Le Monde na campanha para salvar antigo Museu do Índio

Questão indígena sensibilizou jornalistas do mundo inteiro, que repercutiram a luta pela preservação da Aldeia Maracanã, defendendo o tombamento do prédio e mantenção dos índios no local

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O correspondente do jornal Le Monde no Brasil, Nicolas Bourcier, aproveitou sua crônica semanal sobre o país, publicada nesta terça-feira (29) , para abordar a grande mobilização dos últimos dias para impedir a demolição do antigo Museu do Índio, nas proximidades do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O artigo descreve todas as etapas do movimento e afirma que o prédio histórico, hoje ocupado por um grupo de índios, escapou por pouco da demolição.
Para Bourcier, o antigo prédio do Museu do Índio é uma metáfora das contradições de nosso tempo, uma espécie de templo antigo mergulhado no centro das ambições modernas. O Le Monde lembra que o prédio, construído no século 19 e abandonado em 1977 com a transferência do Museu do Índio para Botafogo, foi ocupado em 2006 por um grupo de índios de diversas etnias. A ambição dos indígenas era transformar o local em centro cultural, mas a com a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo em 2014 e do Rio para as Olimpíadas de 2016 a velha casa se transformou em objeto de todos os desejos.
Os governos carioca e fluminense tentaram expulsar os índios para demolir a casa e transformar o local em estacionamento, passarela ou centro comercial, alegando que a modernização do entorno do Maracanã era uma exigência da FIFA. O Le Monde diz que a resistência dos defensores do antigo museu foi enorme. Até FIFA desmentiu ter exigido a demolição do prédio e dois juízes federais se pronunciaram no último final de semana contra a demolição e contra a expulsão dos índios do local.

O recuo do governador do Rio, Sérgio Cabral, que promete agora renovar o prédio, foi visto pelo correspondente do Le Monde como uma pequena vitória pelos indígenas que vão tentar nesta segunda-feira mais uma vez agendar uma rodada de negociações com as autoridades estaduais.

Fonte: Primeira Página

Judiciário cada vez mais distante da sociedade: só 3,7% dos brasileiros acreditam na Justiça

por Roberto Monteiro Pinho

O judiciário brasileiro vive a sua mais completa falta de sintonia com a realidade social e com a própria sociedade, em suma, não interage, não se aplica, não se atualiza, (prefere não saber), e com isso descarta processos num piscar de olhos, para isso basta dar um despacho esdrúxulo e a parte que recorra, essa é a tônica, e o constante nos tribunais, quem conhece, sabe disso.

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A resposta aos anseios dos 88 milhões (ou já oficiosos 92 milhões), de causas, onde litigantes lutam por direitos no judiciário brasileiro, aceitam essa situação? Evidente que não, as pesquisas de opinião indicam que apenas 3,7% da população acredita na justiça, e os advogados em recente pesquisa, apontam que 93% não estão contentes com o judiciário. Sem resposta, e com o judiciário convalescendo, penaliza o cidadão e enfraquece o Estado Federativo e deforma a imagem da nação perante a sociedade mundial.

Máquina judiciária é um cenário de um “Parque de Diversões”, tem roda gigante, bingos, mulher barbuda, homem que engole espada, carrossel e gulodices, tudo para fertilizar a imaginação do pobre humano que ali despenca em busca da solução do seu conflito.

O JUIZ É O ESTADO

Mas o juiz é o Estado, ensina Carnelutti: Jurisdição é uma função de busca da “justa composição da lide”. A atividade judicial está acoplada à interpretação do ordenamento jurídico e aos preceitos valorativos insertos na Constituição Federal de 1988. O processo não é um fim, mas um meio para que se alcance a Justiça.

