Espanha. O bonzo do rei

Hoje, um homem de 57 anos, em protesto contra a crise, tocou fogo no próprio corpo. A tocha humana correu pela Avenida Carlos Haya em Málaga.

Los vecinos que intentaron apagar las llamas y consiguieron sofocar el fuego.

Fuentes del mismo han indicado que el hombre sufre quemaduras de tercer grado a partir del cuello y en el resto del cuerpo y que se encuentra muy grave.

(Vídeo) 

 

Isso jamais aconteceu no Brasil: Grandes bancos pagam milhões para escapar à justiça

povo polícia banco hospital indignados

 

Escândalos bilionários voltam a manchar a banca internacional. Cinco bancos pagam mais de 4,5 mil milhões e as investigações prosseguem.

Inevitáveis e vãs como um voto de abstinência numa manhã de ressaca, as promessas de moralização, autodisciplina e regulação que bancos e supervisores fizeram após a explosão da crise de 2008 parecem ter caído em saco roto. O ano de 2012 fica marcado por vários casos de polícia envolvendo algumas das maiores casas da finança internacional.

O escândalo de manipulação da taxa interbancária Libor é o que mais bancos atinge. HSBC, Royal Bank of Scotland e Barclays do Reino Unido, Citigroup e JP Morgan dos Estados Unidos, Deutsche Bank da Alemanha e UBS da Suíça, entre outros, são suspeitos de apresentarem estimativas artificialmente reduzidas dos juros que pagam para emprestarem dinheiro entre si, dados que são compilados pela Associação Britânica de Banqueiros (ABB) para estabelecer o valor da Libor, equivalente britânico da Euribor. Desta forma, tentaram apresentar uma falsa imagem de saúde financeira perante os nervosos mercados, mas o estratagema visava também um lucro rápido para os bancos e para vários dos seus administradores.

As investigações do Departamento de Justiça dos EUA e dos reguladores britânicos, suíços e nipónicos indicam pagamentos de subornos e falsificação de documentos. Até ao momento, UBS e Barclays são os bancos mais castigados. A instituição suíça aceitou pagar este mês uma multa recorde de 1,1 mil milhões de euros para arquivar o processo internacional de que é alvo. O Barclays pagou 340 milhões, foi penalizado pelas agências de rating e viu os seus CEO e chairman apresentarem a demissão e responderem perante o Parlamento britânico. Dois corretores britânicos implicados no caso, Tom Hayes e Roger Darin, poderão ainda responder em tribunal nos EUA, que requerem a sua extradição.

A Libor, a que estavam indexadas trocas globais de um total de 275 biliões de euros, perdeu o seu estatuto de taxa de referência e a ABB deixou de estar responsável pelo seu cálculo.

Na Europa Continental, as atenções viram-se agora para a Euribor. Segundo o Wall Street Journal, a Comissão Europeia investiga o lóbi bancário do Velho Continente por suspeitas de manipulação daquela taxa. Société Générale, Crédit Agricole, Deutsche Bank e HSBC são referidos como possíveis implicados. Na Ásia, os reguladores sul-coreanos, japoneses e singapurenses também investigam um caso similar ao que eclodiu na City londrina.

Terroristas e traficantes

O HSBC também protagonizou outro dos escândalos financeiros do ano. O banco britânico admitiu este mês que permitiu inadvertidamente que barões do narcotráfico mexicano depositassem e lavassem milhares de milhões de euros naquela instituição durante a década passada. Se tal resultou da ausência de mecanismos de controlo ou de conluio criminoso é algo que nunca se apurará cabalmente – o banco pagou 1,4 mil milhões de euros aos reguladores norte-americanos para encerrar o caso. No Reino Unido, o caso ganha especial relevância política, já que o actual ministro conservador para o Investimento e Comércio Stephen Green liderava o HSBC à altura dos factos.

Também o britânico Standard Chartered pagou 500 milhões nos EUA para arquivar um processo em que era suspeito de ter violado sanções internacionais através do financiamento de entidades iranianas.

