Protesto contra recessão na Europa paralisa Frankfurt

Manifestantes anticapitalistas do movimento Blockupy paralisaram nesta sexta-feira Frankfurt, o centro financeiro da Alemanha, bloqueando o acesso aos edifícios do Banco Central Europeu (BCE) e do Deutsche Bank.

As pessoas que protestavam contra as políticas de austeridade da Europa chegaram nas primeiras horas do dia ao distrito financeiro de Frankfurt para interromper os negócios nas instituições, que o movimento responsabiliza pela profunda recessão em países da zona do euro.

Ao longo do dia, outras ações de protesto estão previstas em Frankfurt, todas contra o poder dos bancos e dos mercados financeiros. A organização espera conseguir mobilizar até cerca de 25 mil pessoas nestas manifestações, que se prolongarão até domingo.

Para amanhã, também em Frankfurt, a coligação Blockupy (que engloba várias organizações, sindicalistas, redes antirracistas, estudantes, ambientalistas e partidos) convocou uma manifestação, como parte da jornada europeia de mobilização contra a troika e a austeridade.

O protesto acontecerá em mais de 100 localidades em 12 países da Europa, Portugal incluído.

Polícia de choque entra em confronto com manifestante diante da sede do BCE durante protesto anticapitalista, em Frankfurt

A polícia de choque, recebida com pedras e bombas de tinta, usou spray de pimenta para impedir que os manifestantes invadissem o BCE. Vários participantes do protesto ficaram feridos e a polícia fez algumas detenções, mas não deu detalhes.

“O objetivo deste bloqueio é impedir as operações normais no BCE”, disse o porta-voz do Blockupy, Martin Sommer, acrescentando que os manifestantes fizeram com que algumas pessoas que tentavam chegar ao trabalho voltassem para casa.

Os participantes da ação portavam cartazes com slogans como “A humanidade antes do lucro” e alguns levaram colchões infláveis ​​com a inscrição “A guerra começa aqui”.

A polícia deslocou para as imediações caminhões com canhões de água. Um helicóptero sobrevoava a área.

O movimento Blockupy da Europa foi formado em 2011, após o norte-americano Ocuppy Wall Street.

Uma das manifestantes, Lena Turowski, de 25 anos, estudante de desenvolvimento internacional, condenou a adoção de medidas de austeridade dos governos europeus para reparar suas economias.

“No momento, eles estão tentando combater a crise com as mesmas medidas que causaram a crise. E as pessoas estão sendo esquecidas”, disse ela à Reuters.

“(O protesto) é também em solidariedade àqueles que estão sendo afetados pela austeridade e as crises nos seus países”, acrescentou.

Os protestos desta sexta-feira são um prelúdio para manifestações marcadas para toda Europa no sábado, dia 1o de junho, e coincidem com novos dados divulgados pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, mostrando que o desemprego da zona do euro atingiu um novo recorde em abril, de 12,2 por cento.

Em luta contra os pesados encargos da dívida pública, os governos cortaram gastos e elevaram os impostos, contribuindo para a recessão generalizada em toda a zona do euro. Muitas famílias estão amplamente endividadas ou perderam suas casas depois do estouro de bolhas imobiliárias. No entanto, a economia da Alemanha tem sido bastante resistente à crise.

Ao longo do dia, centenas de manifestantes se espalharam pelo aeroporto de Frankfurt e a principal avenida comercial da cidade, onde invadiram lojas de moda e bloquearam entradas dos estabelecimentos, impedindo o acesso dos consumidores.

A polícia usou cassetetes para manter os manifestantes fora do principal terminal do aeroporto e só permitiu a entrada de pessoas com bilhetes de voo.

(Reportagem adicional de Tilman Blasshofer, Peter Dinkloh, Peter Maushagen, Andreas Kroener e Kirsti Knolle) Reuters 

Fotos 

A escola de Marcos Valério

 Festança em Paris e o X-9 de Sérgio Cabral
Informa o Blog de Garotinho: O deputado Geraldo Pudim (PR – RJ) fez da tribuna da ALERJ graves denúncias, que confirmam a espionagem que o grupo de Sérgio Cabral montou com policiais civis e federais, envolvendo agências de publicidade que trabalham para o governo do Estado. É um caso gravíssimo. Até para não proporcionar aos integrantes dessa quadrilha pistas das providências que estamos adotando.
Trechos do discurso:
O esquema funciona dentro das empresas FSB e PROLE, contratadas pelo governo do Estado para tratar de propaganda e assessoria de imprensa, mas que acobertam uma estrutura criminosa de espionagem política e de fabricação de dossiês.As verbas destinadas a essas empresas são milionárias. Elas já receberam do governo Cabral quase 170 milhões de reais. Esse dinheiro público está sendo usado escancaradamente para pagar ‘arapongas’, detetives particulares, policiais e comprar informações.Vários jornalistas também já foram contratados para se debruçar sobre os dossiês fabricados pelo grupo e transformá-los em matérias jornalísticas deturpadas, inventadas, com o viés fácil do escândalo mentiroso e infamante.