Os poderes/deveres do juiz devem estar atrelados aos objetivos maiores de consecução da Justiça social, se isso não ocorre, o estado está moralmente falido. Em consequência a essa anomalia congênita, a deturpação do direito, até mesmo num simples despacho, ao ferir norma legal, agride aos mais elementares princípios da relação Estado/sociedade, e por isso se afasta da sociedade, e fulmina a garantia que a estrutura judiciária/estatal compulsoriamente se comprometeu a dar.

O quadro é deveras melancólico, reflete na agonia de seus integrantes porque deriva dos seus próprios erros, data venia, dificilmente admitidos em suas manifestações públicas, o que aumenta ainda mais a precariedade da máquina judiciária, e a insegurança jurídica. O fato é que não existe em seus quadros uma só voz que venha responder para a sociedade ao menos, seus dois principais entraves – a morosidade e a péssima conduta de seus magistrados no trato com advogados e partes litigantes.

Transcrito da Tribuna da Imprensa

A boate Kiss pagava suborno para funcionar?

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O povo marcha pela principal avenida da Santa Maria pedindo justiça. Tem uma entrevista de um dos donos, de antes do crematório, sobre superlotação na boate, afirmando que vendia 700 ingressos antecipadamente, e 700 na bilheteria. Os bombeiros contabilizam para menos. Ambiciosa festa em que morreram todos os participantes, e que apenas escapou o dono que, junto com o sócio, também vai ser libertado antes da alta ou do enterro dos feridos em estado grave.

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De la abolición la esclavitud a la abolición de la prostitución

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Sylviane Dahan

La llegada a las pantallas de Lincoln, la última realización de Steven Spielberg, ha propiciado un buen número de debates y reflexiones. Y es que una mirada retrospectiva sobre la guerra civil americana y el punto de inflexión, decisivo para el curso de la historia, que supuso la abolición de la esclavitud, nos proyecta, por sorprendente que pueda parecer, hacia los conflictos y dilemas sociales más candentes de nuestro tiempo.

Dejemos que los críticos cinematográficos discutan los méritos artísticos de la obra. Por cuanto a sus carencias se refiere, podemos remitirnos al excelente artículo del profesor Vicenç Navarro acerca de Lo que la película Lincoln no se dice sobre Lincoln, silencio que proyecta una imagen incompleta, sesgada y condicionada ideológicamente del personaje. La historiografía oficial americana, finalmente dominada por los intereses y la visión de las cosas que las grandes corporaciones han ido imponiendo al conjunto de la sociedad, ha ocultado, hasta hacer caer en el olvido completo, la radicalidad democrática del pensamiento de Lincoln.

En efecto, el relato se concentra en un episodio crucial de la contienda americana. Al filo de 1865, el Sur está exangüe y se vislumbra el final de la guerra. Lincoln, reelegido presidente, plantea entonces un problema de gran calado. Algo más de dos años antes, por decreto, había liberado a los esclavos bajo dominio de los rebeldes sureños: un acto de guerra crucial, que había movilizado a miles y miles de negros, enrolados bajo la bandera de la Unión. Pero esa “confiscación de los bienes del enemigo” no equivalía a una abolición definitiva de la esclavitud. El fin de la guerra podía traer toda clase de componendas entre las clases adineradas del Norte y del Sur, y la población negra y sus aspiraciones ser moneda de cambio. Una cosa era abolir la esclavitud… y otra la igualdad de derechos a la que acabaría abriendo la puerta. Por aquel entonces, las clases pudientes de Inglaterra eran favorables al comercio con los Estados Confederados, mientras que el movimiento obrero inglés, alemán o francés sentía como propia la causa de la libertad americana. Nada estaba decidido de antemano.

