A farra do governo da Bahia na Suiça

A cara do Brasil

por Moacir Japiassu

cenoura

Foi publicado no Facebook:

Myrna Mello, brasileira que vive na Suiça:

Atenção contribuinte brasileiro!

Fui hoje visitar a Feira do Chocolate em Zurique (…) Para minha surpresa, o maior stand e o carro-chefe da exposicão era representado pelo governo baiano.

Cheguei às 10:00 (hora de abertura) e o stand do Brasil estava praticamente vazio (…). Os representantes só chegaram por volta das 12.00.

Perguntei qual seria o objetivo maior da participacão do Brasil e a resposta que obtive seria para divulgar a copa. Me confirmaram que o stand do Brasil foi o mais caro (situa-se na abertura da exposicão) e as atendentes brasileiras não falavam os idiomas necessários para a comunicacão (sendo traduzidas por outros colegas).

Como brasileira e residente aqui há 6 anos, e conhecedora da cultura local, acredito que a melhor forma de utilizar o recurso empregado, o dinheiro do contribuinte, e consequentemente divulgar a copa seria talvez enviar uma equipe para aprender com os suiços como operar melhor no fluxo dos aeroportos, como realizar a logística durante o evento, aprender a forma como lidam com o fluxo de pessoas em grandes eventos, que procedimentos devem ser seguidos, etc.

Isto teria um efeito muito mais positivo!

Vir à Suiça, montar o stand mais caro de todos, fazer demonstracōes de capoeira, mostrando o que o estrangeiro já sabe sobre o Brasil não trará mais turistas. O turista quer saber o que estamos fazendo com nossa infraestrutura, se estamos com maior segurança, com melhores estradas, vias de acesso, etc.

Ou seja, creio que bater na velha tecla da terra que tudo dá, que tem samba, capoeira e futebol, não é suficiente.

E o pior: cada vez mais imprime o rótulo do país que samba, joga e dança mas não passa disto…

Copa a pé

Deu na coluna Política & Economia NA REAL, assinada pelos considerados Francisco Petros e José Marcio Mendonça:

“Os projetos de mobilidade urbana para a Copa do Mundo caíram na real (sem trocadilhos). As obras estão indo, sem grande eficiência em termos de calendário de execução. Todavia, estão tropeçando em algo inicialmente nada esperado : não há como encomendar ônibus a tempo para acrescer as frotas urbanas de novas unidades para os torcedores e turistas. A indústria não tem como entregar as encomendas.”

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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