O velho PCC muda de nome em Santa Catarina e a polícia continua a mesma

Imprensa muda nome do PCC
Imprensa muda nome do PCC

Quando a imprensa tradicional destaca uma onda do PCC, atemorizando a população, cria o mito do inimigo único, que apenas o governo estadual consegue eliminar para proteger os pobres e a classe média. É o governador o único salvador, e as polícias civil e militar os grandes heróis. E faz a propaganda indireta da incompetência do governo federal para pacificar o país.

No combate ao PCC, o governador Alckmin, de São Paulo, elegeu a bancada da bala. Evitou a CPI da privataria tucana.  O governdor Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, tirou das manchetes a CPI de Cachoeira, com os escândalos da Delta e da gangue dos guardanapos.

Qual o despiste pretendido pelo governador Raimundo Colombo?

Dizem que o Paraná é a bola da vez. Para esconder o caso dos caça níqueis, envolvendo delegados, e abafar a farra dos deputados com o dinheiro do Estado.

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Menos de dois meses depois de a Assembleia Legislativa do Paraná (AL) devolver R$ 110 milhões aos cofres públicos do Estado, surge a notícia de que – contraditoriamente – as despesas dos deputados aumentaram quase 19% no ano passado, em relação a 2011. O levantamento, realizado pela Gazeta do Povo e divulgado nesta segunda-feira (4), aponta que os parlamentares gastaram, juntos, 10,1 milhões em 2012 com combustível, alimentação, divulgação de atividades, entre outras coisas. O montante é 18,7 % maior do que o que foi gasto em 2011 com os mesmos serviços.

Sobre a incoerência na equação “economia menos despesas”,o presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), afirmou que não cabe a ele ficar regulando quanto cada deputado gasta. Segundo ele, “existe uma lei e ela tem que ser cumprida”. O presidente também provocou a imprensa, dizendo que qualquer irregularidade nas contas dos parlamentares deve ser denunciada. “Se alguém tiver uma denúncia de gastos irregulares, então que apresente à presidência (da AL) ou ao Ministério Público, porque deve ser investigada. Até o momento não fiquei sabendo de nada”, afirmou.

Ainda de acordo com Rossoni, a intenção é devolver meio bilhão de reais (R$ 500 milhões) ao governo do Estado até 2014. A Casa já ressarciu o Executivo em 200 milhões com dois cheques simbólicos – um de R$ 90 milhões entregue em dezembro de 2011 e outro de R$ 110 milhões entregue em dezembro do ano passado.

Ponta do lápis

Os campeões de gastos, segundo o Portal da Transparência, foram os deputados Péricles de Mello (PT) e Rose Litro (PSDB). Dos R$ 205.992 que cada um deles tinha direito em 2012 para gastos com seus gabinetes, Péricles gastou R$ 205.991,54 e Rose Litro, R$ 205.991,30 – ou seja, eles não economizaram um real sequer da cota. A maior parte das despesas, no caso desses parlamentares, foi com combustível: Péricles gastou R$ 52,5 mil e Rose Litro R$ 56,8 mil. Nenhum deles quis falar sobre o assunto.

O levantamento também aponta Cleiton Kielse (PEN) como o mais “gastador” no quesito divulgação (foram R$ 132,5 mil) e Roberto Aciolli (PV) como o que mais usou serviços gráficos (63,5 mil). Já Anibelli Neto (PMDB) lidera duas categorias, como o maior consumidor de alimentação (R$ 70 mil) e combustível (61,7 mil).

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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