Quando vai acontecer o julgamento dos feitores e escravocratas da Chacina de Unaí? Dia de São Nunca?

relembre

Informa Sonia Racy: Integrantes do MP e do governo federal se reúnem dia 28, em Minas Gerais. Para discutir a demora na punição aos acusados pela chacina de Unaí.

O assassinato de quatro servidores do Ministério do Trabalho completa 9 anos. A Justiça mineira se comprometeu a marcar o julgamento.

Eta justiça lenta para julgar empresários e industriais.

Eta justiça rápida para censurar jornalistas e punir os pobres.

Trecho de uma reportagem de Vitor Nuzzi: “As vítimas eram servidores do Ministério do Trabalho e Emprego. Os fiscais Eratóstenes de Almeida Gonçalves, o Tote, de 42 anos, João Batista Soares, 50, e Nelson José da Silva, 52, vistoriavam as condições de trabalho e moradia de colhedores de feijão. Ailton Pereira de Oliveira, 52, dirigia o veículo. Ele ainda conseguiu conduzir o carro por alguns quilômetros e ser socorrido, morrendo horas depois.

‘O ambiente lá já era tenso’, lembra João Coelho Frazão de Barros, à época presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais (AAFT-MG), hoje vice-presidente da entidade. ‘Subestimamos o perigo. Achávamos que era algo impossível de acontecer.’

Frazão observa que um dos fiscais (Nelson) chegou a trabalhar acompanhado de um segurança durante algum tempo. Segundo relatos, Nelson já tivera desentendimentos com o proprietário rural Antério Mânica, um dos acusados – que naquele ano foi eleito prefeito, sendo reeleito em 2008. O cargo exercido lhe confere o direito de ser julgado em foro especial. Em 2004, ele chegou a ficar preso, mas obteve um habeas corpus.

Em relatório de 2003, Nelson informou ter sido ameaçado por Norberto Mânica, irmão de Antério. Segundo denúncia que consta em relatório de 2006 da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, ‘Norberto, sentindo-se prejudicado pela ação da fiscalização trabalhista em suas fazendas, prometeu matar o fiscal do trabalho Nelson’.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, Durval Ângelo (PT), diz que o fato de não ter havido julgamento até hoje desmoraliza o poder público.

‘Existem dois Brasis, o de cima, dos que detêm o poder econômico e político, e o de baixo, dos despossuídos. A Justiça é reflexo disso. Também existem duas Justiças’, diz o parlamentar. Para ele, quem matou os fiscais e o motorista foi o agronegócio, foi o poder político representado não só pelo prefeito, mas pelas forças que o sustentam”.

Acreditem: Esta mesma justiça PPV vai julgar o mensalão tucano, que deu origem ao mensalão petista.

os mortos

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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