Coisa de infiltrados: o atentado do Riocentro. Fotografa os provocadores no acorda Brasil hoje e sempre

Cuidado com os infiltrados. Eles são agentes do mal. Capazes de tudo.

A tentado do Riocentro na ditadura militar deve ser lembrado. Visava matar milhares de pessoas. Para responsabilizar os democratas pela chacina.

Atentado do Riocentro é o nome pelo qual ficou conhecido um frustrado ataque a bomba que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro, no Rio de Janeiro, na noite de 30 de abril de 1981, por volta das 21 horas, quando ali se realizava um show comemorativo do Dia do Trabalhador, durante o período da ditadura militar.

As bombas seriam plantadas pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e pelo então capitão Wilson Dias Machado, hoje coronel, atuando como educador no Colégio Militar de Brasília. Leia em Wikipédia.

Missão Nº 115. Esse era o nome oficial da vigilância desencadeada pelos serviços de espionagem do Exército no centro de convenções Riocentro, no Rio, (…) quando 20 mil pessoas ali se reuniam para um show musical em protesto contra o regime militar. Duas bombas explodiram lá, e os agentes “supervisores” da ação foram as únicas vítimas do episódio, que lançou suspeitas sobre atividades terroristas praticadas por militares e mergulhou em agonia uma ditadura que vinha desde 1964 e acabaria sepultada em 1985. Tudo isso a população brasileira já intuía, por meio de depoimentos. O que até agora permanecia oculto (…) são registros de militares envolvidos no episódio e manobras de abafamento do incidente, arquitetadas por servidores da repressão.

As bombas que eram para matar 20 mil pessoas. Terminou uma explodindo nas mãos de um sargento terrorista. Leia mais 

BRASIL HOJE

Um policial quebra a pancadas o vidro da própria viatura, na Rua da Consolação, no centro de São Paulo, durante o protesto dos estudantes da USP nesta quinta-feira 13
Um policial quebra a pancadas o vidro da própria viatura, na Rua da Consolação, no centro de São Paulo, durante o protesto dos estudantes da USP nesta quinta-feira 13

De repente, o grupo dos mascarados se exalta e avança sobre os portões da Prefeitura. Voam pedras, arrancadas do calçamento do centro antigo. Pedras portuguesas. Jovens mascarados arremetem contra os homens da Guarda Civil Metropolitana.

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Um deles usa camiseta branca justa, bota em estilo militar e age com a volúpia típica dos provocadores que conhecíamos tão bem nos anos 80 – quando a Democracia ainda engatinhava. É o rapaz que aparece nas fotos acima…

Alguns picham as paredes da Prefeitura. A turma mais moderada grita: “sem vandalismo”. Os mascarados devolvem: “sem moralismo”. Um rapaz passa a meu lado e grita: “vamos quebrar tudo”. E quebram mesmo. Pedras voam perigosamente sobre nossas cabeças.

Mas a imagem mais chocante eu veria logo depois. Um grupo segura uma bandeira brasileira e queima. Um rapaz grita: “foda-se o Brasil, Nacionalismo é coisa de imbecil”. E aí tenho certeza que há um caldo de cultura perigoso por aqui. Leia mais

Este infiltrado já foi identificado. O nome dele é Tiago Ciro Tadeu. Falta ser investigado. O Brasil precisa saber quem patrocina o vandalismo deste sujeito.

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A mídia conservadora dá mais destaque aos vândalos. Não mostra os cartazes. Não descreve a alegria e o civismo das multidões. O jornalismo on line, as rádios e o jornalismo televisivo deviam propagar as canções de protesto, os slogans gritados pelo povo.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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