Água do Rio São Francisco e de novos açudes para acabar com a indústria da seca

BRA_OPOVO seca dilmaBRA^MG_EDM dilma seca

Verba para Pernambuco
Verba para Pernambuco

BRA_JP dila seca

Custo da transposição do São Francisco aumenta 71% e vai superar R$ 8 bilhões

Esta denúncia é do Estadão.

A transposição é necessária. E deve ser apressada. É a solução mais compensadora.

Escreve hoje Carlos Chagas:

OMISSÃO DA CIÊNCIA

A presidente Dilma passou o dia de ontem no Ceará, anunciando iniciativas para minorar os efeitos da seca. Recursos públicos serão outra vez distribuídos pelas regiões assoladas pela falta de chuva, espera-se que sem ser desviados como sempre tem sido.

Há, no entanto, uma questão maior e ainda inconclusa. A ciência avançou como nunca, desde que o mundo é mundo. Na Medicina, nem se fala. Mas também na Física, na Química, na Astronomia, com lugar de destaque para as indústrias bélicas, nucleares e tudo o mais. Por que diabo, então, não se investe num setor que beneficiaria a Humanidade mais do que todos? Fala-se da possibilidade de fazer chover onde não chove. Senão de contestar, ao menos de colaborar com a natureza para combater a seca. Impossível não será.

Só que falta empenho às forças científicas, certamente pela falta de lucro explicito e imediato numa atividade dessas. Os laboratórios produzem remédios fantásticos, ganhando muito dinheiro com sua comercialização. Os reatores nucleares preparam cada dia mais mortíferos artefatos atômicos, forma de manutenção da segurança das nações para, pelo menos, intimidar o adversário.

De fazer chover, porém, através de pesquisas profundas na atmosfera e investimentos maciços no setor, não cogitam. Realizações desse tipo só ajudariam países e regiões assoladas pela seca, geralmente pobres. Sem retorno financeiro imediato.

Houve tempo, já se vão quase cem anos, que apareceu no Brasil um certo professor Janot Pacheco, apregoando uma solução hoje considerada primária, de bombardear as nuvens com cobalto ou coisa que o valha. Virou objeto de curiosidade e de chacota na imprensa, sequer conseguiu ser recebido pelos políticos capazes de apóia-lo.

Seu espírito bem que poderia iluminar universidades, pesquisadores, empresas e governos. Agora, lucro, mesmo, no caso de sucesso na arte de fazer chover, só para os pobres camponeses do agreste nordestino. Melhor destinar-lhes verbas que raramente verão…

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s