Além disso, também o dinheiro que sai dos cofres do Estado para as empresa FSB e PROLE também está sendo usado para irrigar um esquema de corrupção de jornalistas, principalmente vinculados às organizações Globo. A ordem de Cabral para seus asseclas que se prestam a esse papel é destruir a candidatura de garotinho ao governo do Estado. Segundo a pessoa que me fez a denúncia, a orientação é “sangrar o inimigo até a morte”.

Recebi também denúncias oriundas da própria Secretaria de Segurança, por intermédio de agentes policiais revoltados, de que continuam as atividades de espionagem naquela Secretaria, que vem se utilizando de elementos do aparato repressor estatal, cooptados a troco de promoções e benesses, para realizar investigações oficiosas e escutas telefônicas, inclusive contra este parlamentar que vos fala, além de fotos e filmagens.Ao menos três nomes de policiais que prestam serviços ao Palácio Guanabara já vieram à tona: o ex-policial civil MIGUEL LAINO, expulso por corrupção no início desse ano; o inspetor da Polícia Civil FERNANDO CESAR JORGE BARBOSA, indiciado na CPI do narcotráfico, e o escrivão da Policia Federal TARIMAR GOMES CUNHA, os dois últimos com cargos no Gabinete Civil. Todos possuem um padrão de vida nababesco, apesar de seus salários.Para piorar, fomos informados de que esse esquema obtém dados sigilosos de servidores da Receita Federal, que vem fornecendo material obtido através da quebra ilegal de sigilo fiscal e que atinge pessoas ligadas a nós e ao nosso partido, principalmente ao deputado Garotinho. Os fatos são graves, mas não é a primeira vez que o sistema repressor é usado de forma partidária, talvez não seja a última. Todas essas medidas vergonhosas tem origem no Palácio Guanabara.

Quando penso que parte daquelas pessoas que participam da grande mídia se vendem para um governo corrupto e, depois, tem a coragem de falar em liberdade de imprensa, tenho náuseas. São as mesmas pessoas, os mesmos repórteres que vem recebendo dinheiro do desgoverno Cabral para blindar muitas das suas ações ilícitas. Não é difícil identificá-los.

Se faltando um ano para o início do processo eleitoral, a ditadura da gangue do guardanapos que se instalou neste estado, se utiliza da estrutura administrativa, usando agentes do aparato repressor e jornalistas, pagos através das verbas milionárias que irrigam as empresas FSB e PROLE nesta vil tarefa, podemos aguardar gravíssimas ocorrências nos próximos meses.

No entanto, se a lei não mostra a sua face no Rio de Janeiro, não tenham dúvidas de que ela existe nas instâncias superiores da Justiça. Não nos amedrontam ameaças, partam de onde partirem, pois começaremos a agir e com todos os meios à nossa disposição para fazer frente ao banditismo oficial.

A juíza que fechou o Maracanã

por Roberto Vieira

 

Sérgio Cabral e Eduardo Paes pretendem, para doação, demolir todos os edifícios que rodeiam o Maracanã (T.A.)
Sérgio Cabral e Eduardo Paes pretendem, para doação, demolir todos os edifícios que rodeiam o Maracanã (T.A.)

 

A juíza Adriana Costa dos Santos demorou.

Exatos sessenta e três anos.

Quando a ilustre juíza proíbe o jogo Brasil x Inglaterra.

Jogo a ser realizado neste domingo.

Concluindo que o estádio não foi concluído.

Concluindo que o torcedor corre perigo nas suas instalações.

A ilustre juíza foi perfeita no presente.

E incorreta no pretérito.

O Maracanã é um caso perdido.

Inaugurado inconcluso em 1950.

Pedras, cimento, vigas e gol de Didi.

O Maracanã ainda estava inacabado na abertura da Copa de 1950.

Brasil e México jogando em construção.

Muita gente se feriu.

Está lá na imprensa da época.

Mas o que eram algumas pessoas feridas para Dutra?

Importante era o maior do mundo.

Importante eram os gols da seleção.

Importante era o Brasil que se queria vender ao mundo.

Pois é.

A juíza Adriana Costa dos Santos foi magistral.

No entanto, eita Brasilzão!

A sentença chegou com sessenta e três anos de atraso.

Nota de Juca Kfouri: O blog aposta que a liminar será cassada e que haverá jogo.
Assim como haverá riscos para quem for ao jogo.

copa estádio Maracanã

BUENOS AIRES TRAS EL FRENO DE LA JUSTICIA. “Establecen derechos de los trabajadores o el derecho de huelga”

ar_razon.750

 

 

Por una contundente mayoría, la Legislatura aprobó la ley para defender la libertad de expresión en la Ciudad de Buenos Aires.

