Paulo Vieira e os lucrativos negócios das fábricas de diplomas

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A educação é um excelente negócio. Começa pelo lucro dos salários pagos aos professores e altas mensalidades reguladas pelas Anas. O ensino privado é uma fábrica de diplomas e dinheiro.

O ministro Aloizio Mercadante determinou a instauração de um processo de supervisão administrativa na Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro (Facic) e a suspensão cautelar de quaisquer processos em trâmite referentes à entidade no sistema interno da pasta. A Facic pertence a Paulo Vieira, um dos presos pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro. A PF de que Paulo Vieira teria tido acesso à senha do MEC para entrar no sistema de tramitação eletrônica de regulamentação de cursos, o e-MEC.

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Francisco da Silva e  Nuno Moniz denunciam: O financiamento do ensino privado por parte do estado vai continuar sem cortes. Quando se fala neste tipo de financiamento, vem logo ao de cima o superior interesse dos alunos, a quem os proprietários dos colégios privados fazem o favor de providenciar ensino. Digo ensino e não educação, porque são duas coisas distintas e que não devem ser confundidas.
Se não fosse este apoio que o estado dá aos colégios, os miúdos não poderiam lá estudar, como se de uma escola pública se tratasse. Bem hajam estes mercadores do ensino, certo? Errado. Primeiro, quem explora uma instituição de ensino privada tem um negócio, tão legítimo como qualquer outro. Logicamente, o seu objectivo é o lucro e não providenciar o melhor ensino possível, o que também é perfeitamente legítimo. O que não faz sentido aqui é o estado pagar um valor “x” para cobrir as despesas do aluno, acrescidas de um “y” que representa lucro. O estado está a pagar mais do que apenas o ensino do aluno, ou seja: sai mais caro providenciar este ensino via privado, do que apostar na escola pública.

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As pesquisas no Brasil estão sempre desatualizadas. O governo e as entidades patronais preferem contratar institutos de opinião  e encomendar pesquisas fajutas super super faturadas, enchendo os bolsos de um bando de picaretas. A PF precisa investigar esses Institutos de Pesquisas. Todos mamam nas tetas dos cofres públicos. O Brasil esta empestado de Marcos Valério, o “Carequinha” do Mensalão.

Carolina Mandl escreveu para “Valor Econômico”:

Mesmo as instituições privadas de ensino superior com pior desempenho financeiro registraram lucro em 2004. É o que mostra um levantamento feito pela Ideal Invest, empresa que concede empréstimos a escolas, e pelas consultorias Hoper Educacional e CM com 78 Universidades de todo o país com mais de mil alunos.

O estudo separou as escolas em três categorias de performance: melhor, intermediária e pior. As instituições do primeiro grupo registraram uma margem líquida média – índice que aponta quanto da receita se transformou em lucro – de 26,48%, superior à registrada por companhias como Vale do Rio Doce, Gerdau e Petrobras. A terceira categoria, de desempenho mais fraco, obteve uma lucratividade de 3,83%.

A Universidade Anhembi Morumbi, por exemplo, com 25 mil alunos, teve um lucro de R$ 52,8 milhões em 2003, o que representou uma margem líquida de 30,1%. No Ibmec SP, com 2.300 alunos em cursos de administração e economia, o índice foi de 11,8%.

O que também colabora para o bom desempenho do ramo é o fato de ele estar pouco endividado. O endividamento com bancos e com debêntures varia de 1% a 18,7% do patrimônio líquido das instituições.

“Esse é um dos setores mais lucrativos da economia brasileira”, afirma Ryon Braga, presidente da Hoper. Esse resultado, de acordo com Braga, se deve ao investimento baixo (sala de aula, laboratórios e professores) e às classes cheias, que diluem os custos já pequenos. O maior gasto de uma instituição de ensino superior é com professores, que absorvem cerca de 55% das despesas totais. O salário do professor faz parte do lucro. Assim contratam professores que aceitam baixos salários.

ensino

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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