De ahí el valor del gesto de Lincoln, forzando el voto de su decimotercera enmienda. La ocasión podía malograrse por faltade determinación. “No se trata sólo de esos millones de esclavos que gimen hoy bajo el látigo y las cadenas; se trata de la suerte de los millones y millones que vendrán después”. No había garantías acerca de la futura convivencia. Pero el demócrata consecuente no puede detenerse, presa del vértigo de la historia, cuando se presenta la oportunidad de forzar sus puertas, dejando atrás siglos de opresión y barbarie. Hay que dar el salto, generar el acontecimiento que no permita marcha atrás; insertar aquello que es posible en una sociedad —porque las condiciones han madurado lo suficiente para ello—, pero que no surgirá espontáneamente como resultado de una lógica evolución.

Por supuesto, sabemos lo que ocurrió después. Lincoln fue asesinado. El programa de reparto de tierras propugnado por el ala más radical del Partido Republicano jamás se realizó. Hubo que esperar casi cien años para la llegada de los derechos civiles. Y, hoy, bajo el gobierno de un presidente afroamericano, la población negra americana vive aún sumida en la desigualdad y la injusticia. Eso no resta valor alguno al hecho revolucionario de la abolición de la esclavitud, decisiva para la construcción de la conciencia democrática de la humanidad. Una conciencia que debe abordar nuevos retos. “Dicen que la esclavitud ha desaparecido de la civilización europea —escribía Victor Hugo en 1862. Es un error. La esclavitud sigue existiendo, pero ya sólo pesa sobre la mujer y se llama prostitución”.

La prostitución, esclavitud del siglo XXI

En tiempos de aquella segunda revolución americana, cuatro millones de personas vivían esclavizadas por los hacendados sureños. Bajo el capitalismo globalizado de nuestro siglo, más de cuatro millones de mujeres y niñas son traficadas cada año en el mundo con finalidad de prostitución. El negocio generado por la explotación sexual de seres humanos se sitúa al mismo nivel, cuando no lo rebasa en volumen, que el tráfico de armas, las drogas o el petróleo. Tras esas fabulosas ganancias, hay un inmenso reguero de sufrimiento humano, singularmente femenino e infantil. Pero, sobre todo, la inducción de un modelo de sociedad, desigual y violenta para la mujer. Una sociedad en que la mujer es susceptible de ser objetivada, deshumanizada y convertida en mercancía, no es una sociedad democrática.

Desde ese punto de vista, la analogía entre esclavitud y prostitución, una comparación que irrita sobremanera al lobby de los defensores del “trabajo sexual”, resulta insoslayable. Las tediosas discusiones acerca de la “prostitución libre” o la “forzada”, o las elaboradas diferenciaciones entre trata y prostitución, carecen de sentido bajo esa óptica. Hay trata porque hay prostitución, del mismo modo que había tráfico de esclavos porque había esclavitud. La actitud democrática ante la esclavitud se basa en el rechazo a un estatuto degradante para la dignidad humana, no en la percepción que cada esclavo pueda tener acerca de su condición. El pensamiento postmoderno nos incitaría a distinguir entre el jacobino haitiano y el Tío Tom… para llegar a la brillante conclusión de que “hay esclavitudes, y no esclavitud”, y que por lo tanto no cabe adoptar una posición abolicionista general y tajante.

El debate sobre la prostitución adquiere todo su sentido cuando se aborda a la manera de Lincoln“No sólo se trata de las mujeres y niñas que hoy son violentadas, sino de los millones y millones que pueden sufrir el mismo destino”.Las maltrechas democracias europeas necesitan su decimotercera enmienda. Como un eco de las vacilaciones de otros tiempos, oímos decir que “nuestra sociedad no está madura para la abolición de la prostitución; que primero hay que cambiar las mentalidades…” Por supuesto, es necesario un debate social en profundidad acerca de la prostitución. Pero, allí donde nos muestran las razones objetivas de una “larga (y resignada) marcha”, preferimos ver la señal inequívoca de una emergencia social.

