Catástrofe política ou natural? Chuva no Brasil é tragédia anunciada. A virgindade de Sandy

Chuva nas médias e grandes cidades alaga ruas, dissolve casas alka seltzer, derruba morros, soterra e afoga a plebe rude que prefere a aventura do esporte radical de morar em áreas de risco.

Não é o caos no trânsito provocado pelas greves de professores  que reivindicam o privilégio de receber um salário igual ao de uma empregada doméstica ou de um soldado de polícia de Brasília.

Depois da contagem dos mortos, os costumeiros pedidos de verbas dos governadores. Dinheiro para o enriquecimento rápido dos Noés de cada dilúvio, cujas arcas navegam  águas tranquilas para ancorar nas ilhas fiscais.

Lastimam, os aproveitadores da chuva sem “medida”, o Brasil ser pobre de ciclone, de terremoto, de maremoto. Um vulcão no Rio seria bom para o turismo. Renderia mais que uma copa do mundo, uma olimpíada. O ruim é que o governo não precisava gastar nenhum tostão em superfaturados Coliseus.

Brasil tem mulher furacão. A última foi Denise Rocha.

Originalmente, eram dados aos furacões nomes de santos que foram homenageados no dia em que cada desastre ocorreu. Por exemplo, o furacão Santa Ana de 1825 se formou em 26 de julho, o dia dedicado à santa.

A partir de 1953 , os nomes de furacões são do sexo feminino.  O primeiro de uma  “menina” chamada Maria, heroína do romance  “A Tempestade” (1941) de George Rippey Stewart.

As feministas, em 1979, protestaram. Que os nomes fossem alternados. Sandy – que devastou a cidade símbolo do capitalismo, a desvirginada Nova Iorque – foi o último mundialmente conhecido. Que o próximo seja macho. E todos os nomes masculinos denunciem os  genocidas, ditadores, governantes corruptos e banqueiros que provocaram a atual crise global.

La tormenta tropical Sandy.
¿Catástrofe natural o política?
Diez días después de la tormenta Sandy, más de 730.000 personas seguían sin electricidad en los estados de Nueva York y en Nueva Jersey, y casi 150.000 en la ciudad de Nueva York. Cerca de 50.000 personas se encuentran desalojadas; cientos de miles esperan en el frío para conseguir algo de agua, comida y gasolina de los repartos. Millones de personas se apelotonan dentro de los escasos medios de transporte públicos que están operativos, al tiempo que los ánimos se van enardeciendo; los viajeros se pegan codazos y empujones para poder llegar al trabajo, al colegio o para cumplir con sus obligaciones diarias.

Militarismo en el extranjero y decadencia en casa

Cada año, el gobierno de Estados Unidos gasta más de 800.000 millones de dólares en armas, bases militares en el extranjero (más de 700), carreteras militares, autopistas, puentes, y transporte de tropas; aunque no lo haga público, gasta miles de millones en la financiación de guerras indirectas, mercenarios privados, operaciones de las Fuerzas Especiales, y regímenes marioneta en los cuatro continentes. Los sistemas federal, estatal, y municipal gastan miles de millones en “Seguridad Nacional” y en sus filiales locales destinadas a espiar a 40 millones de ciudadanos estadounidenses, a perseguir a ciudadanos y vecinos musulmanes y a detener, deportar y abrir expedientes a millones de inmigrantes latinoamericanos y asiáticos.

Cuando se trata de movilizar a la flota naval por el Golfo Pérsico para intimidar a Irán, o de suministrar las más modernas armas a Israel, el Pentágono se “compromete con la causa” ipso facto; pero cuando se trata de evacuar a miles de estadounidenses mayores, discapacitados y vulnerables, atrapados en sus apartamentos dentro de altas torres de pisos, sin luz ni calefacción, no se ve a los Marines por ningún lado.

Obviamente, el imperio es “eficiente” en el extranjero, y la seguridad nacional deja mucho que desear en casa.

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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