Chegou a hora de enquadrar as pesquisas eleitorais

Polibio Braga

Nos últimos dias de campanha eleitoral no Rio Grande do Sul, ocorreu uma enxurrada de pesquisas eleitorais. Em muitas cidades do interior, resultados opostos de enorme significado causaram perplexidade e indignação, já que passaram o cheiro de maracutaia. Mesmo em cidades como Porto Alegre ou São Paulo, pesquisas de intenções de votos são frequentemente contestadas.

Existem casos graves de distorções no interior e nas capitais.  O editor já manifestou aqui neste espaço a convicção de que chegou a hora de legislar sobre os serviços dos institutos de pesquisa ou exigir deles seu próprio código de autorregulamentação.

Acima de tudo, a população, os clientes e as autoridades precisam trabalhar com resultados que obedeçam padrões uniformes de aferição. As duas distorções mais graves que qualquer pessoa pode perceber e que podem alterar completamente os resultados: 1) As margens de erro, que depende da vontade de cada pesquisa, podendo ir de 2 a 5 pontos. 2) O universo pesquisado, porque alguns institutos trabalham somente nos locais de residência dos entrevistados,  outros apanham os entrevistados em movimento e tá também pesquisas por só telefone.

Do jeito que está é que não pode ficar.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

As pesquisas compradas são usadas como propaganda enganosa que visa o povo como rebanho. Como acontece com a publicidade comercial: todo mundo usa a marca tal, fique com o serviço da preferência nacional. O voto obrigatório é ruim por isso: o eleitor despolitizado não quer perder o voto, isto é, vota no candidato que as pesquisas indicam como vitorioso (T.A.)

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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