissionais como advogados, médicos e jornalistas possam ter sua atividade cerceada durante os atos. Para viabilizar o trabalho dos advogados e a assessoria jurídica aos participantes, foi levantada a possibilidade de que seja indicado um local único para onde seriam levados os detidos durante as manifestações.

Paralelo ao trabalho da comissão, a Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu processo investigatório sobre as denúncias de abuso. Estão sendo analisados mais de 1.500 vídeos e diversos depoimentos de manifestantes e policiais para que as responsabilidades sejam verificadas. Uma das medidas foi solicitar à Prefeitura que disponibilize as imagens gravadas pelo sistema “Olho Vivo” ao longo dos trajetos das passeatas de sábado. (Jornal O Tempo)

Policiais são baderneiros?

Policiais queimam o caixão do governador de Minas Gerais
Policiais queimam o caixão do governador de Minas Gerais

Cerca de 250 policiais civis fecharam a Praça Sete, no Centro de BH, em manifestação na tarde desta terça-feira. De acordo com a BHTrans, a passeata saiu da Praça da Assembleia Legislativa, na Avenida Álvares Cabral, e seguiu pelas avenidas Professor Antônio Aleixo, Bias Fortes e São Paulo até a Avenida Afonso Pena, onde os dois sentidos ficaram interditados. Os protestantes penduraram faixas em torno do Pirulito e queimaram caixões no meio da via.

A categoria, que anunciou greve em 10 de junho, realizou assembleia geral no pátio da Assembleia Legislativa às 14h30 e, em seguida, decidiu seguir em passeata pela capital. Eles reivindicam a revisão da Lei Orgânica da Polícia Civil, que define o plano de carreira da corporação, que já foi entregue à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para avaliação dos deputados estaduais.

Adilson Bispo, diretor de mobilização do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG), afirma: “Decidimos que, enquanto a lei não for sancionada, não voltaremos ao trabalho normal. A greve está na mão do governo”. De acordo com o diretor, a greve está respeitando a legislação, que determina a escala mínima de 30%.

A manifestação durou pouco mais de uma hora e complicou o trânsito no Centro da capital. Militares do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) , agentes da BHTrans e da Guarda Municipal foram até o local acompanhar o protesto e alertar motoristas sobre a interdição da via. (Jornal O Estado de Minas)

Nota do redator do blogue: A polícia militar foi para a manifestação sem cavalo, sem cachorro, sem metralhadora, sem cacete. Deu uma de guarda de trânsito. Foi uma manifestação pacífica.

Enquanto o governador Antônio Anastasia queimava simbolicamente na fogueira de seu própria polícia uma manifestante contra a corrupção lutava pela vida

A guerreira Júlia Paulinelli

guerreira Júlia Paulinelli

Para quem conhece ou não a grande guerreira Julia Paulinelli . Ela foi atingida na cabeça por uma bomba em Belo Horizonte, em um confronto com a Policia Militar. Teve tímpanos estourados e traumatismo craniano ( com um pequeno coágulo ). Felizmente não será preciso cirurgia .

Quantos serão necessários ficar assim? Por uma luta tão óbvia?!
Peço que compartilhem, pois sei que ela se torna um símbolo contra essa tirania perversa que vários dos nossos estão enfrentando, principalmente nas grandes capitais.
A coragem é Contagiosa (Túlio Torri)

Terrorismo policial

Veja vídeo

 

 

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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