Na Alemanha, os arranha-céus que albergam a sede do Deutsche Bank em Frankfurt foram visitados duas vezes este mês por centenas de agentes da polícia e de inspectores do fisco germânico. Numa das rusgas às torres gémeas, quatro pessoas foram detidas por eliminar milhares de emails e registos requeridos pela justiça. São vários os escândalos que abalam o maior banco privado alemão. Três antigos funcionários declararam recentemente aos reguladores norte-americanos que a instituição escondeu perdas de 9,2 mil milhões de euros para escapar a um resgate estatal – o Deutsche Bank nega a alegação. As autoridades investigam ainda um esquema de fraude fiscal em carrossel que envolverá o banco e várias empresas através da troca de créditos de emissão de dióxido de carbono. O Estado germânico terá sido lesado em centenas de milhões de euros. Este mês, a justiça alemã condenou ainda o banco a indemnizar os herdeiros do falecido e falido magnata dos media Leo Kirch numa soma de até 1,5 mil milhões de euros pelo seu papel no colapso financeiro do grupo Kirch.

Acusando a pressão da polícia e do fisco, o co-presidente do banco, Jürgen Fitschen, telefonou ao primeiro-ministro do estado germânico de Hesse a condenar a actuação indiscreta das autoridades. A conversa terminou nas páginas da Der Spiegel, e agora é a classe política alemã que ataca a cúpula dirigente do Deutsche Bank.

Em Frankfurt, Londres ou Nova Iorque, os grandes banqueiros repetem mais uma vez promessas de uma reflexão sobre os erros cometidos, de colaboração com a justiça e de criação de novos mecanismos de controlo._Mas, e também mais uma vez, cidadãos, políticos e analistas dão pouco crédito às suas palavras.

pedro.guerreiro@sol.pt

Josetxo Ezcurra
Josetxo Ezcurra

Democracia à brasileira: André Caramante começou o Ano 13 no exílio

Herzog
Herzog

Quando o cerco apertava só havia duas opções: ficar e morrer ou ir para o exterior. Também a mesma polícia que matou Herzog está por trás das ameaças a André Caramante. O Brasil, de 64 para 2013, não mudou nada.

Na encomenda da morte de um jornalista sempre tem, pelo menos, um policial.

Escreve a BBC:

Após escrever uma reportagem em julho relatando que o ex-comandante da Rota (a controversa unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo) e vereador eleito Paulo Telhada usava sua página no Facebook para pregar a violência, o repórter André Caramante, do jornal Folha de S.Paulo, passou a ser alvo de ameaças que o levaram a deixar o país com a família.

Com os filhos fora da escola regular e longe dos amigos e da profissão, o jornalista espera providências das autoridades, que ainda não identificaram os autores de ameaças como: “Quero deixar um recado para o André Caramante. Para ele deixar a polícia trabalhar em paz ou os filhos dele vão estudar no tacho do inferno”, feita por telefone a um funcionário da Folha de S.Paulo, segundo o Ministério Público.

Herzog torturado. Desconheço a autoria deste excelente quadro que ilustra o cartaz do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog
Herzog torturado. Desconheço a autoria deste excelente quadro que ilustra o cartaz do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog

BBC Brasil – Como se sente nesta situação?

Caramante – Essa tentativa de intimidação contra a liberdade de imprensa não é nova e não se restringe apenas a mim. No México, por exemplo, as pressões contra a imprensa livre são exercidas pelo narcotráfico. No Brasil, mesmo após o fim da ditadura militar, há quase 30 anos, as indicações são de que setores das forças de segurança tentam impedir a divulgação de informações.

Posso citar dois exemplos, cada um com seu grau de intensidade, mas ainda assim semelhantes por terem PMs como alvo de denúncia: o do jornalista Caco Barcellos, autor do livro-reportagem Rota 66 – A História da Polícia que Mata, ameaçado de morte e obrigado a deixar o país nos anos 1990 por mostrar a política de extermínio da tropa especial da PM de São Paulo.

E também o do jornalista Renato Santana que, em 2011, após denunciar grupos de extermínio na região do litoral paulista, passou a ser ameaçado e teve de pedir demissão do jornal para o qual trabalhava e se mudar.

BBC  – O governo estadual poderia ter feito alguma coisa para evitar essa situação, ou pode tomar alguma atitude agora?

Caramante – Depois de a notícia sobre minha mudança temporária de localização ter sido tornada pública, o governador Geraldo Alckmin propôs me colocar, ao lado de minha família, no programa estadual de proteção a vítimas e testemunhas. Mas isso não atendeu a minha expectativa, porque faria com que eu tivesse de abrir mão de minha atividade profissional, do direito de informar.

(O programa) faz com que um jornalista tenha de deixar de exercer seu trabalho, rompa laços de amizade, mude de casa ou até mesmo de nome, mas não diz nada sobre como responder à ameaça contra a liberdade de imprensa que a minha situação expôs.

