Nenhuma luz no fim do túnel

Antes do golpe militar de 64, os trotes acadêmicos eram politizados. Com a ditadura e o lixo de suas leis que ainda perduram, os trotes tornaram-se uma festa orgiástica. Exageram em tudo: álcool, droga, sexo. Em abril último, na Universidade Federal de Juiz de Fora, uma caloura de 16 anos, virgem, foi estuprada. O tarado ainda hoje está solto no campus.

A cocaína foi introduzida nas universidades propositadamente. Com a música Banho de cheiro, e slogan hippie de botique: “faça o amor, não faça a guerra”. Tudo como parte do Projeto Camelot da CIA, que introduziu o vestibular de cruzinha, da decoreba, do não pensar.

Um povo colonizado, escravo, sempre vítima da tirania, tem uma alma submissa. A independência dada de mão beijada por um português. Nenhuma luta pela abolição da escravatura, que custou a perda do trono para a princesa Isabel. E uma república repleta de ditadores e presidentes corruptos.

Um povo que não reclama tem como catarse o carnaval, o futebol, as drogas e as novelas da Globo.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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