Mensalão ou mensalinho, uma prática nacional, estadual e municipal

Vamos julgar o mensalão, ou melhor, os corrompidos do PT e partidos aliados, e livrar a cara dos corruptores.

Historia a Wiquipédia:

O neologismo mensalão, popularizado pelo então deputado federal Roberto Jefferson,  em entrevista que deu ressonância nacional ao escândalo, é uma variante da palavra “mensalidade” usada para se referir a uma “mesada” paga a deputados para votarem a favor de projetos de interesse do poder executivo. Segundo o deputado, o termo já era comum nos bastidores da política entre os parlamentares para designar essa prática ilegal.

O termo já era comum. A prática.  Sempre acontece quando os governos federal, estaduais e municipais compram a maioria do legislativo. Foi o que fez Fernando Henrique para aprovar os projetos da reeleicão e da queima das estatais. Mais de setenta por cento das empresas públicas foram doadas a corsários e piratas. Muita gente enriqueceu. Assim começou a fortuna de Daniel Dantas, para um exemplo.

O MENSALÃO DO PT

Historia a Wiquipédia:

Jefferson acusou o então Ministro da Casa Civil José Dirceu de ser o mentor do esquema.

A palavra “mensalão” foi então adotada pela mídia para se referir ao caso. A primeira vez que a palavra foi grafada em um veículo de comunicação de grande reputação nacional ocorreu no jornal Folha de S. Paulo, na matéria do dia 6 de junho de 2005. A palavra, tal como ela é, foi utilizada também na mídia internacional sempre acompanhada de uma pseudo-tradução. Em espanhol, traduzida como “mensalón”, e em inglês como “big monthly allowance” (grande pagamento mensal) e “vote-buying” (compra de votos).

Comprar votos no Congresso, em assembléias legislativas e câmaras municipais faz parte do jogo “democrático” nos países sem plebiscito. Sem referendo. Esta compra pode ser via cargos públicos ou concessões de rádio e tv nos governos  Sarney, Fernando Henrique. Ou concessões outras. Ou via dinheiro vivo. Se existe dinheiro, existe uma fonte. E todos os poderes passam a beber desta água “pura”, inesgotável fonte no paraíso.

Acrescente-se que a denúncia da Folha de S. Paulo faz parte de um projeto político, formado pelo PIG, Partido da Imprensa Golpista. Que visa derrubar os presidentes de países nacionalistas ou “esquerdistas”. O recente pleito do México foi um grande mensalão. Idem o golpe parlamentar do Paraguai.

UM DOS BANCOS DO MENSALÃO 

Foi descoberto em julho de 2008, durante uma investigação sobre o banqueiro tucano Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do mensalão petista. Através do Banco Opportunity, Daniel Dantas era o gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazonia Telecom. As investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, que ganhou duas agências de publicidade de presente que, segundo a Polícia Federal, alimentavam o Valerioduto, esquema de pagamento ilegal a parlamentares federais e mineiros. Que o Valerioduto nasceu no governo estadual de Minas Gerais. O chamado mensalinho mineiro do PSDB.

O esquema das privatizacões originou vários livros. Um deles com o nome bem significativo: A Privataria Tucana.

Fui o primeiro jornalista a chamar de piratas os empresários beneficiados pelos leilões quermesses de Fernando Henrique, que fatiou a Petrobras – a quarta empresa petrolífera do mundo – e vendeu a Vale do Rio Doce – a maior mineradora do mundo – que vale mais de três bilhões, por apenas 2 bilhões e 200 milhões.

No caso do PT, a Polícia Federal pôde chegar a Daniel Dantas, após a Justiça ter autorizado a quebra de sigilo do computador central do Banco Opportunity. Um computador que não foi de todo decifrado.

Existem outros bancos envolvidos, beneficiados pelo Proer. Parte dessa bandalheira foi perdoada pela justiça. Ou vem sendo julgada em segredo pelo chamado foro especial. Pra lá de especial. Criado por Fernando Henrique no mês terminal do seu oitavo ano de governo. O foro especial é uma disfarçada anistia.

O jornalismo investigativo da Folha de S. Paulo teve informações da mesma equipe que forjou as grandes reportagens do “jornalista” e bicheiro Carlinhos Cachoeira. Reportagens vinculadas pela Veja e TV Globo. E que receberam o Prêmio Esso de Jornalismo.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s