Estamos ante un conflicto de poderosos intereses que interpela a lo más profundo de la desigualdad estructural de nuestras sociedades capitalistas y patriarcales. La prostitución es un privilegio masculino. A lo largo de la historia, ningún estamento dominante ha cedido sus posiciones ante la razón, sino ante una correlación de fuerzas capaz de descabalgarlo. Es necesario crear, de modo transversal, un lobby abolicionista feminista cuyas —y cuyos— activistas trabajen conjuntamente y se refuercen mutuamente para influir en sus respectivos sindicatos, movimientos y asociaciones, partidos políticos. De tal modo que, allí donde sea posible y en cuanto sea factible, se promulguen leyes. Cuanto más avanzadas en el diseño de programas sociales de prevención y apoyo a las mujeres en situación de prostitución, cuanto más implacables en la lucha contra la explotación sexual —atreviéndose a confiscar los bienes de traficantes y proxenetas—, cuanto más claras por lo que respecta a lo ilegítimo —y, por lo tanto, condenable y merecedor de sanción— de la compra de favores sexuales, mejor. Se trata de una lucha internacional y, singularmente, europea. No habrá abolicionismo triunfante “en un solo país”. La educación es decisiva. Pero también cambios jurídicos fundamentales que marquen el rumbo de la sociedad.

La sombra de Lincoln cabalga todavía a través de asolados campos de batalla. El relato de aquellos días cruciales de enero de 1865 nos habla también de las mujeres acompañaron a Lincoln en su combate contra la esclavitud, sabedoras de que la libertad llegaba demasiado tarde para cambiar sus vidas, pero era portadora de esperanza para las futuras generaciones. Ahora nos toca a nosotras tomar el relevo de aquellas mujeres y sus sueños inacabados.

Público. es

O mensalinho mineiro matou a modelo Cristiana Ferreira?

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No dia 20 de julho o Contexto Livre indagava:

E quando vai ser julgado o mensalão tucano

(…) rebatizado pela grande imprensa de “mensalão mineiro”, que é bem mais antigo e vem se arrastando desde 1998?
O “mensalão tucano” foi simplesmente escondido pela mídia reunida no Instituto Millenium, que não quer nem ouvir falar no assunto. Quem quiser saber a quantas anda o processo que dormita no Supremo Tribunal Federal precisa acessar aquilo que o tucano José Serra chama de “blogs sujos”.
Sob o título “Mensalão tucano e silêncio da mídia”, o blog de Altamiro Borges tratou do asunto:
“Finalmente o Supremo Tribunal Federal decidiu incluir na pauta o debate sobre o “mensalão tucano”, o esquema utilizado patra alimentar a campanha pela reeleição do governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em 1998. A mídia, porém, não deu qualquer destaque ao assunto. Algumas notinhas informaram apenas que o “mensalão mineiro” também será julgado em breve (…) a imprensa demotucana evita, por razões óbvias, falar em mensalão tucano”.
Quer dizer, 14 anos depois, o STF decidiu colocar na pauta e vai começar a debater o “mensalão tucano”. Nem se pensa ainda em marcar uma data para o julgamento, ao contrário do que aconteceu com o “mensalão do PT”, que virou um caso de vida ou morte para a mídia e precisa porque precisa ser julgado – e todo mundo condenado – antes das eleições de outubro. Altamiro explica:
“O caso é bastante emblemático. Ele serve para comprovar a seletividade da chamada grande imprensa. O escândalo surgiu bem antes das denúncias contra o PT. A própria Procuradoria-Geral da República, ao encaminhar o caso ao STF, em novembro de 2007, afirmou que o esquema foi “a origem e o laboratório” do mensalão do PT. Ele teria sido armado pelo mesmo publicitário Marcos Valério, que montou o famoso “valerioduto” para financiar campanhas eleitorais com recursos públicos e doações de empresas privadas”.
Muitos anos antes, em 2 de outubro de 2007, meu velho amigo Carlos Brickmann, jornalista dos bons que pode ser acusado de tudo, menos de ser petista, já tinha tocado no mesmo assunto em sua coluna “Circo da Notícia”, publicada no Observatório da Imprensa. Sob o título “Quando a polícia abre o baú da imprensa”, Brickmann escreveu:
“Que o mensalão começou em Minas Gerais, até os fios de cabelo de Marcos Valério sabiam. A primeira investida do esquema beneficiou o governador tucano Eduardo Azeredo, candidato à reeleição (perdeu para Itamar Franco). A imprensa até que deu a notícia, embora discretamente. E esqueceu o assunto”.
(…) “Pois é: há asuntos que entram na moda, há assuntos que não há força humana capaz de colocá-los na mídia. Tudo bem, vai ver que o mundo é assim. Mas precisava transformar o mensalão tucano, na imprensa, em mensalão mineiro?”
O Blog do Mello resgatou trecho de uma entrevista com Eduardo Azeredo publicada pela “Folha” em 2007 na qual podem estar os motivos para esta preferência da mídia tratar furiosamente do  “mensalão do PT” e deixar de lado o chamado “mensalão mineiro”:
Folha – A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha…
Eduardo Azeredo – Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era só minha, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.
Folha – O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?
Azeredo – Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.
Fundador do PSDB e presidente do partido quando o escândalo estourou, Eduardo Azeredo conseguiu desta forma o apoio irrestrito dos tucanos de bico grande que cuidaram de tirar o assunto da mídia.
A acusação central de que o PT usou dinheiro público para comprar o voto de parlamentares no Congresso foi derrubada pelo Tribunal de Contas da União, como informou Marta Salomon, em nota publicada no portal Estadão.com:
“O Tribunal de Contas da União considerou regular o contrato milionário da empresa de publicidade DNA, de Marcos Valério Fernandes de Souza, com o Banco do Brasil. O contrato é uma das bases da acusação da Procuradoria-Geral da República contra o empresário mineiro no julgamento do mensalão, marcado para agosto”. Mais adiante, a matéria lembra:
“De acordo com a Procuradoria-Geral da República, contratos das agências de publicidade de Marcos Valério com os orgãos públicos e estatais serviam de garantia e fonte de recursos para financiar o esquema de pagamentos a políticos aliados do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
Se e quando o STF finalmente marcar o julgamento do “mensalão tucano”, vamos ver o que Eduardo Azeredo terá a dizer e se a imprensa vai lembrar do que ele falou nesta entrevista de 2007.
Podem até querer esquecer esta história, mas o Google lembra. Está tudo lá. Escreveu
A pergunta continua sem resposta:

E quando vai ser julgado o mensalão tucano?

Vai ser julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, depois do julgamento da Chacina de Unaí, também envolvendo tucanos.

O julgamento do Mensalão tucano, também chamado de mensalinho, tag que uso para lembrar o decidido pela imprensa marrom e o STF. Repetindo: o caixa dois da campanha eleitoral do PT é Mensalão (para o STF foi para comprar votos de deputados na Câmara Federal); do PSDB, mensalinho.

Por falar em compra de votos no Congresso, a maior escândalo que se conhece foi a da mudança da Constituição, para criar a reeleição do presidente da República, que terminou sendo uma lei para também reeleger prefeitos e governadores. Isto é, veja, para reeleger Fernando Henrique na época.

Acontece que o mensalinho tucano também tem dinheiro manchado de sangue.  Veja o vídeo  (leia os comentários)

Vários versões foram divulgadas sobre o assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada por envenenamento seguido de estrangulamento em um flat da capital mineira, em agosto de 2000.

Filha de um funcionário aposentado da Companhia Energética de Minas Gerais, (Cemig), Cristiana, de 24 anos, tinha ligações com diversos políticos mineiros. No inquérito policial sobre o crime, é descrita como garota de programa, mas os investigadores desconfiam que sua principal ocupação fosse entregar malas de dinheiro do valerioduto mineiro. Na lista assinada por Souza, ela aparece como beneficiária de 1,8 milhão de reais, com a seguinte ressalva: “Via Carlos Eloy/Mares Guia”.