Luego de conseguir dictamen en la reunión de la Comisión de Asuntos Constitucionales, la iniciativa fue tratada en el recinto y recibió 35 votos a favor, 15 en contra y 7 abstenciones, apoyada por el macrismo, la Coalición Cívica-ARI y Proyecto Sur.

La iniciativa tomó algunos de los puntos salientes del decreto de Mauricio Macri frenado por la Justicia, pero fue armada por los jefes de las bancadas de Proyecto Sur, Julio Raffo, y de la CC, Fernando Sánchez.

“Se consensuaron aportes en torno a la definición del derecho, el alcance de la tutela, la protección del interés en la difusión de ideas de interés público, la aclaración de que la ley en ningún caso puede menoscabar la protección de los niños y las normas que combaten y castigan la trata de personas o establecen derechos de los trabajadores o el derecho de huelga”, se informó a través del comunicado oficial.

De esta manera, el macrismo promulgó una ley que impide la restricción de las libertades de imprenta, prensa y expresión de los medios de comunicación con domicilio o instalación en la Ciudad, ni tampoco el derecho al libre acceso a la información de los porteños.

Los medios porteños no podrán ser clausurados, suspendidos, ni sus equipos decomisados, sino es a través de una sentencia firme del Poder Judicial de la Ciudad de Buenos Aires.

 

O nariz de palhaço de quem espera justiça no Brasil. Vídeo e fotos de passeata e carreata em Santa Maria

BRA_DSM O nariz de palhaço de quem espera justiça no Brasil

DECISÃO DE SOLTAR PRINCIPAIS RÉUS NO CASO DA BOATE KISS TRANSFORMA DOR EM REVOLTA

Parentes de mortos na tragédia voltam a protestar e se dizem traídos por determinação do Tribunal de Justiça

242 mortos. Duas vítimas permanecem hospitalizadas
242 mortos. Duas vítimas permanecem hospitalizadas

 

por Letícia Duarte
Depois de quatro meses da tragédia de Santa Maria, familiares e amigos das 242 vítimas do incêndio na boate Kiss acreditavam já ter ultrapassado todos os limites da dor. Com auxílio terapêutico, se esforçavam dia a dia para ressignificar a perda. Por orientação da polícia e do Ministério Público, apostavam em manifestações “pacíficas e ordeiras” para converter o luto em causa coletiva.
Diante da decisão judicial de soltar os quatro principais réus, usando como um dos argumentos a ausência de clamor popular, os parentes agora sentem-se traídos. Arrependem-se dos gritos contidos desde aquele 27 de janeiro, que ontem se traduziram em manifesto por justiça. Com a ferida reaberta, descobrem uma nova dimensão da dor, desta vez convertida em revolta.

começo sm

NÃO EXISTE MAIS CLAMOR, DIZ TJ
Uma das primeiras reações extremadas foi o tapa desferido por uma mãe no rosto de um dos defensores dos donos da boate, o advogado Jader Marques, na saída do julgamento, na quarta-feira. Apesar de ter prevalecido o entendimento na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de que a prisão cautelar não seria mais necessária a esta altura do processo, os familiares também se sentiram esbofeteados pela decisão dos desembargadores. Um dos trechos da decisão assinala:
“A verdade é que, passados quatro meses desde o infausto, já não se fazem mais presentes os aspectos da ordem pública ressaltados pelo magistrado no decreto prisional: o clamor público e a necessidade de resguardar-se a credibilidade da Justiça”.

 

sm cartaz
— Nós fizemos o que a polícia, o Ministério Público, o juiz e os defensores públicos nos pediram: “Adherbal, segura a população que nós vamos revelar e dizer coisas que vão afetar e desagradar muita gente”. Nós cumprimos nosso dever de casa, fizemos tudo o que nos pediram e levamos um belo puxão de tapete. No caso da Eliza Samudio (ex-amante do goleiro Bruno), era apenas uma vítima e havia comoção. Os suspeitos foram presos preventivamente porque havia comoção. Então, com 242 vítimas não há comoção? — desabafou o presidente da Associação das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia, Adherbal Ferreira.
Revoltados, familiares prometem subir o tom. Durante protesto na Praça Saldanha Marinho, nesta quinta-feira, membros da associação formaram um círculo e mostraram cartazes, pintaram o nariz de vermelho. Expressaram sentimentos com gritos em um megafone.
— A Justiça quer ouvir os gritos? Eles vão ouvir os gritos! — disse a dona de casa Marise Oliveira, 49 anos, que perdeu um filho no incêndio.

sm cartaz 2
Testemunha do esforço diário dos envolvidos para ressignificar a dor, a psicóloga Melissa Haigert Couto, diretora do departamento de voluntariado da Cruz Vermelha, observa que o processo de elaboração do luto regrediu.
— Eles estão revivendo a morte dos filhos com a mesma dor daquele dia, é como se a vida dos filhos não valesse. E a dor vem aumentada, porque vem junto com a revolta — observou.
Aumenta procura por psicólogos
Questionado sobre a decisão dos desembargadores, o prefeito Cezar Schirmer preferiu não se manifestar. Preocupados com a comoção pública, psicólogos do serviço de Acolhimento 24 horas, ligado à prefeitura, se reuniram na tarde desta quinta-feira para discutir novas estratégias de atendimento à população.
— Sentimos que aumentou a procura por auxílio e estamos em prontidão. Esse fato nos assinala que o trauma está longe do fim — analisou o psicanalista Volnei Dassoler, do comitê gestor.

