Haddad quer que MP investigue se dono de terreno incentivou invasão

O prefeito Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira (27) que o Ministério Público de São Paulo deve investigar se o dono do terreno particular ocupado na Zona Leste de São Paulo, palco de confronto na terça-feira (26) entre polícia e moradores durante ação de reintegração de posse, foi o responsável por incentivar a invasão há cerca de um ano.

A informação foi passada à Prefeitura de São Paulo pelos próprios moradores da área. O objetivo do proprietário seria forçar o governo municipal a pagar pela desapropriação do terreno.

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“Cabe ao Ministério Público abrir inquérito para investigar. Eu sugiro que isso seja feito. Se isso aconteceu é crime e precisa ser apurado. Se o proprietário estimulou a ocupação para ser desapropriado, isso é crime”, afirmou Haddad.

O promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo, Mário Augusto Vicente Malaquias, informou que faz um ano que ele investiga a invasão do terreno no Jardim Iguatemi e que agora as denúncias contra o dono da área serão incluídas nessa investigação.
O dono do terreno, Heraclides Bataglia Camargo Filho, afirmou que as denúncias são falsas. “Devem investigar coisas que sejam críveis, e não alegações idiotas. Ele vai se expor ao ridículo investigando isso”, disse.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Pinheirinho 2, Jean Carlos da Silva, a invasão foi autorizada. “Ele e pessoas dele disseram a pessoas da associação que as pessoas poderia entrar, ocupar a área e que 15 dias após faria a negociação”, diz. Segundo Jean, o acordo é que lotes seriam vendidos por R$ 5 para R$ 7 mil. A associação acabou com o acordo semanas depois, quando o valor subir para até R$ 18 mil. O bairro recebeu o nome de Pinheirinho 2 em homenagem ao bairro do Pinheirinho, onde também houve reintegração de posse em 2012, em São José dos Campos.

De acordo com o secretário de Negócios Jurídicos, Luís Fernando Massonetto, o proprietário do terreno foi localizado, mas não manifestou interesse em dialogar com a prefeitura para encontrar uma solução amigável. A administração municipal não soube informar o valor avaliado do terreno. Continue lendo. Texto do G1

[Por que a justiça não ouviu o povo que estava sendo chantageado?

Justiça rápida assinou o despejo, para beneficiar uma pessoa, e jogando na rua 800 famílias.

Este caso devia ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ]

 

 

 

Robert Garcia
Robert Garcia

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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