No fim de julho, o secretário da Segurança Pública do governador Alckmin já havia afirmado que iria determinar uma investigação na Corregedoria da PM contra o coronel reformado sobre as atitudes dele contra mim no Facebook. Até hoje não fui informado sobre o resultado dessa investigação. Somente dois meses depois dessa afirmação, a Corregedoria da PM, sabendo que eu já estava fora do país, enviou um ofício ao jornal para me ouvir. Fica muito difícil acreditar em resultados. Afinal, havia uma investigação em curso no fim de julho?

BBC – Qual é a sua opinião sobre o posicionamento do governo Alckmin?

Caramante – Se tivéssemos uma política de segurança pública transparente em São Paulo, o governo manteria de forma explícita, por exemplo, uma lista completa com todos os dados das vítimas dessa onda de violência em andamento. Em São Paulo, jornalistas não têm acesso a documentos públicos sobre esses crimes. A desculpa é a de que a revelação sobre quem morreu “atrapalharia as investigações”.

 [Coronel Telhada acaba de tomar posse na bancada da bala da Câmara Municipal de São Paulo. É policial da máxima confiança de Alckmin, e foi eleito vereador pelo partido tucano do governador.]
Coronel Telhada, um político tucano
Coronel Telhada, um político tucano

‘Mídia brasileira ataca Ley de Medios argentina por temer projeto semelhante no Brasil’

Por Gabriel Brito e Valéria Nader

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Após cinco anos de sua idealização, a Argentina conseguiu concretizar a vigência de uma nova Lei de Mídia, redigida a fim de regulamentar a arena das comunicações e reordenar a ocupação do espectro eletromagnético, quebrando os monopólios da mídia comercial. Neste contexto, vários anos se passaram com os mesmos grupos empresariais dominantes bombardeando o governo de Cristina Kirchner, que estaria a “atentar contra a liberdade de expressão”.

Dessa forma, é para elucidar a chamada Lei de Serviços de Comunicação Audiovisuais que o Correio da Cidadania entrevistou o estudioso das comunicações, e editor da revista Caros Amigos, Laurindo Lalo Leal Filho. Com anos de estudo sobre os diferentes níveis de regulação midiática encontrados mundo afora, Lalo assegura que a nova lei é da mais alta consistência, além de amplamente debatida na sociedade: “são dois os grandes aspectos: o teórico-acadêmico e o da sustentação política”.

Laurindo Lalo Leal Filho: O primeiro e mais polêmico, que segue dando pano pra manga e foi o que mais dificultou a aprovação da lei, é aquele que rompe um processo não só argentino, mas latino-americano, de concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos grupos. Esse é o aspecto central, pois faz com que a lei amplie a liberdade de expressão na Argentina. Ou seja, um espectro eletromagnético hoje ocupado por poucos grupos passa a ser ocupado por um número maior de atores. Setores da sociedade que estão calados por não terem espaço de colocarem suas vozes terão agora a oportunidade. Como diz o documento “Hablemos todos”, todos têm o direito de falar.

Assim, esse é o aspecto prático mais importante da lei, dividindo o espectro de forma mais equilibrada, seja para as emissoras públicas, estatais ou comerciais. É uma lei que amplia a liberdade de expressão ao mesmo tempo em que quebra monopólios. Isso tem um desdobramento político muito importante porque representa um aprofundamento da democracia. Não é só uma questão do campo das comunicações. Quando se amplia o número de vozes, ideias e valores, amplia-se a participação democrática da sociedade. Exemplo disso é o ponto que garante o espaço também para os grupos originários, como o de Bariloche, cujo grupo de habitantes de povos originários está colocando no ar sua emissora de TV. Um grupo que sempre esteve calado. Mas, com um terço do espaço reservado às emissoras públicas, agora também poderão falar à sociedade.

Portanto, esse é o aspecto fundamental, a voz a setores sempre silenciados. Mas existem outros, como a garantia da produção nacional, o que abre espaço a muitos grupos que querem mostrar seu trabalho. Há a classificação indicativa estabelecida em lei, porcentagens máximas de publicidade, enfim, uma série de aspectos, todos voltados não só ao aumento da participação pública, mas também à qualidade do que é oferecido ao público.

Escrevi um artigo chamado “A síndrome Jango, aos 50”, no qual coloco que o fato de os grupos de comunicação terem praticamente empurrado pra rua o governo Jango, colaborando muito para o golpe de 64, que depois sustentaram, fez com que todos os governos de lá pra cá tenham muitos cuidados, estejam sempre cheios de dedos para dialogar com a mídia. Acho que o fantasma do golpe de 64 perdura até hoje. Não só esse, mas todos os governos sempre tiveram um receio muito grande de ir à frente com um debate pra colocar a mídia e, principalmente, os meios eletrônicos em um enquadramento democrático.