Colaborou Patricia Silva. Acompanhe a situação dos envolvidos na tragédia. Veja nas tags os nomes dos assassinos que TJ protege. Para botar panos quentes no caso, a Câmara de Vereadores começou uma CPI, que devia ser realizada pela Assembléia Legislativa.

 

passeata e carreata

Clima tenso antecede a CPI da Kiss em Santa Maria

 

por Carlos Wagner

 

 

O clima que antecede a sessão da CPI da Kiss, prevista para começar às 9h na Câmara de Vereadores de Santa Maria, está tenso.Cerca de 20 minutos antes do início, a avó de uma vítima do incêndio da boate Kiss Nubia Leite Kaarsten e uma funcionária do Legislativo se desentenderam e chegaram a trocar tapas e empurrões.

 

foto câmara

— Ninguém, mas niguém mesmo tem o direito de fazer o que ela fez com nossa dor — disse Núbia, avó de Kellen, uma das 242 pessoas que morreu na boate.

Elas foram contidas pelas pessoas que estão no local. A sessão de hoje, que deve ouvir o ex-secretário de Mobilidade Urbana de Santa Maria, Sergio Medeiros, e três fiscais do município será marcada por um protesto de familiares das vítimas da Kiss. Todos estão revoltados com a soltura dos quatro réus que estavam presos

 

Galeria de fotos

O jornalismo volta a contar histórias

«De todas as vocações do homem, o jornalismo é aquela em que há menos lugar para as verdades absolutas. A chama sagrada do jornalismo é a dúvida, a verificação dos dados, a interrogação constante» — escreveu Tomás Eloy Martínez em 2001. Um texto que é útil revisitar, num momento em que se fala muito de “narrativas”.

Alfredo Sábat
Alfredo Sábat

 

El periodismo vuelve a contar historias

Los seres humanos perdemos la vida buscando cosas que ya hemos encontrado. Todas las mañanas, en cualquier latitud, los editores de periódicos llegan a sus oficinas preguntándose cómo van a contar la historia que sus lectores han visto en la televisión ese mismo día o han leído en más de una página de Internet. ¿Con qué palabras narrar, por ejemplo, la desesperación de una madre a la que todos han visto llorar en vivo delante de las cámaras? ¿Cómo seducir, usando un arma tan insuficiente como el lenguaje, a personas que han experimentado con la vista y con el oído todas las complejidades de un hecho real? Ese duelo entre la inteligencia y los sentidos ha sido resuelto hace algunos siglos por las novelas, que todavía están vendiendo millones de ejemplares a pesar de que algunos teóricos decretaron, hace dos o tres décadas, que la novela había muerto para siempre. También el periodismo ha resuelto el problema a través de la narración, pero a los editores les cuesta aceptar que ésa es la respuesta a lo que están buscando desde hace tanto tiempo.

En The New York Times del viernes 2 de noviembre, por citar un ejemplar reciente del diario que leo con más asiduidad, tres de los seis artículos de la primera página compartían un rasgo llamativo: cuando daban una noticia, la contaban a través de la experiencia de un individuo en particular, un personaje paradigmático que reflejaba, por sí solo, todas las facetas de esa noticia, o que era él mismo la noticia. Sucedía lo mismo en tres de los cuatro artículos de portada de la sección “A Nation Challenged”, que se está publicando a diario desde los ataques del 11 de setiembre. Eso no significa que haya menos información: hay más. Sucede que la información no viene digerida para un lector cuya inteligencia se subestima, como en los periódicos convencionales, sino que se establece un diálogo con la inteligencia del lector, se admite de antemano que ha visto la televisión, ha leído acaso algunos sites de Internet y, sobre todo, que tiene una manera personal de ver el mundo, una opinión sobre lo que pasa. La gente ya no compra diarios para informarse. Los compra para entender, para confrontar, para analizar, para revisar el revés y el derecho de la realidad. No es por azar que, desde que introdujo la narración como estrategia, The New York Times subió su circulación, después de un primer ligero retroceso suscitado por la sorpresa de todo lenguaje nuevo.

Lo que buscan las narraciones a las que estoy aludiendo es que el lector identifique los destinos ajenos con su propio destino. Que se diga: a mí también puede pasarme esto. Hegel primero, y después Borges, escribieron que la suerte de un hombre resume, en ciertos momentos esenciales, la suerte de todos los hombres. Esa es la gran lección que están aprendiendo los periódicos en este comienzo de siglo.

