O PIG e a guerra interna: Paraná na mira dos terroristas

Por que a guerra interna lardeada pelo Partido da Imprensa Golpista atinge, preferencialmente, os Estados oposicionistas de São Paulo, Santa Catarina, e ameaça o Paraná, governados, respectivamente, por Geraldo Alckmin (PSDB), Raimundo Colombo (ex-PFL, DEM, PSD a partir de 2011) e Beto Richa (PSDB)?
O que motiva, realmente, esta guerra?
Os negócios diários do crime – drogas, prostituição, mercado negro, contrabando -, que campeiam por todo o Brasil, necessitam do silêncio da imprensa e de um informal pacto de paz com os governadores comandantes das polícias civil e militar.
Impossível acreditar em uma guerra estadual comandada por presos. Existe, sim, a possibilidade de atos isolados de vingança. Escaramuças. Rebeliões dentro dos presídios. Bandido com poder não é bandido preso. Cadê Fernandinho Beira-Mar? Rei morto, viva o rei!

Publica O Paraná: A presença de células do PCC (Primeiro Comando da Capital) e de outras facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios brasileiros na região e do outro lado da fronteira, em cidades como Salto Del Guairá e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, pode “proteger” o Oeste de possíveis represálias desses grupos a policiais militares.

Os rumores de que o Comando Geral da Polícia Militar no Estado teria recebido um e-mail cogitando que, depois de São Paulo e Santa Catarina, agora seria a vez de o Paraná ser o alvo, preocupa a corporação que não admite nem nega a existência desse alerta, mas os oficiais estariam em sobreaviso. Os policiais já receberam orientações expressas para dobrar a atenção e os cuidados.

Investigações e acompanhamentos feitos por forças policiais na região da fronteira revelam que se os atentados iniciarem mesmo no Paraná, podem não chegar ao Oeste por questões estratégicas financeiras.

Esses núcleos criminosos na região, principalmente os que vivem no país vizinho, articulam daqui boa parte do ciclo econômico e a cadeia produtiva das drogas distribuídas para todo o País, além das armas e munições.

“Os ataques aqui não seriam viáveis do ponto de vista econômico, já que despertariam a atenção e poderiam desencadear ações ostensivas e interferir diretamente nos negócios”, reforça um agente que atua na região, mas que prefere não ser identificado.

A presença dessas células na região interfere na coordenação da chamada Rota Caipira, onde são utilizados aviões monomotores que deixam com frequência cidades do Oeste carregados com drogas, contrabando, armas e munições.

As aeronaves voam abaixo da linha do radar para não serem interceptadas e seguem até o interior de São Paulo, de onde os produtos são disseminados via terrestre para todo o Brasil.

Esses grupos usam ainda a rota bem trilhada do contrabando, com envolvimento direto ou de facilitação de agentes públicos, para levar por terra esses mesmos entorpecentes.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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