Podemos perceber algumas pesquisas que mostram que, desde 1988, da Constituinte pra cá, já foram elaborados 20 projetos de lei pelos governos, mas que nunca foram colocados em debate na sociedade, muito menos levados ao Congresso Nacional. Pois, em determinado momento da discussão, vinha a ameaça de que o governo poderia ser alvo de uma campanha difamatória muito grande, que poderia até levá-los à desestabilização.

Portanto, é uma disputa muito delicada, sendo necessária uma vontade política muito grande. Mas essa vontade é necessária. E para ser vitoriosa, não basta que seja vontade política dos governos. É preciso que seja combinada com os movimentos sociais. É uma disputa bastante difícil, mas que aqui no Brasil já está passando da hora.

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El año que España salió a la calle

por Toni Martínez

Reportaje fotográfico de Fernando Sánchez (excepto febrero, de Germán Caballero)

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Mariano Rajoy ya ha anunciado que durante el año 2013 continuará “la senda reformista” de su gobierno. En Moncloa se escuchan las primeras voces de alarma ante una conflictividad social que va en aumento. Para el año que viene llegarán dos de las reformas que suenan con más contestación: la educativa de Wert y la judicial de Gallardón. Junto a ellas, un cambio en la Ley del aborto o la privatización de la gestión sanitaria en la Comunidad de Madrid, auguran un 2013 complicado.

Desde La Marea hacemos un repaso de las manifestaciones y protestas más relevantes del año pasado, mes a mes. No están todas, faltan muchas, pero sí que ofrecen un panorama general del descontento de prácticamente todos los sectores sociales.

Enero: Manifestación global mundial bajo el lema “Toma las calles!”

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El año 2012 solo tenía 15 días de vida y las calles de todas las poblaciones del Estado se llenaban de personas protestando bajo el hastag #spanishrevolution. La convocatoria, hecha a nivel mundial, se convocaba a través de las redes sociales “por más educación y seguridad social acorde con el sentir del pueblo, por la participación social de todos los seres humanos en la transformación planetaria, por la soberanía del pueblo en la toma de decisiones, por un trato consciente con la naturaleza”. Las marchas sirvieron para demostrar que el movimiento 15M seguía con músculo y con ganas de seguir reivindicando el estado del bienestar en las calles.

Febrero: Primavera valenciana

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Los institutos del País Valenciano llevaban meses sin cobrar, los padres y alumnos inventaban cada día nuevas protestas: iban a clase con mantas, rodeaban los centros escolares… Los estudiantes del Instituto Lluís Vives se lanzaron a la calle cortando el tráfico en una de las arterias principales de la ciudad y se armó el lío. Hasta allí llegó la policía que cargó indiscriminadamente y con una dureza no vista antes contra niños de 13, 14 y 15 años. La desmesurada actuación policial hizo que durante toda la semana se encadenasen manifestaciones pidiendo la dimisión de los responsables, el jefe de la policía llegó a llamar “enemigos” a los escolares y tras una semana de cargas policiales y concentraciones, el ambiente se tranquilizó. Meses después los institutos ya cobraban, aunque los impagos se iban a volver a repetir posteriormente.

Marzo: Contra la reforma laboral

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El mes de marzo, el gobierno de Mariano Rajoy aprobó la anunciada reforma laboral. Un ataque en toda regla a la clase trabajadora, según dijeron entonces los principales sindicatos. La reforma popular implicaba, entre otras cosas, un abaratamiento del despido, pasando de los 45 días por año trabajado a 33 o 20 días si la empresa justificaba los despidos por “causas económicas”. Además, disminuía el poder de los sindicatos en la negociación colectiva, prevaleciendo el convenio negociado entre empresa y los trabajadores. A lo largo del mes se convocan marchas para llamar a la huelga general del día 29. Ese día, las calles se llenan de gente, la huelga no se nota tanto en el sector productivo, pero sí en las manifestaciones. En Barcelona dos marchas convocadas acaban con graves incidentes, ataques a comercios, contenedores ardiendo y cargas policiales. El día en la Ciudad Condal acaba con 106 detenciones y 48 personas imputadas. En Madrid, el actor Willie Toledo es detenido por participar “presuntamente” en un piquete violento en un bar del barrio de Malasaña. Meses después el juzgado archivaría la causa contra él.