Cada vez son menos los diarios que siguen dando noticias obedeciendo el mandato de responder en las primeras líneas a las seis preguntas clásicas o, en inglés, las cinco W: qué, quién, dónde, cuándo, cómo y por qué. Ese viejo principio estaba asociado, a la vez, con un respeto sacramental por la pirámide invertida, que fue impuesta por las agencias informativas hace más de un siglo, cuando los diarios se componían con plomo y antimonio y había que cortar la información en cualquier párrafo para dar cabida a la publicidad de última hora o a las noticias urgentes. Aunque en todas las viejas reglas hay una cierta sabiduría, no hay nada mejor que la libertad con que ahora podemos desobedecerlas. La única dictadura técnica de las últimas décadas es la que imponen los diagramadores, y éstos, cuando son buenos periodistas, entienden muy bien que una historia contada con inteligencia tiene derecho a ocupar todo el espacio que necesita, por mucho que sea: no más, pero tampoco menos.

De todas las vocaciones del hombre, el periodismo es aquélla en la que hay menos lugar para las verdades absolutas. La llama sagrada del periodismo es la duda, la verificación de los datos, la interrogación constante. Allí donde los documentos parecen instalar una certeza, el periodismo instala siempre una pregunta. Preguntar, indagar, conocer, dudar, confirmar cien veces antes de informar: ésos son los verbos capitales de una profesión en la que toda palabra es un riesgo.

A la vez, no se trata de narrar por narrar. Algunos jóvenes periodistas creen, a veces, que narrar es imaginar o inventar, sin advertir que el periodismo es un oficio extremadamente sensible, donde la más ligera falsedad, la más ligera desviación, pueden hacer pedazos la confianza que se ha ido creando en el lector durante años. No todos los redactores saben narrar y, lo que es más importante todavía, no todas las noticias se prestan a ser narradas. Pero antes de rechazar el desafío, un periodista verdadero debe preguntarse si se puede hacer y, luego, si conviene o no hacerlo. Narrar la votación de una ley en el Senado a partir de lo que opina o hace un senador puede resultar inútil, además de patético. Pero contar algunas de las tribulaciones del presidente pakistaní Pervez Musharraf para entenderse con sus hijos talibanes mientras oye las razones del embajador norteamericano, o los disgustos del presidente George W. Bush errando un hoyo de golf en Camp Davis mientras cae una bomba equivocada en un hospital de Jalalabad es algo que sólo se puede hacer bien con el lenguaje, no con el despojamiento de las imágenes o con los sobresaltos de la voz.

Sin embargo, no hay nada peor que una noticia en la que el redactor se finge novelista y lo hace mal. Los diarios del siglo XXI prevalecerán con igual o mayor fuerza que ahora si encuentran ese difícil equilibrio entre ofrecer a sus lectores informaciones que respondan a las seis preguntas básicas e incluyan además todos los antecedentes y el contexto que esas informaciones necesitan para ser entendidas sin problemas, pero también, sobre todo, un puñado de historias, seis, siete o diez historias en la edición de cada día, contadas por cronistas que también sean eficaces narradores.

La mayoría de los habitantes de esta infinita aldea en la que se ha convertido el mundo vemos primero las noticias por televisión o por Internet o las oímos por radio antes de leerlas en los periódicos, si es que acaso las leemos. Si dejo de lado la atroz recesión económica de algunos de nuestros países, creo con firmeza que cuando un diario se vende menos no es porque la televisión o Internet le han ganado de mano, sino porque el modo como los diarios dan la noticia es menos atractivo. Y no tendría por qué ser así. La prensa escrita, que invierte fortunas en estar al día con las aceleradas mudanzas de la cibernética y de la técnica, presta mucha menos atención -me parece- a las más sutiles e igualmente aceleradas mudanzas de los lenguajes que prefiere su lector. Casi todos los periodistas están mejor formados que antes, pero tienen -habría que averiguar por qué- menos pasión; conocen mejor a los teóricos de la comunicación pero leen mucho menos a los grandes novelistas de su época.

Un periodista que conoce a su lector jamás se exhibe. Establece con él, desde el principio, lo que yo llamaría un pacto de fidelidades: fidelidad a la propia conciencia y fidelidad a la verdad. A la avidez de conocimiento del lector no se la sacia con el escándalo sino con la investigación honesta; no se la aplaca con golpes de efecto sino con la narración de cada hecho dentro de su contexto y de sus antecedentes. Al lector no se lo distrae con fuegos de artificio o con denuncias estrepitosas que se desvanecen al día siguiente, sino que se lo respeta con la información precisa. Cada vez que un periodista arroja leña en el fuego fatuo del escándalo está apagando con cenizas el fuego genuino de la información. El periodismo no es un circo para exhibirse, ni un tribunal para juzgar, ni una asesoría para gobernantes ineptos o vacilantes, sino un instrumento de información, una herramienta para pensar, para crear, para ayudar al hombre en su eterno combate por una vida más digna y menos injusta.

