Portugal: Dois terços dos estudantes universitários pretendem emigrar. Que planeja o estudante brasileiro?

O Brasil tem cerca 6,3 milhões de estudantes de graduação, e 173 mil na pós-graduação.

Espanhóis escondem currículo 

Para aumentar suas chances de conseguir emprego, profissionais na Espanha estão escondendo qualificações em seus currículos, segundo uma pesquisa de consultorias e sindicatos.

A grave crise econômica que atinge o país com a maior taxa de desemprego da União Europeia (22,9%) está levando engenheiros, administradores de empresa, técnicos de informática e até ex-diretores a ‘piorar’ currículos em busca de empregos de baixa qualificação.

Também está acontecendo a mesma tragédia no Brasil. Basta dar como exemplo os bacharéis que concorrem a emprego de ensino médio no serviço público.

Em Portugal, um estudo realizado pelas associações e de estudantes conclui que 69% dos universitários inquiridos têm intenções de emigrar após concluírem os seus ciclos de estudos.

“Os dados recolhidos relevam uma percentagem preocupante – cerca de 69% – de estudantes com intenções de emigrar após concluírem os seus ciclos de estudos, essencialmente em busca de melhores condições laborais”, indicam os resultados do inquérito relativo à “Mobilidade Profissional e à Internacionalização do Emprego Jovem”.

O resultado preliminar do estudo realizado a nível nacional por associações académicas e de estudantes revela que a Europa é o “destino preferencial” dos jovens qualificados com intenções de emigrar, indica a Federação Académica do Porto (FAP).

A maior parte dos inquiridos considerou ainda que “não existem mecanismos informativos sobre os diversos países europeus” e que isso significa que há uma “barreira” à internacionalização do emprego.

Existe mercado brasileiro para os bacharelandos?

 Tem que queira abrir as porteiras para a mão de obra estrangeira, quando se sabe que as multinacionais, no primeiro escalão, são dirigidas por estrangeiros. Com contratos firmados na matriz. Que nas filiais brasileiras pagam salários desconformes e humilhantes.
Indicador da desaceleração da economia brasileira no primeiro semestre de 2012, a quantidade de postos de trabalho com carteira assinada caiu. Falta mão de obra qualificada, uma das justificativas.
A imprensa nunca esclarece o que é mão de obra qualificada: O termo tradicionalmente designa o trabalho manual empregado diretamente na produção industrial.
Que falta, realmente, no Brasil: mão de obra especializada ou mão de obra qualificada?
Define a Wikipédia:

Mão de obra especializada

A mão de obra especializada é uma categoria de mão de obra em que o funcionario é treinado para exercer uma função repetidamete, mas não é necessario que ele conheça todas as etapas da produção. É muito empregada em linhas de montagem onde não há necessidade de grande instrução. Por exemplo: Uma empresa de automoveis pode dar cursos a um funcionario sobre como realizar uma função na produção do motor e ele podera realiza-la sem problemas mesmo não entendendo o funcionamento do conjunto completo, o motor. Esse tipo de mão de obra tem baixo salário e vem sendo cada vez mais frequentemente substituidos por maquinas que realizam a tarefa de modo mais eficiente.

Mão de obra qualificada

É uma mão de obra mais instruida que as outras por ter dedicado um longo periodo estudando um conteúdo específico. Ao contrario da mão de obra especializada, esses individuos conhecem o funcionamento do conjunto e são capazes de projetar novos sistemas e solucionar erros no funcionamento de um produto. Nesta categoria estão incluídos os médicos, advogados, engenheiros, professores etc. Geralmente são mais remunerados que a mão de obra especialida por capacidades mais aprofundadas e de dificil e lenta formação.

Mão de obra instável
Justificativa do patrão: O consultor Paulo César Mauro, presidente da Global Franchise, destaca a mão de obra como um problema para investimentos estrageiros:
 “As pessoas ainda encaram o trabalho em uma rede de fast foodapenas como um primeiro emprego”, diz. Segundo ele, muitos funcionários não se interessam em ficar na empresa por muito tempo, o que gera uma busca constante por novos empregados. Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo,  concorda com a tese. “Há uma legislação trabalhista conflitiva. Você paga, por exemplo, R$ 100 como custo de salário de um empregado e outros R$ 100 em encargos trabalhistas. Juntando tudo, isso resulta em um salário baixo para o empregado e, paradoxalmente, em um custo do trabalhador alto para a empresa.”Segundo Mauro, uma particularidade do trabalhador brasileiro é que ele, além de “caro” em comparação com o custo final de outros países, tem um nível de qualificação menor. “A formação média é pior em relação aos países mais desenvolvidos e os custos são altos, devido à carga de impostos e benefícios envolvidos”, avalia.
Faltou dizer quais países. Possivelmente do Terceiro Mundo. Maioria dos trabalhadores brasileiros recebe o salário mínimo do mínimo. Confira. Tem economista que considera a possibilidade do salário durar até o fim do mês.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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