Abril: Contra los recortes sociales (29 abril)

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Un mes después, el 29 de abril, en las calles se oyen voces defendiendo el sector público, la educación y la sanidad. El gobierno ha aprobado un Real Decreto de “medidas urgentes para garantizar la sostenibilidad del Sistema Nacional de Salud (SNS)”. Entre esas medidas se establece el pago de prótesis, del transporte sanitario no urgente, establece el copago (repago) farmacéutico para los pensionistas y sacan del sistema de financiación un gran número de medicamentos. Además, los extranjeros sin papeles quedan excluidos de la protección del SNS. En educación, se aumentan el número de horas lectivas de los profesores en primaria y secundaria, así como el ratio de alumnos por clase. En la Universidad se produce un aumento de las tasas de grado y de Máster, tasas que en algunos casos duplican el coste del año 2011. Las protestas se sudceden, el Partido Popular lleva en el poder cinco meses y ya son muchas las voces que piden elecciones anticipadas.

Mayo: #12M y #15M

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En medio de ese ambiente de crispación por los recortes sociales se produce el primer aniversario del 15M. De nuevo las plazas de las ciudades de todo el Estado son lugares de encuentro de la ciudadanía. La Puerta del Sol de Madrid se llena y celebra una multitudinaria asamblea durante varios días. Se suceden en las capitales de provincia, ciudades y pueblos concentraciones, asambleas y acciones diversas.

Junio: El rechazo al rescate de la banca privada

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Este mes, la indignación se dirige contra el sector bancario. Gracias al impulso del 15M y de diferentes colectivos sociales, se convoca una movilización contra el rescate pedido a la Unión Europea para las entidades financieras. “Rescatemos personas y no bancos”, es el lema más coreado por una ciudadanía que pide que las pérdidas de los bancos no sean pagadas por ellos.

Julio: Marcha mineros

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El 10 de julio la noche madrileña se llenaba de luces, de madrugada miles de vecinos se echaron a la calle para recibir, vitorear y escoltar a la ‘marcha negra’ hasta la Puerta del Sol. 200 hombres y mujeres vienen andando hasta la capital desde Aragón, Asturias y Castilla y León para defender un sector que consideran herido de muerte. Tras 19 etapas llegan a Madrid donde se organiza una gran marcha de apoyo para el día siguiente.

Ese mismo día el Gobierno aprueba un nuevo paquete de medidas de ajuste: se sube el tipo del IVA en todos sus tramos, se bajan las prestaciones por desempleo a partir del sexto mes y se suprime la deducción por compra de vivienda. El líder de Izquierda Unida, Cayo Lara, explica gráficamente qué supondrían estos recortes los siguientes meses, al afirmar que Rajoy “echa gasolina a las calles del país” con estos nuevos ajustes.

Agosto: Recortes y, como todo el año, contra los desahucios (PAH)

Desahucios
Ni la llegada del verano logra parar las protestas contra las políticas económicas del gobierno. El número de parados crece mes tras mes acercándose peligrosamente a los seis millones y cada día aumenta el número de personas desahuciadas por no poder pagar la hipoteca. La Plataforma de Afectados por las hipotecas (PAH) acude a todos los desalojos forzosos que puede. Su petición, la dación en pago y la creación de un alquiler social para aquellos que no pueden pagar el piso.

Por su parte, los bancos siguen desahuciando a familias enteras que se ven en la calle, sin vivienda y con la deuda pendiente de pago. Se suceden las imágenes de policías contra vecinos que quieren impedir el desahucio, la sociedad empieza a concienciarse y exige soluciones a los políticos y a los bancos que van a recibir una importante inyección de dinero desde Bruselas.

Septiembre: Rodea el congreso

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El 25 de septiembre, el Congreso de los Diputados amanece vallado y con un despliegue policial que no se recuerda. Es la respuesta a la convocatoria del 25-S Rodea el Congreso, mientras los diputados permanece dentro. La jornada transcurre con normalidad, hasta que alguien intenta lanzar una valla. En ese momento, la policía carga contra los manifestantes y se desata una batalla campal. El resultado, 35 detenidos y 64 heridos, 27 de ellos agentes. Las grabaciones de los manifestantes demuestran que hay infiltrados de las fuerzas de seguridad, a los que acusan de provocar los disturbios para desatar una reacción que desmantele la protesta. Los días siguientes se vuelve a rodear el Congreso sin que se produzcan nuevas cargas. Hay un intento de que la Audiencia Nacional juzgue a los convocantes del 25-S por un presunto delito contra las altas instituciones del Estado, pero finalmente el juez Santiago Pedraz archiva la causa. La respuesta del Gobierno la da el mismo Mariano Rajoy, quien muestra su “reconocimiento a la mayoría de los españoles que no se manifiestan, que no salen en las portadas de la prensa y que no abren los telediarios, no se les ve, pero están ahí, son la inmensa mayoría”.