Uno de los más agudos ensayistas norteamericanos, Hayden White, ha establecido que lo único que el hombre realmente entiende, lo único que de veras conserva en su memoria, son los relatos. White lo dice de modo muy elocuente: “Podemos no comprender plenamente los sistemas de pensamiento de otra cultura, pero tenemos mucha menos dificultad para entender un relato que procede de otra cultura, por exótica que nos parezca”. Un relato, según White, siempre se puede traducir “sin menoscabo esencial”, a diferencia de lo que pasa con un poema lírico o con un texto filosófico. Narrar tiene la misma raíz que conocer. Ambos verbos tienen su remoto origen en una palabra del sánscrito, gnâ , conocimiento.

El periodismo nació para contar historias, y parte de ese impulso inicial que era su razón de ser y su fundamento se ha perdido ahora. Dar una noticia y contar una historia no son sentencias tan ajenas como podría parecer a primera vista. Por lo contrario: en la mayoría de los casos, son dos movimientos de una misma sinfonía. Los primeros grandes narradores fueron, también, grandes periodistas. Entendemos mucho mejor cómo fue la peste que asoló Florencia en 1347 a través del Decamerón de Boccaccio que leyendo todos los documentos de esa época. Y, a la vez, no hay mejor informe sobre la educación en Inglaterra durante la primera mitad del siglo XIX que la magistral y caudalosa Nicholas Nickleby de Charles Dickens. La lección de Boccaccio y la de Dickens, como las de Daniel Defoe, Balzac y Proust, pretende algo muy simple: demostrar que la realidad no nos pasa delante de los ojos como una naturaleza muerta sino como un relato, en el que hay diálogos, enfermedades, amores, además de estadísticas y discursos.

No es por azar que, en América Latina, todos, absolutamente todos los grandes escritores fueran alguna vez periodistas: Vallejo, Huidobro, Borges, García Márquez, Fuentes, Onetti, Vargas Llosa, Asturias, Neruda, Paz, Cortázar, todos, aun aquellos cuyos nombres no cito. Ese tránsito de una profesión a otra fue posible porque, para los escritores verdaderos, el periodismo nunca es un mero modo de ganarse la vida sino un recurso providencial para ganar la vida. En cada una de sus crónicas, aun en aquellas que nacieron bajo el apremio de las horas de cierre, los maestros de la literatura latinoamericana comprometieron el propio ser tan a fondo como en sus libros decisivos. Sabían que, si traicionaban la palabra hasta en la más anónima de las gacetillas de prensa, estaban traicionando lo mejor de sí mismos. Un hombre no puede dividirse entre el poeta que busca la expresión justa de nueve a doce de la noche y el redactor indolente que deja caer las palabras sobre las mesas de redacción como si fueran granos de maíz. El compromiso con la palabra es a tiempo completo, a vida completa. El periodismo no es una camisa que uno se pone encima a la hora de ir al trabajo. Es algo que duerme con nosotros, que respira y ama con nuestras mismas vísceras y nuestros mismos sentimientos.

Las semillas de lo que hoy se entiende en el mundo entero por nuevo periodismo fueron arrojadas aquí, en América Latina, hace un siglo exacto. A partir de las lecciones aprendidas en The Sun , el diario que Charles Danah tenía en Nueva York y que se proponía presentar, con el mejor lenguaje posible, “una fotografía diaria de las cosas del mundo”, maestros del idioma castellano como José Martí, Manuel Gutiérrez Nájera y Rubén Darío se lanzaron a la tarea de retratar la realidad. Darío escribía en La Nación de Buenos Aires, Gutiérrez Nájera en El Nacional de México, Martí en La Nación y en La Opinión Nacional de Caracas. Todos obedecían, en mayor o menor grado, a las consignas de Danah y las que, hacia la misma época, establecía Joseph Pulitzer: sabían cuándo un gato en las escaleras de cualquier palacio municipal era más importante que una crisis en los Balcanes y usaban sus asombrosas plumas pensando en el lector antes que en nadie.

Si hace un siglo las leyes del periodismo estaban tan claras, ¿por qué o cómo fueron cambiando? ¿Qué hizo suponer a muchos editores inteligentes que, para enfrentar el avance de la televisión y de Internet, era preciso dar noticias en forma de píldoras, porque la gente no tenía tiempo para leerlas? ¿Por qué se mutilan noticias que, según los jefes de redacción, interesan sólo a una minoría, olvidando que esas minorías son, con frecuencia, las mejores difusoras de la calidad de un periódico? Que un diario entero esté concebido en forma de píldoras informativas puede ser no sólo aceptable sino también asombroso, porque pone en juego, desde el principio al fin, un valor muy claro: es un diario hecho para lectores de paso, para gente que no tiene tiempo de ver siquiera la televisión. Pero el prejuicio de que todos los lectores nunca tienen tiempo me parece tan irrazonable como el prejuicio de que son semi-analfabetos a los que se les debe hablar en un lenguaje elemental de doscientas palabras. Los seres humanos siempre tienen tiempo para enterarse de lo que les interesa. Cuando alguien es testigo casual de un accidente en la calle, o cuando asiste a un espectáculo deportivo, pocas cosas lee con tanta avidez como el relato de eso que ha visto, oído y sentido. Las palabras escritas en los diarios no son una mera rendición de cuentas de lo que sucede en la realidad. Son mucho más. Son la confirmación de que todo cuanto hemos visto sucedió realmente, y sucedió con un lujo de detalles que nuestros sentidos fueron incapaces de abarcar.

