OS MALES DA REELEIÇÃO

 

por Carlos Chagas

Este ano não dá mais. Em 2013, muito menos. Mas seria bom que o país, recomposto ou confirmado nas urnas de 2014, tomasse coragem para extirpar o segundo maior escândalo da história recente. O primeiro foi o mensalão, ainda inconcluso, mas o seguinte foi a reeleição, arrancada do Congresso a preço de ouro. Apesar de curta a memória nacional, será necessário lembrar que Fernando Henrique Cardoso foi eleito para permanecer quatro anos no governo, tendo ficado oito por patrocinar a mudança nas regras do jogo depois dele começado. Nada diferente dos sucessivos casuísmos praticados pelos governos militares. Os generais iam perder as eleições diretas? Impuseram as indiretas.

Da mesma forma, diante da perspectiva de deixar o poder, os neoliberais compraram com favores e com dinheiro vivo o direito de um governante disputar novo mandato, sem deixar o governo. Uma farsa prolongada até hoje pelos companheiros, que para o bem de todos e felicidade geral da nação precisa ser extirpada. Que o próximo Congresso tenha a coragem de acabar com a reeleição, mesmo se necessário ampliar os mandatos presidenciais de quatro para seis anos. Mas só a partir de quem for eleito em 2018, quando nem se sabe se o planeta existirá ou terá explodido…

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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