Carlos Eloy, ex-presidente da Cemig entre 1991 e 1998, foi um dos coordenadores da campanha de reeleição de Azeredo. É um dos principais envolvidos no esquema e, segundo Miraglia, pode estar por trás do assassinato de Cristiana Ferreira. “Não tenho dúvida de que foi queima de arquivo”, acusa o advogado.

MARES GUIA, AMANTE DA MODELO

Mares Guia foi ministro do Turismo no primeiro governo Lula e coordenou a fracassada campanha à reeleição de Azeredo. Apontado como ex-amante da modelo, o ex-ministro chegou a ser arrolado como testemunha no julgamento de Cristina, em 2009, mas não compareceu por estar em viagem aos Estados Unidos. Na ocasião, o detetive particular Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato. Leia mais, conheça os nomes do executivo, do judiciário e do legislativa que aparecem na lista.

QUEM MATOU A MUSA DO MENSALINHO? 

Para desvendar o mistério é preciso saber o que motivou o crime:

1. Queima de arquivo

2. Ciúme de alguma esposa de importante figuraço da política mineira

3. Latrocínio

4. Crime passional

5. Punição por desviar 1 milhão e 800 mil reais

Não entendo muito dos namoros de hoje, mas garota de programa não tem namorado ou noivo. Tem cafetão. Clique para ler os comentários.

Morreu com 1 milhão e 800 mil reais na bolsa. Dinheiro que pegou sumiço.

Existe também a versão que era, também, agenciadora de adolescentes da sociedade mineira para a nata do poder.

Tem garota que o pai é uma fera. E nunca vi campanha política sem sexo. Legiões de moças bonitas são contratadas para trabalhar nos comitês, sempre inaugurados com rega-bofes, e outras bocas, inclusive de urma.

No mais, muita agente esquece que Marcos Valério era apenas um laranja. Herdou as duas agências que articularam o Mensalão e o mensalinho. Uma das agências era de um sobrinho de José de Alencar. Outra do vice-governador de Minas Gerais.

Agências secretas existem em quase todos os estados, para receber a publicidade dos governos estaduais e prefeituras. Acontece o mesmo com os meios de comunicação de massa. Os marqueteiros políticos também possuem agências com nomes desconhecidos no mercado publicitário. São agências motéis que mudam de nome em cada campanha eleitoral. As prostitutas nunca dão o nome verdadeiro.

Nas listas de uma campanha, várias pessoas citadas jamais receberam dinheiro. A rubrica indica que foi pago o aluguel de um avião, a hospedagem em um cinco estrelas, o cachê de uma acompanhante…

Acontece assim nos casos de morte encomendada: Ao pistoleiro entregam uma foto: ‘O cara é este’.

Para a pistoleira: ‘Taí o retrato. Se você dormir com o homem tem um  bônus. Ele tem que acreditar que é amor a primeira vista’.

Kiss y Cromañón, la misma lógica asesina

En 2004 Argentina tuvo que contar casi dos centenares de muertos, tras una bengala perdida que causó un incendio en el local «República Cromagnon», una sala donde la mayoría de las salidas de emergencia estaban selladas con cadenas. Un grupo de jóvenes comenzó a lanzar bengalas. Cundió el pánico y una avalancha humana se atropelló en su huída de la muerte. Murieron por aplastamiento o asfixia.

por Santiago Morales

Santiago Joaquín Morales (23 años), sobreviviente de Cromañon junto a Martín y hermano de Sofía (+). La segunda batalla: acabar con las condiciones estructurales que producen injusticias. Es hora de creaciones heroicas.