Cada vez que las sociedades han cambiado de piel o cada vez que el lenguaje de las sociedades se modifica de manera radical, los primeros síntomas de esas mudanzas aparecen en el periodismo. Quien lea atentamente la mejor prensa mexicana de los años 90 encontrará los preludios del cambio que sobrevino con la alternancia democrática, así como quienes hayan leído las grandes crónicas sobre los años de Ronald Reagan habrán descubierto las semillas de amapolas en las que fermentaron los mullah Omar y los Osama bin Laden. En el gran periodismo se pueden siempre descubrir los modelos de realidad que se avecinan y que aún no han sido formulados de manera consciente.

Pero el periodista, a la vez, no es policía ni censor ni fiscal. El periodista es, ante todo, un testigo: acucioso, tenaz, incorruptible, apasionado por la verdad, pero sólo un testigo. Su poder moral reside, justamente, en que se sitúa a distancia de los hechos mostrándolos, revelándolos, denunciándolos, sin aceptar ser parte de los hechos.

Responder a ese desafío entraña una enorme responsabilidad. Ningún periodista podría cumplir- de veras con esa misión si cada vez, ante la pantalla en blanco de su computadora, no se repitiera: “Lo que escribo es lo que soy, y si no soy fiel a mí mismo no puedo ser fiel a quienes me leen”. Sólo de esa fidelidad nace la verdad. Y de la verdad, nacen los riesgos de esta profesión.

Un periodista no es un novelista, aunque debería tener el mismo talento y la misma gracia para contar de los novelistas mejores. Un buen artículo no siempre es una rama de la literatura, aunque debería tener la misma intensidad de lenguaje y la misma capacidad de seducción de los grandes textos literarios. Y, para ir más lejos aún y ser más claro de lo que creo haber sido, un buen diario no debería estar lleno de grandes relatos bien escritos, porque eso condenaría a sus lectores a la saturación y al empalagamiento. Pero si los lectores no encuentran todos los días, en los periódicos que leen, una crónica, una sola crónica, que los hipnotice tanto como para que lleguen tarde a sus trabajos o como para que se les queme el pan en la tostadora del desayuno, entonces no tendremos por qué echarles la culpa a la televisión o a Internet de los eventuales fracasos, sino a nuestra propia falta de fe en la inteligencia de los lectores.

A comienzos de los años 60 solía decirse que en América Latina se leían pocas novelas porque había una inmensa población analfabeta. A fines de esa misma década, hasta los analfabetos sabían de memoria los relatos de narradores como Gabriel García Márquez, Jorge Luis Borges o Julio Cortázar por el simple hecho de que esos relatos se parecían a las historias de sus parientes o de sus amigos. Contar la vida, como querían Charles Danah y José Martí, volver a narrar la realidad con el asombro de quien la observa y la interroga por primera vez: ésa ha sido siempre la actitud de los mejores periodistas y ésa será, también, el arma con que los lectores del siglo XXI seguirán aferrados a sus periódicos de siempre.

Es verdad que, en algunos casos, la brutalidad o la tontería del Poder imponen la retórica excluyente del silencio. Para poder hablar después hay que sobrevivir ahora. Esa fue la desgarradora alternativa que afrontaron los internados de los campos de concentración, donde quiera existieron esos campos: en Auschwitz, en la isla Dawson, en los chupaderos de Buenos Aires. ¿Enfrentarse al Poder con la certeza de la derrota o fingir resignación ante el Poder para dar luego testimonio de la ignominia? Pero cuando el silencio dura demasiado tiempo, la palabra corre el riesgo de contaminarse, de volverse cómplice. Para hablar hace falta valor, y para tener valor hace falta tener valores. Sin valores, más vale callar.

Hace casi dos décadas, a medida que se iba reconquistando la democracia en Brasil, Uruguay, Argentina, Chile y Bolivia, algunos periodistas pensaron que debían callar los errores de los gobiernos recién elegidos porque la sombra de las dictaduras militares todavía se alzaba en el horizonte y señalar los tropiezos de algo por lo que tanto se había luchado y que era tan fresco aún, tan inmaduro, equivalía a una traición. Para cuidar la democracia, se pensaba, era preciso disimular sus pasos en falso. Y sin embargo, nada es menos democrático que callar. ¿Qué sentido tendría proteger la democracia privándola de su razón de ser: la libertad de pensar, de expresar, de saber? ¿Para qué querer algo que no nos atrevemos a vivir?