Días antes, el 11, la jornada de la Diada de Catalunya, se produce una gran manifestación bajo el lema de “Cataluña, nuevo estado europeo”. Es una demostración de fuerza del catalanismo que logra sacar a la calle a entre 600.000 (según delegación de Gobierno) y 2 millones de personas (según los organizadores).

Octubre: Educación

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Arranca el curso escolar y con él las protestas contra los recortes en este sector. Padres, profesores y alumnos convocan una semana de lucha en defensa de la educación pública. Las marchas acaban con una huelga general de estudiantes que paraliza la educación.

Noviembre: Huelga general

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Prácticamente todos los sectores de la sociedad están afectados por algún tipo de recorte. Las calles están calientes y los sindicatos convocan una huelga general para el día 14. La jornada coincide con otras huelgas convocadas en Portugal, Italia y Francia. Las manifestaciones son masivas y se suceden los altercados en Madrid y en Barcelona. En esta ciudad, Ester Quintana pierde un ojo tras recibir, según testigos presenciales, el impacto de una pelota de goma disparada por los Mossos d’Esquadra.

Diciembre: Sanidad

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El año acaba con la marea blanca en Madrid. Los médicos y enfermeros realizan protestas contra la decisión de la Asamblea de Madrid y el gobierno de Ignacio González de privatizar la gestión sanitaria de 26 centros de salud y siete hospitales. Las protestas continúan y en 2013 no parece que vaya a bajar la intensidad.

(Transcrito lamarea.com)

 

Jornalistas repudiam ameaças de Lavareda

No dia que Ricardo Antunes foi preso, 5 de outubro último, Antônio Lavareda promoveu assédio judicial a vários blogueiros, que desprezaran e enjeitaram as ameaças.

Isso significa que tudo foi planejado para a mesma data.

Inclusive enviou à blogueira Priscila Rezente o anteprojeto da Lei Lavareda de Censura prévia no presente e no futuro e, pasmem diante do kaftaniano absurdo, no passado, pela retirada de noticias. Retirada gratuita. Veja:

No dia que Ricardo Antunes foi preso

O coletivo Trilhos Urbanos  (leia a documentação completa e os comentários dos leitores), decidiu não acatar a solicitação feita pelos advogados da Lead Assessoria em uma notificação judicial enviada à Priscilla Rezende: – “Por entendermos que essa é uma tentativa de intimidação à liberdade de expressão e que, em nenhum momento, acusamos alguém de algum crime ou cometemos alguma ilegalidade, o pedido não será acatado”, dizem os autores. Sobre a acusação de “conduta pouco profissional”, o Trilhos Urbanos esclarece que horas antes de publicar a matéria, foram enviados emails para a prefeitura de Recife, Lead Assessoria e Camila Coutinho, proprietária do blog Garotas Estúpidas, mas que o único retorno foi a notificação extrajudicial.

– “A ditadura acabou no Brasil há algumas décadas. Cabe a nós, pessoas comuns, mostrarmos que a censura através da intimidação nao tem espaço em um país democrático. Nos recusamos a permitir que as leis sejam usadas como mordaça. Elas existem para garantir o que temos de mais caro: a liberdade para questionar”, encerra o comunicado no Trilhos Urbanos, assinado por Priscilla Rezende, Joao Varella, Renato Elias, Felipe Agne, Cecilia Arbolave, Thiago Blumenthal, Fred Costa e Devanir Amâncio.

Blue Bus também teve acesso a fac similes do documento – veja abaixo destaques.

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Aprecie os preços, para o povo, da liquidação que o prefeito João de Costa deu 200 mil pratas (ajuda cultural):
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A Shopping Day teve, sim, promoções de adultização de crianças. Veja peça publicitária:
Foto do blogue do Garotas Estúpidas, que recebeu os 200 mil cruzeiros, via empresa de Lavareda
Foto do blogue do Garotas Estúpidas, que recebeu os 200 mil cruzeiros, via empresa de Lavareda