Sindicato dos professores chama grevistas de bêbados e apóia ação repressiva da polícia de Alckmin

Notinha sindical: “A diretoria do SINPRO SP apóia a greve dos professores da rede pública do Estado de São Paulo. Desde sempre as reivindicações dos companheiros são justas e fruto de um grande amadurecimento político.

A aula de cidadania do movimento grevista é um marco na luta pelos direitos dos trabalhadores, e em especial na luta por uma educação pública de qualidade e ampla.

Desta forma, a sociedade anseia que a educação dada pelo Estado seja realizada por profissionais que tenham sua dignidade respeitada, com salários melhores, melhores condições de trabalho e respeito à sua carreira.

Além dos salários este justo movimento pleiteia a implantação do piso nacional dos professores com a composição de jornada com 1/3 para sua capacitação e preparo de aulas”.

Eta notinha boba. Sindicato não apóia. Sindicato comanda a greve. Este “desde sempre” condena outros governos. E “salários melhores” classifica os atuais também como “melhores”.

A “dignidade” só é “respeitada”, em um regime capitalista, quando se ganha um salário digno. E não um salário melhorzinho, o salário que o governo diz possível.

A notinha do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) parece mais um editorial dos jornalões conservadores.  Portanto, nem precisava ser redigida. A imprensa de Alckmin, ou melhor dito, a polícia do governador cuidaria disso.

Eis a notinha temerosa, pusilânime,  de apoio ao terrorismo policial:

PSTU, PCO e pessoas que não pertencem à categoria tumultuam assembleia dos professores


“Em greve desde o dia 19 de abril, os professores da rede estadual de ensino buscaram incessantemente canais de negociação com o Secretário Estadual da Educação em torno da pauta de reivindicações.


Finalmente, após muitas tentativas, ocorreu na manhã de hoje, 10 de maio, uma reunião de negociação entre o Secretário da Educação e a APEOESP, na qual houve compromisso de atendimento de alguns pontos da pauta. Entre esses pontos estão: fim da prova anual aplicada aos professores da chamada “categoria F”; fim da prova exigida dos professores da chamada “categoria O” que já pertencem à rede estadual; direito de atendimento médico pelo IAMSPE aos professores da “categoria O”; concurso público no segundo semestre para professores PEB II; não privatização do Hospital do Servidor Público e do IAMSPE; convocação da comissão paritária prevista no artigo 5º da lei complementar nº 1143/11 para discussão da possibilidade de novo reajuste e discussão da implantação paulatina da jornada do piso (no mínimo 1/3 da jornada para preparação de aulas e formação, entre outras atividades extraclasse); convênio em torno de projeto a ser elaborado pela APEOESP para prevenção e combate à violência nas escolas; discussão do pagamento dos dias parados e retirada das faltas da greve mediante reposição de aulas.

 Ainda que esses resultados não representem o atendimento de todas as nossas reivindicações, o Conselho Estadual de Representantes realizado após a reunião com o Secretário considerou que houve avanços e decidiu encaminhar à assembléia que ocorreu no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, proposta de suspensão da greve, manutenção de estado de alerta e mobilização para cobrar a efetivação dos compromissos firmados pelo Secretário da Educação.


Dos quinze oradores que se manifestaram na assembleia, que contou com a presença de não mais de três mil professores, apenas quatro defenderam a continuidade da greve. Na votação, os professores aprovaram por maioria a proposta do CER. Proclamado o resultado, grupos minoritários (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU e Partido da Causa Operária – PCO), que arregimentaram estudantes e pessoas que pertencem a outras categorias para comparecer à assembleia dos professores, passaram a realizar um grande tumulto, arremessando objetos e agredindo pessoas.


Entre os que provocaram o tumulto estavam pessoas visivelmente embriagadas e alteradas, comportamento que não condiz com o que se espera de professores. Muitos eram professores da rede municipal de ensino, que estão em greve e queriam forçar a continuidade da greve dos professores estaduais como forma de angariar apoio a seu próprio movimento.
São estes os fatos, que serão discutidos pelo Sindicato no sentido de que sejam tomadas providências para estes lamentáveis acontecimentos não mais voltem a ocorrer.

São Paulo, 10 de maio de 2013.
Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP”.

“Que sejam tomadas providências para estes lamentáveis acontecimentos não mais voltem a ocorrer”. Professora M.I.A. Noronha, seu apelo foi devidamente anotado pelas autoridades policiais competentes. O professor merece (fotos da polícia em ação comemorando o final da greve):

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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