Una de las peores afrentas a la inteligencia humana es que sigamos siendo incapaces de construir una sociedad fundada por igual en la libertad y en la justicia. No me resigno a que se hable de libertad afirmando que para tenerla debemos sacrificar la justicia, ni que se prometa justicia admitiendo que para alcanzarla hay que amordazar la libertad. El hombre, que ha encontrado respuesta para los más complejos enigmas de la naturaleza no puede fracasar ante ese problema de sentido común.

Tengo plena certeza de que el periodismo que haremos en el siglo XXI será mejor aún del que estamos haciendo ahora y, por supuesto, aún mejor del que nuestros padres fundadores hacían a fines del siglo XIX. Indagar, investigar, preguntar e informar son los grandes desafíos de siempre. Ahora mismo está surgiendo en el continente una nueva forma de la literatura que es, a la vez, la misma forma del periodismo de siempre. Jóvenes a menudo marginales, criados entre los sicarios de Medellín, en los cerros de Caracas y en los suburbios de México, así como refinados universitarios de México, Buenos Aires y San Pablo están interpretando y reescribiendo la voz más honda de sus comunidades y, a la vez, enriqueciendo la literatura con recursos nuevos. La mayoría de ellos son nombres ignotos, como los del venezolano José Roberto Duque o el mexicano José Joaquín Blanco, nombres municipales con la intensidad de un lenguaje universal y perdurable. Publican libros, escriben en revistas de barrio, y allí están, refrescándonos la sangre. Siempre he sostenido que, aunque la falta de recursos y los incendios económicos que debemos apagar todos los días estén frenando nuestro desarrollo en terrenos tan críticos como los de la ciencia, la técnica, la investigación médica y la industrialización, somos inmensamente ricos en un campo igualmente transformador: el de la escritura, el de la imaginación, el de la invención. Allí venimos dialogando de igual a igual con los mejores desde hace varias décadas, y es importante que tomemos conciencia de esa fortaleza antes de que también allí sea demasiado tarde.

(Tomás Eloy Martínez – En “La Nación”, noviembre 2001)

Tomás Eloy Martínez (1934 – 2010) foi um jornalista e escritor argentino.

» Alguns dados sobre Tomás Eloy

Brasil. Memoria de una masacre indígena

por Fernando Gualdoni

massacre

Esta semana en Brasil sucedió un hecho clave para su historia. Tras 45 años perdido o creído extinto, reapareció un tristemente célebre informe sobre las atrocidades cometidas contra los indígenas de Brasil entre los años cuarenta y sesenta por parte de los terratenientes y el propio Servicio de Protección Indígena (SPI).

El conocido como Informe Figueiredo, presentado en 1967 por el fiscal Jader de Figueiredo Correia, describe las torturas, los robos de tierras, los envenenamientos, las violaciones y el genocidio de las tribus indígenas. Algunas de estas comunidades desaparecieron o quedaron al borde de la extinción. Cuando se hizo público el documento de 7.000 páginas hubo un gran revuelo internacional por las brutalidades que describía. Dio pie a una investigación que acabó con 134 funcionarios acusados de cometer más de un millar de crímenes de toda índole. Apenas una cuarentena fueron destituidos y ninguno fue a prisión.

Poco después de salir a la luz, el informe supuestamente quedó destruido en un incendio. Se achacó a la dictadura una maniobra para hacer desaparecer el documento, en un intento de echar tierra sobre el escándalo y de paso lavar la imagen de muchos latifundistas aliados del régimen. Sin embargo, 45 años después el texto fue hallado en el Museo del Indio de Brasil.

Entre las atrocidades recogidas en el informe, se describe la “masacre del paralelo 11”, en la que se arrojó dinamita desde un pequeño avión sobre una comunidad de indígenas Cinta Larga. Treinta indígenas murieron, y solo dos sobrevivieron para contarlo. También se da cuenta del envenenamiento de cientos de indígenas con azúcar mezclada con arsénico, y brutales métodos de tortura como aplastar lentamente los tobillos de las víctimas con un instrumento conocido como el “tronco”.

En 1969, en un artículo titulado Genocidio que apareció en el Sunday Times británico, el cronista Norman Lewis escribió: “Desde el fuego y la espada al arsénico y las balas: la civilización ha enviado a seis millones de indígenas a la extinción”. El artículo motivó a un pequeño grupo de personas a fundar Survival International ese mismo año. De acuerdo con la ONG Survival, el informe será considerado por la Comisión Nacional para la Verdad de Brasil, que investiga las violaciones de derechos humanos que tuvieron lugar entre 1946 y 1988.

Relatório Figueiredo

Indígenas de Brasil 

Foto da reportagem

Foto da reportagem Genocide