Em sessão de Conselho da ONU, a denuncia: violações de direitos em remoções forçadas para obras da Copa

 

Mansão no Horto: moradores ricos não estão sendo perseguidos. Para o Poder Judiciário não importa que a União Federal, dona dos terrenos, queira regularizar os moradores centenários, respeitando sua missão como poder público e implementando na prática a função sócio ambiental da propriedade. Importa à “Justiça” a “limpeza” da região para beneficiar a especulação imobiliária, e por isto tem promovido uma verdadeira perseguição ideológica que ameaça responsabilizar, pessoalmente e criminalmente, até mesmo os funcionários que tem promovido a regularização fundiária de acordo com as diretrizes da União Federal previstas em lei. O local é de interesse da Rede Globo, que possui sua sede na região e vem promovendo uma campanha para a retirada dos moradores.
Mansão no Horto: moradores ricos não estão sendo perseguidos. Para o Poder Judiciário não importa que a União Federal, dona dos terrenos, queira regularizar os moradores centenários, respeitando sua missão como poder público e implementando na prática a função sócio ambiental da propriedade. Importa à “Justiça” a “limpeza” da região para beneficiar a especulação imobiliária, e por isto tem promovido uma verdadeira perseguição ideológica que ameaça responsabilizar, pessoalmente e criminalmente, até mesmo os funcionários que tem promovido a regularização fundiária de acordo com as diretrizes da União Federal previstas em lei. O local é de interesse da Rede Globo, que possui sua sede na região e vem promovendo uma campanha para a retirada dos moradores.

 

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) realizou o lançamento internacional da campanha “Copa para quem?”, durante a 23ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça. Durante a sessão paralela intitulada “Copa do Mundo para quem? Cartão vermelho para a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil: Parem as violações de direitos humanos decorrentes dos megaeventos esportivos”. Foi realizado o lançamento do vídeo da campanha “Quem ganha este jogo?”.

O objetivo da ação é denunciar para a comunidade internacional as violações de direitos humanos decorrentes de remoções forçadas em virtude dos megaeventos esportivos que acontecerão no Brasil entre 2013 e 2014 – Copa das Confederações e Copa do Mundo de Futebol, respectivamente.

Também foi solicitado que o Conselho de Direitos Humanos da ONU intervenha junto ao governo brasileiro e crie, em parceria com as comunidades afetadas, um plano nacional de reparações e um protocolo que garanta os direitos humanos nestes casos.

De acordo com André Lima, integrante da coordenação nacional da Ancop, a estratégia desta ação tem a finalidade de pressionar o governo brasileiro, “pois já percebemos que o governo só dá atenção quando denunciamos para a comunidade internacional. No geral, o governo brasileiro e a justiça são muito pouco sensíveis às denúncias aqui”.

Em virtude das obras de construção ou de reforma e ampliação de estádios para sediar os jogos internacionais, e das obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa, muitas famílias se viram obrigadas a sair de suas casas para dar espaço a essas construções. A estimativa é que cerca de 200 mil pessoas em todo o Brasil estejam sendo impactadas por despejos relacionados a obras da Copa.

Segundo André, quem participou de uma ação de visita às comunidades afetadas em algumas cidades-sede da Copa, a situação de violações se repete em todas as cidades. De modo geral, as famílias não são informadas sobre as obras e planejamentos estratégicos, e muitas vezes as comunidades já são notificadas antes mesmo de a obra ter um estudo ambiental. Um comparativo da situação destas comunidades, antes e durante as obras para a Copa, está demonstrado no vídeo “Quem ganha este jogo?”. Para assistir a versão em português, clique aqui.

Essa não é a primeira vez que a Ancop denuncia a situação para a ONU. Em outras ocasiões, a entidade já enviou informações denunciando a questão de megaeventos e direito à moradia no Brasil para a Relatoria Especial e para a Revisão Periódica Universal da ONU.

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa reúne movimentos sociais, organizações, representantes de comunidades e outras entidades sensíveis ao tema das transformações urbanas para os megaeventos esportivos. Os Comitês Populares estão localizados nas 12 cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

 campinho

A marca do prefeito Eduardo Paes
largo_tanque_01

Lei aqui as safadezas e maldades contra a Comunidade do Horto na Cidade Maravilhosa dos Marinho e Eike Batista e ex-Capital do Samba que virou rock Rio

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s