Reproducimos un artículo de Santiago Morales, sobreviviente de Cromañon. “Parece un calco, una copia. Desafortunado es que lo que exportamos al mundo son mecanismos de exterminio colectivo, no la creación heroica de proyectos productores de vida. Afirmamos una única y concreta cuestión: en la Argentina están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita.” Reflexiona el compañero en la nota. “Cromagnón, como tantos otros hechos de impunidad (…) es expresión de una lógica perversa de negociación corrupta con la cual el Estado (sus funcionarios, su policía, sus bomberos, y el resto de los actores), y el empresariado (:::)  articulan mecanismos para, por un lado, producir el máximo nivel de ganancias posible, y por otro lado, reproducir la situación de privilegio en la que se encuentran.” remata Santiago.

“Tragedia en Brasil: 232 muertos por un incendio en un boliche. Fue en la disco Kiss, en la ciudad de Santa María, en Río Grande Do Sul. El fuego se desencadenó a las 2.30, en medio de la presentación de una banda que habría realizado un show de pirotecnia.” Fuente: http://www.clarin.com

El “Cromagnón brasilero”, como lo han llamado decenas de periodistas, nos alerta trágicamente de una premisa que tiene que tener presente todo el pueblo argentino que palpita cada injusticia ajena en el corazón propio: en la República Argentina, todavía hoy, están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita.

Parece un calco, una copia. Desafortunado es que lo que exportamos al mundo son mecanismos de exterminio colectivo, no la creación heroica de proyectos productores de vida. Afirmamos una única y concreta cuestión: en la Argentina están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que la adversidad de la calle mate a los pibes y las pibas que andan harapientos día y noche bajo el cuidado de nadie y protegidos integralmente por nada; aunque así sea. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que el consumo de drogas asesine a cientos de pibes que, sin un pan entre sus dedos, eligen la droga que, además de sacarles el hambre, les permite olvidar el olvido al que son condenados por el conjunto de la sociedad. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que la desocupación estructural condene a miles y miles de trabajadores/as a alimentar a sus hijos con “las gotitas que chorrean de un fuentón lleno de agua cuando uno mete un dedo y se desborda”, es decir, con la indignante plata de un “plan social”, que ata al hombre y a la mujer a la dependencia del Estado y les impide desarrollar la siempre próspera experiencia del trabajo humano, dador de capacidades de responsabilidad, de lograr metas, de autosuperarse, de fortalecer el autoestima, y más; no estamos planteando eso, aunque así sea. Ni siquiera estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que más temprano que tarde vuelva a producirse un crimen social que asesine a usuarios del tren Sarmiento o cualquier otro tren, y que no se produjo otro choque mortal después del 22 de febrero de 2012 por cuestiones de azar. No estamos planteando eso, no. Ni muchas otras cuestiones que podríamos plantear (y que debemos plantear) que ponen en peligro la vida de miles y miles.

Como las muertes en discotecas son una parte y no el todo, pareciera que es más posible de generar las condiciones para que no se repita. Pero no es así. Y además, no es un problema nacional, es una realidad del mundo contemporáneo globalizado esta mala costumbre de matar jóvenes.
– 4 de diciembre de 2009, incendio en la Discoteca Lame Horse, en Rusia. Resultado: 109 jóvenes fallecidos.
– 20 de septiembre de 2008, incendio en la Discoteca Dance King, en China. Resultado: 43 fallecidos.
– 18 de marzo de 1996, incendio en la Discoteca Ozono Club, en Filipinas. Resultado: 162 muertos.
– 28 de octubre de 1998, incendio en la Discoteca Gothenburg Dance Hall, en Suecia. Resultado: 63 fallecidos.
– 20 de febrero de 2003, incendio en la Discoteca The Station, en Estados Unidos. Resultado: 100 asesinados.
– 19 de abril de 2008, incendio en la Discoteca Factory, en Ecuador. Resultado: 15 muertos.
– 20 de junio de 2008, incendio en la Discoteca News Divine, en México. Resultado: 12 fallecidos.
– 27 de noviembre de 2006, incendio en la Discoteca Jazzys Elite Club, en República Dominicana. Resultado: 9 fallecidos.
– 20 de diciembre de 1993, incendio en la Discoteca Kheyvis, en Argentina. Resultado: 17 fallecidos.
– 20 de octubre de 2000, incendio en la Discoteca Lobohombo, en México. Resultado: 20 muertes.
– 30 de noviembre de 2002, incendio en la Discoteca La Goajira, en Venezuela. Resultado: 50 fallecidos.
– 4 de septiembre de 1993, incendio en la Discoteca Divine, en Chile. Resultado: 20 muertos.
– 27 de enero de 2013, incendio en la Discoteca Kiss, en Brasil. Resultado al momento: 232 muertos. (fuente: http://www.quenoserepita.com.ar)

