Por que o Estado tem que pagar o enterro das autoridades privatistas?

Inspirados na política de estado mínimo de Margaret Thatcher, os governantes brasileiros privatizaram tudo. Até os cemitérios.

Dou o exemplo do Recife. O prefeito Antônio Farias (de 1975 a 1979) estatizou o Parque das Flores, reformou e ampliou todos os cemitérios, inclusive o de Santo Amaro, com a construção da avenida Mário Melo. Depois dele ninguém fez mais nada. No Dia de Finados, a manchete dos jornais safados: a prefeitura limpou o Santo Amaro. Isto é, capinou o mato. E passou um mão de cal. Estava sujo demais.

Os mortos das U.T.Is. dos pobres são abandonados pelos parentes. Também ninguém vai mais buscar, no necrotério, os corpos dos miseráveis apagados nas ruas de morta matada, de morte morrida, de morte de causa desconhecida e por bala perdida.

Aumentam os enterros dos indigentes. Um funeral custa uma grana braba que a família não tem. Antigamente se passava a lista, e parentes e contraparentes e a vizinhança e amigos do morto participavam da vaquinha.

Hoje está valendo a máxima de Thatcher: cada um por si, que o povo se vire feito siri na lata. Eta muié de coração de ferro.

Ken Loach: Privatizemos o funeral de Margareth Thatcher!

Foi o que disse o diretor de cinema britânico sobre o enterro de Margareth Thatcher, morta no último dia 8, e que deverá levar junto consigo o moribundo neoliberalismo.

privatizamos os enterros dos indigente. Que privatizados sejam os enterros das autoridades entreguistas

 

“Privatizemos o funeral dela: façam uma concorrência. O menor preço leva. Foi o que ela mais fez e mandou fazer.” – Ken Loach.

Essa doeu fundo
Wellfare state

Esta doeu na alma da dama de ferro, de seus apoiados Pinochet, Reagan, Bush, e DeClerk (Isto mesmo, a Sra. Thatcher apoiava o aparteit da Àfrica do Sul, e considerava Mandela um terrorista!), e doeu na alma hipócrita da direitalha contraditória que se vale deste sítio para apregoar a ideologia do individualismo e da competição.
Agora que seu funeral vai custar milhões aos cofres públicos, seria a hora de homenageá-la aplicando o que ela sempre defendeu em vida: Privatizem seu funeral!
O inferno a aguarda, senhora dama de ferro, que de agora em diante terá que conviver com o enxôfre.

Fonte: midiaindependente.org

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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