Governador Jaques Wagner solta os cachorros

br_atarde. polícia contra estudantes

A revolta estudantil contra as altas mensalidades do ensino privado. E a polícia do governador não podia faltar. Teve estudante nas ruas, tem polícia com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo
A revolta estudantil contra as altas mensalidades do ensino privado. E a polícia do governador petista não podia faltar. Teve estudante nas ruas, tem polícia com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo

PMs do Batalhão de Choque reprimiram ontem, com gás de pimenta e balas de borracha, um protesto de estudantes de medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC). Um grupo de universitários com jalecos brancos promovia passeata na Paralela, sentido aeroporto.

O estudante Bruno Reis da Silva, do 6º semestre do curso de medicina, disse que a Choque “já chegou atirando as bombas e alguns alunos ficaram machucados”. Segundo ele, grávidas também participavam do protesto.

Uma estudante, que preferiu não se identificar, relatou: “Muitas pessoas desmaiaram, foram pisoteadas. Uma menina quebrou o braço e feriu a barriga com uma bala de borracha. Alguns estão em estado de choque, outros com falta de ar ou olhos ardendo”.

O supervisor comercial Fábio Rodrigues, que passava no local, presenciou a ação. “Cerca de 20 homens chegaram com cassetete na mão e jogaram três ou quatros bombas de pimenta em cima dos alunos. Os estudantes saíram correndo e liberaram o trânsito. Alguns motoristas foram atingidos”.

A FTC confirma o atraso no pagamento dos salários desde abril dos professores, e se comprometeu a quitar a dívida ainda ontem.

A faculdade, entretanto, não se pronunciou sobre a reclamação dos estudantes quanto à falta de convênios com hospitais.

Motivos do protesto

O estudante David Santos, 4º semestre de medicina, explicou que a manifestação foi por causa da falta de pagamento dos professores e de convênios com clínicas particulares.

Segundo ele, a FTC não paga aos hospitais para que os alunos possam estudar a parte prática há meses. “Os professores já não recebem há 2 meses. Que tipo de médico eles querem formar?”, questiona Bruno Reis da Silva, do 6º semestre, que paga mensalidade de R$ 4.125 pelo curso.

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Fonte:
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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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