Cromagnón, como tantos otros hechos de impunidad -no vamos a cansarnos de denunciarlo-, es expresión de una lógica perversa de negociación corrupta con la cual el Estado (sus funcionarios, su policía, sus bomberos, y el resto de los actores), y el empresariado (del rubro que sea, en este caso “empresarios de la noche”) articulan mecanismos para, por un lado, producir el máximo nivel de ganancias posible, y por otro lado, reproducir la situación de privilegio en la que se encuentran. No parece ser importante para ellos y ellas que ese objetivo se lleve unas cuantas muertes en el camino, pues lo primero que recortan para incrementar las ganancias son las inversiones en pos de la seguridad de los consumidores/as, usuarios/as, ciudadanos/as, seres humanos.

Con la lucha del Movimiento Cromagnón y con el acompañamiento de quienes se solidarizaron con los sobrevivientes, familiares y amigos de las víctimas, se conquistó -no del todo aún- una forma de Justicia, imprescindible: que el Poder Judicial sancione a quienes han infringido la ley en tanto actores necesarios para que se produzca semejante hecho de muerte. De los hombres y mujeres responsables directos de la Masacre de Cromagnón, hay catorce que están con prisión efectiva, más allá de los problemas psiquiátricos de tal o cual. Y todavía falta un fallo de Casación en relación a la sentencia dada por el Tribunal Oral 24 en el segundo Juicio Oral (Cromagnón II), la cual fue apelada por las partes, pues absolvía a todos de responsabilidades exceptuando a Rafael Levy. En este Juicio aún en proceso están procesados: el ex Secretario de Seguridad porteño Juan Carlos López, el segundo de Aníbal Ibarra en orden de responsabilidades, y, además, su concuñado; Rafael Levy, dueño de República Cromagnón, quien mandó a cerrar la puerta de salida de emergencia con candado, vinculado, además, a trata de personas, prostíbulos y talleres textiles clandestinos; Gabriel Sevald, ex comisario, Enrique Carelli y Vicente Rizzo, ex funcionarios.
Sin embargo, todavía no podemos decir que esta gran humanidad ha dicho basta y ha echado a andar… todavía no somos el pueblo unido los que planteamos “queremos acabar con las injusticias de una vez y para siempre”. Cuando eso suceda, más temprano que tarde, esa marcha de gigantes no se detendrá hasta que dejen de repetirse Cromagnones o hechos de masacre ética, como la desigualdad social y económica al interior de la condición humana. Eso va a estar bueno.

Por lo tanto, todavía nos falta la segunda batalla para que Cromagnón ni ningún hecho de impunidad se repita: acabar con las condiciones estructurales que producen estos hechos, terminar con la lógica perversa de negociación corrupta de la que hablé más arriba. Se trata de invertir la lógica de las cosas: primero la vida y la naturaleza (pues somos lo mismo), después el progreso económico y la ganancia particular. Para esto, como dice Isabel Rauber, tenemos que construir raizalmente (desde la raíz) una nueva civilización, una nueva condición humana.

Santiago Joaquín Morales (23 años), sobreviviente de Cromañon junto a Martín y hermano de Sofía (+)